Seu Juvenal – Entrevista

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Seu Juvenal poderá ser um nome estranho para os fãs de rock portugueses, mas a banda brasileira é a representação de como o género se pode (e consegue!) reinventar, furando barreiras e alterando paradigmas. Renato Zaca, o baterista dos Seu Juvenal foi o nosso condutor até ao outro lado do Atlântico e expandiu o nosso World Of Metal até ao mundo dos Seu Juvenal. – Por Fernando Ferreira

Olá pessoal, bem vindos à World Of Metal. Apesar de partilharmos a língua, o vosso nome é um pouco desconhecido, por isso se calhar começávamos pelo início, pelas apresentações. Quem é ou quem são os Seu Juvenal?

Renato Zaca – Salve galera! Vamos lá… Somos uma banda de uma região do Brasil chamada Minas Gerais. É um estado montanhoso e com um linguajar específico. Juvenal Alves Vilela foi um maestro mineiro e avô de dois dos integrantes da banda, acabou que o nome, além de ser uma homenagem, é também uma forma bem peculiar aqui desta região de se chamar senhores mais velhos, assim ficou Seu Juvenal. Este “seu” é como se fosse “senhor”. Na banda somos quatro; a formação bem clássica de rock, bateria, baixo, guitarra e voz.

O vosso som é completamente diferente do que se poderia esperar de uma banda rock, bem diverso e a furar as regras instituídas. Faz parte da vossa identidade provocar e surpreender?

Renato – Desde o início em 1997, nos colocamos de mente aberta para compor. Não acreditamos na fórmula perfeita e nem de que se deve ser fiel a paradigmas. Achamos que trazer para nossas músicas as diversas influências de estilos musicais de que admiramos, fortalece nossas composições e cria nossa identidade musical. Provocar e surpreender são virtudes muito fortes dentro de um trabalho artístico.

A música popular brasileira, dos chamados Malditos da MPB, algo que à partida parece bastante polémico – algo que leva a outra questão de seguida, mas agora o que queria perguntar era como surgiu esta ideia?

Renato – O “Maldito Rock” acreditamos ser uma consequência ou o caminho natural pós “Rock Errado”.  São dois momentos interligados por se tratar de música de resistência. Estes compositores “malditos” fizeram músicas sem preocupação mercadológica, eles lançaram trabalhos magníficos que estavam à frente de sua época e que nos influenciaram muito em nossa formação musical e até intelectual. O nosso terceiro álbum intitulado “Rock Errado” já traz este contexto de “maldito” no próprio título.

Daquilo que conheço da cena brasileira de rock e metal, há uma grande separação naquilo que cá chamávamos de tribos. A tribo do metal, a tribo do heavy/power metal, a tribo da música extrema, a tribo do rock e depois uma enorme barreira entre os géneros mais aceites comercialmente. Já se devem ter deparado ao longo da vossa carreira, e agora principalmente com este novo trabalho, por críticas negativas ou até mesmo incompreensão com a vossa música, não?

Renato – Quando o artista resolve expor seu trabalho, seja ele qual for, ele já está sujeito a ser criticado de alguma maneira. Sabemos que é impossível agradar todas as tribos então simplesmente deixamos isso de lado e partimos para fazer o que sentimos ser nosso som mais verdadeiro. Nós temos tido um retorno muito positivo de público e da crítica especializada, talvez seja pelo facto de não estarmos subestimando a inteligência alheia.

Falando de “Maldito Rock”, como escolheram as músicas? Foi um processo difícil a selecção dos temas?

Renato – Nós tínhamos uma lista enorme de compositores e fomos eliminando como um processo de seleção levando em conta a sonoridade que mais se encaixa com nosso som. Confesso que no início do projeto sentimos o peso da responsabilidade, mas quando iniciamos os ensaios a coisa fluiu com muita naturalidade e as músicas se abriram para nós. Isto apenas comprovou que estas composições estão gravadas em nossa essência mais do que imaginávamos.

O ano passado andaram pela Europa com concertos na Républica Checa, Polónia e Eslováquia. Qual é o balanço que fazem dessa digressão?

Renato – Realizar essa tour foi algo que nos fez crescer muito como banda em todos os aspectos. Foi muito interessante levar nossas músicas cantadas em português para um novo tipo de público que nos aceitou tão bem e nos fez querer fazer mais e mais tour como esta. Pudemos tocar e conhecer bandas muito boas que também estão na batalha como os italianos do Sondag e os suecos do Monograss. Com certeza esse amadurecimento levaremos para nossos próximos trabalhos.

Sentiram que há espaço para repetir a experiência de futuro, entrar em mercados onde o português não é escolha habitual?

Renato – Apesar da diferença linguística há espaço sim pois estamos falando de pessoas que acolhem novas experiências e novos sons. Existe um público que não quer só ficar ouvindo a mesma coisa sempre e anseia pela música do mundo. Podíamos perceber a curiosidade estampada na cara de cada um que nos assistia e nossa energia não tem fronteira.

Sendo uma banda capaz de fazer música diferente, já têm ideia de como o próximo trabalho de originais vai soar?

Renato – Já estamos trabalhando no novo material que está ganhando sua identidade dia a dia. É um processo que nem mesmo nós temos total controle. Queremos dar um passo além desde nosso último álbum por isso trabalhamos pensando em nos superar pessoalmente. Não demora muito e teremos novidades.

Para ouvir o Seu Juvenal:
Spotify: https://goo.gl/yzvqZ5
Deezer: https://goo.gl/CAcRVu
Google Play: https://goo.gl/TC8EJv
Amazon: https://goo.gl/oZXfHQ
iTunes: https://goo.gl/kHzFER
Youtube: https://goo.gl/HaAyGr

Mais Informações:
www.seujuvenal.com.br
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www.soundcloud.com/seujuvenal
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