WOM Report – Status Quo @ Campo Pequeno, Lisboa – 29.09.18

De volta a Portugal, depois de mais de 30 anos de espera, a banda de Francis Rossi encheu o Campo Pequeno de energia rock, puro, directo e sem rodeios! Com 50 anos de carreira, 32 discos de estúdio lançados, os Status Quo reuniram naquele espaço uma legião de fans que acorreram e comprovaram a intensidade que sempre tem sido revelada nas suas apresentações ao vivo, a sonoridade única de músicas como “Caroline”, “Something ‘Bout You Baby”, “Rain” e “Little Lady” que deram o pontapé de saída para uma noite mágica e memorável. E claro, o desfile levou todos ao rubro, “Backwater”, Softer Ride”, “Beginning Of The End” e “Hold Ya Back”, transformaram o espaço em algo muito pequeno para toda a grandiosidade apresentada.

A actual formação dos Quo revelou-se muito multifacetada, particularmente no que ao desempenho vocal diz respeito, uma vez que o mesmo não se limitou a ficar a cargo de Francis Rossi, pois momentos houve em que John “Rhino” Edwards, (baixista) e Richie Malone, (guitarrista) deram corpo às suas capacidades vocais, assegurando as vozes em algumas musicas apresentadas, algo já habitual na estrutura musical da banda. Por outro lado, Andrew Bown (teclas, guitarra e voz), saiu detrás das teclas para fazer o complemento de guitarra em “Proposing Medley”. Por último uma referência ao trabalho muito competente de Leo Cave (bateria)… simplesmente impecável!

Foi sem dúvida uma noite cheia de momentos altos, “Oriental” aqueceu ainda mais o publico e abriu o caminho para um dos principais momentos, pois “In The Army Now”, foi cantando em uníssono e nesse momento sentiu-se uma atmosfera algo indescritível. “Roll Over”, “Down Down”, “Whatever You Want” e “Rockin” fecharam de forma official o setlist, mas Francis e os seus pares não deixaram Lisboa sem direito a um encore, brindando todos os presentes com “Don’t Waste My Time” e “Bye Bye Johny”.

Acreditem que foi com alguma expectativa que abordei esta minha ida ao Campo Pequeno. A curiosidade em perceber como se iriam apresentar, mesmo sabendo que ali não iria estar o saudoso Rick Parfitt, era enorme, afinal estava perante uma banda de gerações que criou imensos êxitos para a história do rock’n’roll e tudo o que vi foi a prova disso mesmo, se por um lado a banda esteve irrepreensível por outro, Portugal fez-lhes o justo reconhecimento de uma carreira exemplar.

Texto por Miguel Correia
Fotos por Cameraman Metálico
Agradecimentos Senhores do Ar


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