WOM Biografias – Alcoolémia

Iniciamos assim esta rúbrica que visa em mostrar de forma mais profunda a história de bandas que nos marcam. Talvez os Alcoolémia não sejam metal nem a escolha mais óbvia para figurar nas nossas páginas, mas sem dúvida que é uma banda que simboliza um período do rock nacional (e quantos não se esquecem que no final dos anos noventa, algo longe de “Chico Fininho”, “Cavalos de Corrida” e “Contentores”, que existiam bandas que lutavam pelo seu som que acreditavam e encontravam a resistência de um mercado e de meios de comunicação já formatados para a música descartável?) e que pessoalmente me traz sempre memórias de um tempo que ainda era estudante e aprofundava o meu conhecimento pela música extrema mas nunca abandonei as minhas raízes rock. Não é a escolha mais óbvia mas sem dúvida a mais acertada, ainda para mais no dia em que fazem 26 anos de carreira. Deixo-vos então com este texto escrito e movido a paixão pela nossa colaboradora Rosa Soares.

Alcoolémia – 26 anos de Rock!

Por Rosa Soares

Poucos serão os portugueses, jovens os anos 90, que não conhecem os Alcoolémia. Muitos conhecem as suas músicas, alguns lembram-se apenas do hit “Não Sei Se Mereço” e outros ainda, têm a memória “daquela banda portuguesa que tinha um rapaz de cabelo comprido, todo aos caracóis” (memória que alguém partilhou comigo há uns tempos). Tinha! E tem! É o Manelito, o emblemático guitarrista dos Alcoolémia e que, tal como nos anos 90 tem o cabelo comprido e todo aos caracóis. Tal como ele, também os Alcoolémia mantêm a sua identidade e estão aí, a celebrar os seus vinte e seis anos de carreira, dedicados ao rock português e em português.

A última vez que os vi ao vivo, foi no dia 24 de Fevereiro deste ano, no Seixal, num concerto memorável e de casa cheia que foi gravado para ser editado no último trimestre deste ano. E foi nesse concerto, num dos momentos em que a banda está toda na frente do palco (incluindo o Márcio que tinha deixado a bateria para tocar pandeireta ao lado do Manelito), que me surgiu a ideia de escrever a história da banda, a sua biografia de 26 anos. E eis que, com o apoio e colaboração dos próprios Alcoolémia, a ideia se concretizou.

Nascidos no início dos anos 90, na margem sul (Amora) onde, e parafraseando o anterior vocalista, “Jesus passou com uma guitarra às costas”, os Alcoolémia têm como data oficial do seu nascimento, o dia 14 de Agosto de 1992, dia em que pisaram um palco “a sério”, pela primeira vez. Foi num concurso de música moderna, integrado nas Festas da Amora. Nessa altura, os Alcoolémia eram: Jorge Miranda (voz), Manelito e João Miranda (guitarras), Pedro Guerreiro (baixo) e Hugo Fernandes (bateria), um grupo de amigos, que sob influências do rock, do punk, do hard-rock, procuravam uma identidade sonora própria.

A vontade de fazerem música era tão intensa que, ainda no ano de 1992, gravaram a sua primeira demo-tape, com três temas originais (“Quero-te ver nua”, “Curtir a vida” e o instrumental “Alcoolémia”). A primeira mudança na banda acontece quando João Miranda deixa as guitarras, no ano de 1993, e passa a ser técnico de som da banda, sendo o seu lugar em palco ocupado por Carlos Botelho. Em Abril desse ano, gravam a sua segunda demo-tape, com seis temas, dos quais consta aquele que viria a ser o seu grande hit: “Não Sei Se Mereço”. Os outros temas eram: “Vizinha Linguaruda”, “Quero-te Ver Nua” e “Curtir a Vida” com novos arranjos, e dois instrumentais: “509” e “0.5”. O ano de 1993 trouxe ainda o 1º Prémio no Concurso de Música Moderna de Setúbal e o primeiro lugar no 1º Concurso de Música Moderna de Castelo de Paiva.

