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WOM Report – Hammerfall, Tailgunner, Attick Demons @ República da Música, Lisboa – 21.01.26

Na noite de 21 de Janeiro com mais uma tempestade cá fora, a República da Música preparava-se para um animado serão de Heavy/Power Metal com o regresso dos HammerFall para a Freedom World Crusade Tour. A sala prometia estar cheia e, quando os Attick Demons, a primeira banda da noite, entrou em palco já se encontrava uma lotação considerável à espera daquela que é uma verdadeira instituição nacional do Heavy Metal. Sem muito tempo para tocar, “The Contract” abriu as hostilidades, com o alinhamento a contar com alguns dos temas onde não podiam faltar “City of Golden Gates” ou a poderosa “Let’s Raise Hell”. A “abrandar” ligeiramente o ritmo tivemos, “O Condestável”, que apesar de ser do álbum mais recente do colectivo “Daytime Stories, Nightmare Tales”, já se tornou um clássico. Este é sempre um dos melhores momentos dos concertos da banda portuguesa, muito pela interação do público a bater palmas, e a acompanhar no refrão. Para encerrar ficaria “Atlantis”, tema homónimo do primeiro álbum. Quem já viu os Attick Demons teve o que a banda entrega sempre. Uma excelente prestação, coesa e carregada de força, onde é impossível não destacar o vocalista Artur Almeida.

Seguia-se a banda que tem vindo a acompanhar os Hammerfall ao longo desta tour, os britânicos Tailgunner. Com o álbum de estreia lançado em 2023, esta jovem banda insere-se numa vaga que tem surgido nos últimos anos de “regresso” às sonoridades clássicas do Heavy Metal tradicional. Prestes a lançar o segundo de originais “Midnight Blitz” foi com o single homónimo que o quinteto entrou em palco. Seguia-se um regresso ao álbum de estreia com a velocidade de “White Death”, e “Shadows of War”, um par de temas que merecem um bom headbang. Do novo trabalho ficaram ainda os singles “Eulogy” e “Tears In Rain”. Para terminar ficava o tema título do primeiro álbum, “Guns for Hire”. Com os Tailgunner temos direito a tudo que vem do imaginário heavy metal old school pós-Judas Priest. Cabedal, espigões e correntes, sempre com uma atitude enérgica e irreverente em palco. Por questões de saúde a guitarrista Rhea Thompson está a ser substituída na primeira parte da tour por Jara Solís dos Hunger. O ataque duplo de guitarras não deixou de estar no ponto, sendo o destaque no som da banda. Uma prestação carregada de energia e atitude que mostrou que o heavy metal tradicional está bem vivo.

Foi com uma antecipação palpável do público que enchia por completo a República da Música que os Hammerfall entraram em palco. “Avenge the Fallen” que também dá nome ao trabalho mais recente dos veteranos suecos foi o tema escolhido para abrir uma noite que passaria por mais de 30 anos de história. Por isso mesmo seria apropriado que se seguisse “Heeding the Call” um clássico de 1998. Com “Avenge the Fallen” a ter um natural destaque ao longo da noite, a banda fez questão de tocar pelo menos um tema de quase toda a longa discografia. Hinos feitos para serem cantados em conjunto por toda a sala carregados de melodia e riffs poderosos foram passando pelo palco da República da Música, perante um público que entusiasmado ia interagindo com a banda. “Any Means Necessary”, “Renegade” ou “Hammer High” com muitos punhos erguidos na sala, foram destaques da primeira parte do concerto. “Chapter V: Unbent, Unbowed, Unbroken” teria também destaque com o riff old school de “Fury of the Wild” e um medley instrumental de várias músicas do álbum.

Já a aproximar do fim do alinhamento principal o regresso ao passado primordial da banda com uma grande “Let the Hammer Fall”, e “Glory to the Brave” o momento mais calmo da noite com esta clássica power ballad que foi cantada com o público. “The End Justifies” do álbum mais recente e a orelhuda “(We Make) Sweden Rock” terminaram o set principal nesta noite. Houve ainda direito a um encore com “Hail to the King” e “Hearts on Fire”, outro dos grandes destaques da noite em “Hearts on Fire”. Os Hammerfall mostraram em palco uma grande energia e também um espírito descontraído nas interacções entre os elementos da banda, e também entre a banda e o público. O destaque acabaria por ir para o guitarrista Oscar Dronjak e em particular para o vocalista Joacim Cans que foi muito comunicativo e obteve por várias vezes umas gargalhadas do público. Musicalmente uma prestação irrepreensível que mereceu o apoio incondicionar de todos na sala, numa grande noite de heavy metal.

Reportagem por Filipe Ferreira
Fotos por Filipa Nunes
Agradecimentos Free Music Events


 

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