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Pilhas de Discos #13 – Last Piss Before Death, Exodus, Rob Zombie, Cruel Force, Eihwar, Morbid Death, Clawfinger, Lords Of The Lost, Winterfylleth!

Last Piss Before Death – “Resistance”
2026 – Raging Planet Records (Ride The Snake)

O segundo disco dos ribatejanos Last Piss Before Death vê a banda a dar um salto considerável na sua evolução musical, principalmente na definição do seu som. O groove, termo generalista que não define grande coisa, era a grande base da estreia auto-intitulada de 2022, um disco que continuar a ter um bom impacto embora parte dele se tenha perdido no tempo. Já “Resistance” assume-se como capaz de suster esse e qualquer outro teste. Começando pela capa, que tem uma lucidez poética e realista daquilo que todos nós temos que interiorizar, que até mesmo em tempos negros como estes, é importante não deixar de resistir e que essa mesma resistência, ou ténues sinais de resistência, pode nos passar despercebida se estivermos muito focados naquilo que não queremos (e tememos). Musicalmente temos mais peso, mais acutilância e até mais virtuosismo num disco que coloca a fasquia bem alta para o futuro. (9/10)

The Gems – “Year Of The Snake”
2026 – Napalm Records

Que grande álbum, que grande som e que grande banda! Não podemos dizer que se trata de um power-trio feminino, porque Guernica Mancini “só” está a cargo da voz e Mona “Demona” Lindgren na guitarra e baixo – interrogo-me como será ao vivo – e completadas por Emlee Johansson na bateria. Hard rock raçudo que soa tanto contemporâneo como clássico. E parece-nos que a maior razão dessa dualidade é a voz de Guernica que é um espectáculo à parte. Voz poderosa e cheia de raça mas que também não deixa de ser melódica. A voz transporta todas estas catorze músicas, mas instrumentalmente também está lá no topo. O produto completo, testado e garantida a satisfação para várias audições repetidas. (8.5/10)

Exodus – “Goliath”
2026 – Napalm Records

Os mestres do Thrash Metal estão de volta e também com um regresso na voz na forma de Rob Dukes que substitui de forma muito pouco surpreendente Steve Souza e que abre o caminho para a previsibilidade. Não é esperado que com quarenta anos de carreira que os Exodus agora fossem mudar de género ou mudar de fórmula que com mais ou menos inspiração, é vencedora. A questão é que por esta altura, já todos precisávamos de algo mais para nos deixar agarrados. Os elementos que sempre amámos na banda estão cá, mas há aqui e ali alguns momentos constrangedores, seja a nível lírico (“Hostis Humani Generis”), seja a nível sonoro (o início irritante e repetitivo e absolutamente dispensável da “The Dirtiest Of The Dozen”). No entanto, quando acertam, acertam em cheio e felizmente continuamos a ter muitas malhas boas para o headbang. Não faz sombra aos clássicos – mesmo os mais recentes – mas não envergonha o seu passado. (8/10)

Clawfinger – “Before We All Die”
2026 – Perception (Reigning Phoenix Music – All Noir PR)

Os Clawfinger nunca foram uma banda que me marcasse profundamente. São os heróis esquecidos do crossover entre rap e música pesada, mas esse crossover em si nunca me impressionou particularmente. De qualquer forma, há que reconhecer o seu talento e impacto no underground da década de noventa. Trinta anos depois, esse impacto esfumou-se mas o talento continua lá como prova “Before We All Die”, um álbum que não me converteu mas que inegavelmente tem potencial para dar umas boas e valentes rodadas aqui pela World Of Metal. (7.5/10)

Fjords – “Gehenna”
2026 – Paralelopípedo Sónico (Ride The Snake)