“Não Sei Se Mereço”, apesar de ser um tema que não retratava a realidade/sonoridade rock da banda, foi o tema que tornou os Alcoolémia conhecidos do público nacional. As rádios eram, na altura, um dos veículos de lançamento e destaque de novas bandas, e a Super FM, uma das rádios mais prestigiadas dos anos 90, teve um papel marcante neste percurso, passando a música dos Alcoolémia em destaque e entrevistando a banda. Também a Rádio Energia – NRJ, destacou os Alcoolémia no seu programa “Santos da Casa”. Podemos dizer que o ano de 1993 foi o ano de consagração dos Alcoolémia e consolidação da banda.

No ano seguinte, foram vencedores do Seixal Rock 94 e actuaram como banda suporte dos Rata Blanca, consagrada banda de heavy metal argentina. Com mais de 100 concertos, é também em 1994, mais propriamente em Setembro, que os Alcoolémia iniciam a gravação do seu primeiro álbum, no estúdio “Heaven Sound”, em Almada. Produzido por João Martins, “Não Sei Se Mereço” é o álbum de estreia, com onze temas e a participação de Mário Gramaço no saxofone (ex Rock & Vários).

O baixo dos Alcoolémia muda de mãos em Janeiro de 1995, com a saída de Pedro Guerreiro e a entrada de Carlos Cardoso. A banda decide, nesta altura, ter um manager, passo decisivo no seu percurso, papel desempenhado por Mário Dimas, da Mário Dimas Management, que trabalhava com bandas como os UHF e Xutos e Pontapés. É também em 1995 que assinam contrato com a editora Movieplay. Mas a notoriedade dos Alcoolémia está num crescendo e, em Maio, a revista Super Som, revista de referência no mundo musical jovem nacional, lança com um dos seus números, o single “Para Quê Sonhar”, tornando-se num dos grandes êxitos da banda e elegendo-os, pelos leitores da revista, como terceira melhor banda nacional.

Em Junho é lançado o álbum “Não Sei Se Mereço”, com festa de lançamento, a 4 de Julho, na Gartejo, em Lisboa e gravação do seu videoclip. O sucesso não se fez esperar – o álbum entrou directamente para o 14º lugar da tabela do Made In Portugal e apenas em algumas semanas atingiu o 7º lugar da tabela. A banda chama a atenção do canal francês MCM, que fez uma reportagem sobre os Alcoolémia, em Lisboa, e que foi exibida em França, acompanhada do videoclip de “Não Sei Se Mereço”.

Em Março de 1996, recebem o galardão de Disco de Prata, por vendas superiores a 10.000 unidades, e o tema “Não Sei Se Mereço” é incluído na colectânea “A idade do pecado”, editada pela BMG. Com o título “Não Há Tretas”, o segundo álbum da banda é gravado em 1997, nos estúdios “Tcha Tcha Tcha”, em Miraflores. No final das gravações, a família Alcoolémia tinha mais um elemento: Filipe Rodrigues, nos teclados. Lançado no mercado em Julho, com festa de apresentação ao público no dia 9 desse mês, no Rock City (Lisboa), o álbum “Não Há Tretas” conta com 10 temas originais e uma versão rock de “Nem às Paredes Confesso”, tema popular do fado português, que é acompanhado ao vivo, por António Chaínho, aquando a apresentação do álbum à imprensa, em Junho, na Casa do Vinho do Porto. Ainda nesse mês, e enquadrado nas comemorações do Dia de Portugal e das Comunidades (dia 10 de Junho), foram distribuídos gratuitamente, 5.000 singles do tema “Portugal, O Nosso País”.  

Este segundo álbum foi bem rodado na estrada, num ano repleto de concertos, em que a banda deu ao público um som forte e uma atitude segura, que já era sua característica, mas que a estrada reforçou. Com “Não Há Tretas” perto de atingir o galardão de Disco de Prata, os Alcoolémia vivem alguns pontos altos da sua carreira: são galardoados pela Câmara Municipal do Seixal “pelo modo como tinham contribuído para o desenvolvimento das Artes e Cultura nas suas variadas expressões no concelho do Seixal” com a Medalha de Prata de Mérito Cultural. O tema “Não Sei Se Mereço” continua a dar que falar, e em 1997 é incluído nas colectâneas “Heróis do Rock”, pela editora Vidisco e “Exactamation”, pela BMG. Também “Portugal O Nosso País” faz parte da colectânea da BMG “Portugal Pop”.

Com dois álbuns de sucesso, os Alcoolémia iniciam a pré-produção daquele que viria a ser o seu terceiro álbum. As editoras BMG e Vidisco continuam a incluir os temas “Não Sei Se Mereço” nas suas colectâneas “Pop Rock” e “Heróis do Rock – Sou Metade Sem Ti”, respectivamente. Em 1998 sai o terceiro álbum da banda, “Até Onde”, gravado nos estúdios Namouche e 1 Só Céu, composto por versões acústicas de temas dos dois álbuns anteriores e dois temas inéditos: “Até Onde Posso Ir” e “Quem És Tu”, e conta com a participação de vários convidados, entre eles Diego Gil (ex-Flood)  que faz o dueto com Jorge Miranda em “Quero Protestar”, Nuno Flores e Jorge Gonçalves no violino, Custódio Castelo na guitarra portuguesa, Pedro Gonçalves no violoncelo, Joaquim Santos na flauta, Castora (ex-Delfins) na percussão e Catarina Pereira nos coros.

A apresentação oficial do álbum deu-se a 13 de Novembro, no Freiras Bar, na Moita. O tema “Quero Protestar” deu origem a um videoclip, que foi apresentado no Programa “Made In Portugal” e esteve várias semanas em airplay no Canal Sol Música, juntamente com uma reportagem especial em Outubro desse ano. O ano de 1999 é preenchido com a participação dos Alcoolémia em vários eventos, de norte a sul do país, destacando-se ainda, a gravação do videoclip “Até Onde Posso Ir” e a participação no Espectáculo de Solidariedade por Timor Lorosae, na Praça Sony, em Lisboa.

Pedro Madeira pega na guitarra dos Alcoolémia, no final de 1999, substituindo Carlos Botelho. A entrada de Pedro Madeira para os Alcoolémia é contada pelo próprio: “Entro nos Alcoolémia em Novembro de 1999. O nosso ex-vocalista foi da minha turma, no curso de música e fez-me o convite sem sequer me ter ouvido tocar (risos). Tinha ouvido dizer que eu dava uns toques (risos).  Foi curioso porque eu, nesse ano, no Verão, estava a passar férias no Algarve e fui a uma loja de CD’s que existia na Marina de Vilamoura e comprei o primeiro disco “Não Sei Se Mereço”, e andei o Verão todo a ouvir Alcoolémia. Sempre tive o sonho de tocar numa banda que fosse reconhecida no panorama musical português, coisa que os Alcoolémia eram, e bem!”

De volta aos palcos no ano de 2000, a banda tem espectáculos por todo o país. Em 2001, assinam com a agência “Estrada & Varios”, sediada nas Olaias e a tournée do álbum “Até Onde” prolonga-se até ao final de 2002, com mais de 200 concertos realizados em Portugal Continental e Ilhas. Ainda durante a tournée, os Alcoolémia iniciaram a composição do seu quarto álbum e celebram o seu 10º aniversário, em Agosto de 2002, com um concerto integrado nas Festas da Cidade da Amora. Este concerto foi o arranque para a tournée “10 anos”. Em 2003 voltam a mudar de agência, passando a ser representados pela Terra da Música. 2004 foi o ano de regresso dos Alcoolémia às colectâneas, e os seus temas “Quero Protestar”, “Portugal O Nosso País” e “Não Sei Se Mereço” são incluídos em “Rua do Carmo”, “Homem do Leme” e “Não Sei Se Mereço”, da Movieplay.

No entanto, este terceiro álbum não tem o sucesso esperado e desejado pela editora, o que traz várias dificuldades aos Alcoolémia. Manelito fala-nos disso: “As coisas só correram mal no terceiro álbum, “Até Onde”, que não atingiu os números de vendas dos dois primeiros álbuns. Houve um investimento grande por parte da editora, a nível de produtor, estúdios, com vários convidados, violinos, violoncelo, percussão… a novidade que tinha, era ser totalmente acústico e acho que os nossos fãs não apreciaram tanto assim aquele álbum. Como tal, as vendas foram baixas, por volta das 3000 unidades, e por isso fomos encostados à prateleira. O importante disso tudo, é que não baixámos os braços e não ficámos feitos coitadinhos, a lamentarem-se, muito pelo contrário – continuámos a tocar e ainda a promover esse tal álbum “Até Onde”, com outras pessoas que se juntaram a nós, que acreditavam em nós”.