Estreia discográfica (nos álbuns pelos menos, já que antes deste disco lançaram dois EPs), do duo nacional Fjords que tem neste primeiro álbum um trabalho bem ambicioso, conceptual, que foca e desenvolve uma interpretação muito própria da “Divina Comédia” de Dante Alighieri. Composto por quatro temas apenas sendo que dois deles ultrapassam a marca dos dez minutos, este é um trabalho bastante denso, não só pelo rico conceito, mas também pela abordagem crua onde o baixo, bateria e voz, esticam o formato até ao seu limite. E é o facto de não ser imediato e de exigir do ouvinte que faz que nos rendamos aos poucos a todo o seu poder. (7/10)

Angus McSix – “Angus McSix and the All-Seeing Astral Eye”
2026 – Napalm Records

O comunicado de imprensa do segundo álbum de Angus McSix é o mais honesto que li em muito tempo. A descrição que fazem do som da banda como power metal “tongue and cheek” ou como o elo entre Manowar, Modern Talking e Electric Callboy. Tudo isto faz sentido. O que já não faz tanto sentido é o criador da banda Angus McSix ou seja Thomas Winkler, ter saído da banda e ter dado lugar a Adam McSix, mas o espectáculo deve continuar, acho eu. Musicalmente, é precisamente aquilo que está descrito atrás. Refrões grudentos a roçar o pop e sem grande “power” no seu “metal”. Ou melhor sem grande “power” e “metal” na sua música. O resultado é o esperado, um disco dançante, que ao vivo num festival de Verão até resulta, mas não mais consequente que isso. (5/10)

Cruel Force – “Haneda”
2026 – Dying Victims Productions

Os Cruel Force são uma daquelas bandas que continuam a ter o mesmo efeito a cada nova leva de música que apresenta. “Haneda” é o quarto álbum e traz-nos todos aqueles elementos que amamos amar, uma mistura de thrash e speed com uma pitada de extremo old school, tudo com uma produção analógica e gostinho nostálgico que nos faz pensar nos melhores momentos da década de oitenta. A cena é que a década de oitenta nunca nos apresentou bujardas destas que soassem tão bem. Como se os Cruel Force fossem a materialização daquela máxima que atinge qualquer pessoa de meia-idade quando diz “se eu voltasse atrás no tempo com aquilo que sei hoje”. O resultado é um álbum viciante ao qual é difícil de largar ou até mesmo de fartar. (9.5/10)

Eihwar – “Hugrheim”
2026 – Season Of Mist

Os Eihwar são um caso muito interessante de popularidade, sendo que este segundo álbum era bastante aguardado. Para os fãs de metal puro e duro, poderão não perceber a razão de tanto alarido. No entanto, como os seguidores do som sagrado também apreciam a estética viking e elementos folk, não será então difícil de perceber o porquê desta ser uma das mais interessantes propostas dentro do género do viking folk. Tem um lado ritualista como os Wardruna, mas há um impacto mais imediato e catchy que aliado a um conceito rico – e totalmente fantasioso- faz com que este disco seja simplesmente fantástico de apreciar do início ao fim, várias vezes sem cansar. (9/10)

 

Winterfylleth – “The Unyielding Season”
2026 – Napalm Records

Os Winterfylleth já há muito tempo que não são um segredo do underground britânico de black metal. Aliás, a cada lançamento vão solidificando a sua carreira com álbuns que exploram a vertente atmosférica e épica na vertente black metal. “The Unyielding Season”, não se desvia um milímetro desse caminho, o que vai ao encontro daquilo que os fãs procuram. Claro que para chegou agora aqui e é estranho ao estilo, poderá encontrar dificuldades, mas já é tempo dos ouvintes deixarem de ser preguiçosos e tenham a devida paciência para absorver as obras (quem diz a música, diz filmes, ou livros ou o quer que seja) e permitam-se ser absorvidos pelas mesmas. É o que irá acontecer aqui inevitavelmente. Apesar da sua densidade, dada a devida hipótese, este é um disco que vos irá conquistar, mais cedo ou mais tarde. (8.5/10)