A provar as palavras de Manelito está a pré-produção do quarto álbum, que começa em 2005, com o técnico João Miranda, no RockStudio, no Feijó. Também durante este ano, a banda rescindiu o contrato com a Movieplay. Como refere Manelito: “Não é fácil desvincular de uma editora”. Voltam à estrada em 2006 e, integram no seu alinhamento, novos temas, do álbum ainda em produção. Mudam mais uma vez de agência, desta vez para a Alien Produções, sediada em Fafe.

O quarto álbum, “Alcoolémia”, foi lançado em finais de 2007, sob a chancela da Espacial, com produção de João Miranda e masterização de Joe Gastwirt, conhecido por ter trabalhado com Ramones e Jimi Hendrix, entre tantos outros. Composto por 9 temas originais e uma versão do tema “Chiclete”, dos Táxi, este álbum percorre as sonoridades típicas de uma verdadeira banda de rock, sem esquecer a balada rock ou a canção de amor, esta última, o lindíssimo tema “Areia de Pedras Salgadas”. A balada rock “Fico à espera… (quero ver o fim)” é escolhida para primeiro single deste trabalho.  E, como não podia deixar de ser, um álbum rock é apresentado no Hard Rock Lisboa, no dia 3 de Dezembro.

As primeira e segunda edições de “Alcoolémia”, esgotaram, o que veio confirmar a adesão do público aos sons mais roqueiros e reforçar esta sonoridade da banda. Os temas “Há Quanto Tempo Ando Aqui” e “Areia de Pedras Salgadas” fizeram parte da banda sonora da novela juvenil da SIC, “Rebelde Way”. Ainda durante o ano de 2008, os Alcoolémia disponibilizam as suas músicas nas plataformas digitais e criam o seu canal de Youtube. O ano de 2009 é também repleto de actividade havendo ainda tempo para regravarem o segundo single “Queria Roubar-te Um Beijo”, com o novo vocalista, João Beato, que entrou para a banda no início de 2009, e fazerem a primeira parte de Russ Ballard (Junho) e de D.A.D. e Gun (Novembro), ambas no Campo Pequeno.

João Beato assume a voz dos Alcoolémia, em 2008, mas a sua relação com a banda já tinha raízes, tal como o próprio nos contou: “A oportunidade de ser vocalista dos Alcoolémia surge de um convite do meu amigo Pedro Madeira, como sugestão do Manelito. Já vinha trabalhando com os Alcoolémia enquanto elemento da equipa técnica, vulgo Roadie desde cerca de 2002. Em 2003 acabei por fazer os concertos dos Alcoolémia, como baixista. Voltei a ser Roadie em 2004 e sempre estive próximo da banda. Em 2008, após a saída do anterior vocalista, foi-me feito o convite e aceitei, pois achei que seria um bom desafio profissional e musical.”

Até aqui com seis elementos, os Alcoolémia abdicam dos teclados em Agosto de 2010, passando assim a quinteto. Um ano depois, em 2011, novas alterações, desta vez na bateria, de onde sai o fundador Hugo Fernandes e para onde entra Ivo Martins. O ano de 2011 vem com bastantes novidades: o tema “Até o Mundo Acabar” é integrado na banda sonora do filme “Até Onde” de Carlos Barros e os Alcoolémia voltam a abrir para os D.A.D., desta vez no Restelo.

A rádio e os Alcoolémia, desde sempre que tiveram uma relação de reciprocidade e a banda regrava, ainda em 2011, o hino da Radio Super FM. Chega o ano de 2012 e com ele a tournée dos XX anos dos Alcoolémia, que se prolonga por 2013 e que conta com um novo elemento na banda: o saxofonista Carlos Sousa.

O quinto álbum da banda, “Palma da Mão” chega em 2014. Produzido por Pedro Madeira e masterizado por Tó Pinheiro da Silva, tem 10 temas originais, incluindo o homónimo “Palma da Mão”, videoclip lançado em Junho do mesmo ano. Os Alcoolémia partilham o palco com os UHF e os Xutos e Pontapés, no Rock no Sado 2014 e em Dezembro lançam o videoclip oficial do segundo single “Leva-me Onde Quiseres”

No final de 2014, os Alcoolémia apresentam-se com um line-up renovado: João Beato na voz, Bruno Paiva no baixo e Márcio na bateria. Mantêm-se Manelito e Pedro Madeira nas guitarras. E é com esta formação, a mais forte e coesa desde sempre, que os Alcoolémia apresentam, em Janeiro de 2015, na Cine Incrível, em Almada, o álbum “Palma da Mão”, num concerto memorável e gravado em vídeo, ao qual se seguem várias datas nas FNAC´s, em formato acústico, participações em programas de televisão e entrevistas a rádios.

De acordo com Manelito “Desde o final de 2014, quando entrou o Bruno Paiva para baixista e o Márcio Monteiro para baterista, que tivemos a sorte de juntar dois músicos com talento, sendo o Bruno Paiva um amigo de longa data da banda. Eles entraram, rapidamente, reparámos que eram as peças para encaixar na perfeição no nosso puzzle, que eles vinham para vestir a camisola, o que numa banda de originais é muito importante”.

Bruno Paiva conta-nos a sua entrada para os Alcoolémia: “Conheço os Alcoolémia quase desde o seu início. Andei na escola com colegas muito próximos da banda, então a amizade foi sendo construída. Desde material emprestado para concertos da minha primeira banda, a muitos concertos de Alcoolémia ou estarmos em convívio no café. Sempre admirei a banda e gostava do seu som, sim, era fã. O Manelito sempre acompanhou o meu percurso como músico. O Carlos Cardoso (antigo baixista de Alcoolémia) acompanhou-me de perto como baixista, mais em específico, posso dizer que foi um dos responsáveis por ser baixista. Foi ele que me convidou para o substituir em Re-Censurados (banda de tributo aos Censurados) onde foi a minha estreia a tocar punk/rock, porque a ouvir já era há muito tempo. Para os Alcoolémia a entrada foi muito natural, eu e o Manelito já éramos companheiros de banda em Re-Censurados e amigos há muito tempo, bem como do Pedro Madeira, e quando houve oportunidade para entrar fui convidado e cá estou para ficar.”

Quando os Alcoolémia nasceram, tinha o Márcio 12 anos e dava os seus primeiros toques na bateria. Nunca foi seguidor dos Alcoolémia, pois era de uma “onda” mais heavy metal (os Metallica são a sua grande referência).  Márcio entra na banda a convite dos próprios AlcoolémiaIvo Martins, o anterior baterista, convidou o Márcio, para o substituir num espectáculo, e a banda gostou muito da prestação. O Ivo, entretanto, sai da banda e o Márcio é convidado para ingressar a formação. Actualmente, o Márcio é uma figura indissociável dos Alcoolémia, com a sua energia e sorriso cativantes. Para ele, os Alcoolémia são “Banda de culto no panorama do Rock Português – Alcoolémia tem fãs muito dedicados à banda. As letras das suas músicas fazem parte das suas vidas, há fãs com letras de músicas tatuadas!”  (Entrevista dada em Setembro de 2017, ao programa de rádio “Germano Campos Entrevista” na RDP Internacional).

“Derrotas de Paixão” é o terceiro videoclip a sair de “Palma da Mão”, lançado em Maio de 2016. É também neste ano que se inicia as gravações do sexto álbum da banda. Este álbum, editado pela Display Music, em Junho de 2017, é uma compilação de vários temas dos Alcoolémia e consagra as bodas de prata da banda. “Alcoolémia XXV Anos” é um disco fabuloso, onde cada tema conta com a participação de um convidado especial, que dá o seu cunho pessoal à interpretação, resultando numa colectânea-homenagem. De entre os vários convidados de “Alcoolémia XXV Anos” destacam-se: António Manuel Ribeiro (UHF), Orlando Cohen (ex-Censurados), Nuno Norte e Carlos Tavares (Grupo de Baile).

Actualmente, os Alcoolémia estão na estrada, a realizar a tournée XXV anos e a provar que o bom rock não morreu, está vivo e fala português!

Texto por Rosa Soares


 

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