Lords Of The Lost – “Opvs Noir Vol.3”
2026 – Napalm Records

Os Lords Of The Lost estão de volta (outra vez) para finalizar a sua trilogia “Opvs Noir”. E mantendo o ímpeto positivo do segundo capítulo, encerram a saga da melhor forma, com um conjunto de temas catchy, mais imediatos mas que nem por isso deixam de ter um impacto duradouro. O peso está cá, as melodias (principalmente nos refrões) também e a variedade igualmente, sendo um bom resumo de toda a trilogia assim como também do melhor que aos Lord Of Lost fizeram no seu passado. (8.5/10)

Through The Void – “Forsaken”
2026 – Maledict Records

Trabalho de estreia dos Through The Void que nos trazem um interessante death/doom metal à antiga, que não só nos traz um cheirinho a nostalgia dos melhores momentos do estilo, como também revela estar solto o suficiente para soar minimamente contemporâneo. Não é um disco que vá apelar para aqueles que são estranhos ao género, o que faz com que o seu apelo seja imenso para quem gosta de bom death/doom metal sem concessões. Sente-se que há espaço para uma evolução sólida e este primeiro passo é bastante forte. Recomendado (8/10)

Tabernis – “Seasons Of The Dark Hive”
2026 – Napalm Records

Este é um projecto tem tudo para angarariaro nosso interesse. Seja pela mística, seja pela ambiência e sonoridade folk. E assim acontecer, no entanto, essa é metade da tarefa apenas. Não basta angariar o interesse, é sobretudo necessário mantê-lo e este conjunto de temas pecam um pouco nesse aspecto. Sendo composto apenas por dois músicos e dois instrumentos – gaita-de-foles e bombo – e por muito especial que seja o ambiente e mística (e realmente é), é inevitável sentir-se um pouco o cansaço e não encontrarmos grande variação de tema para tema. É, ainda assim, uma proposta que recomendamos e que surte sobretudo efeito ao vivo, de preferência numa feira medieval perto de si. (7.5/10)

Furi Helium – “No Altar Stands Eternal”
2026 – Edição de Autor

Segundo álbum de originais dos catalães que nos traz thrash metal moderno e intenso, com uma leve pitada de death metal. Um género que quando feito em condições consegue passar por cima do facto de já ter sido feito até à exaustão, tal como o que nos é dado em “No Altar Stands Eternal”, onde onze malhas são esfregadas na cara sem dó nem piedade. Tal como é esperado. Uma jarda unidimensional que não pede desculpas por esse facto. Aliás, tem muito orgulho nisso. Tudo certo com isso e é assim que deve ser. No entanto, um pouco mais de variedade não fariam mal a ninguém. (7/10)

Morbid Death – “Veil Of Ashes”
2026 – Firecum Records / Museu do Heavy Metal Açoriano (Against Pr)

Os Morbid Death são exemplos maior da perseverança no underground nacional. Confinados a uma ilha que coloca todas as dificuldades a um nível ainda mais elevado (se em Portugal Continental apostar no heavy metal como forma de vida é complicado, nos Açores ou na Madeira essas complicações atingem patamares de dificuldade ridículos) enfrentando mudanças de alinhamento, falta de oportunidades e tudo o resto que a vida lhes enfiou no caminho ao longo de mais de trinta anos de carreira. E apesar disso tudo, continuam a ser uma referência incontornável no underground nacional. Começaram no thrash metal e aos poucos foram metamorfoseando o seu som para sonoridades mais melódicas e góticas até cessarem funções por breves momentos para regressarem com este “Veil Of Ashes” que os revela como tendo uma vitalidade impressionante naquele que é o seu melhor registo de sempre com uma sonoridade death/thrash metal vincada. Claro que os fãs da sua fase mais melódica vão ficar desiludidos, porque esta é nitidamente uma banda diferente, mas os temas aqui contidos revelam uma banda em paz com o seu passado mais distante e ainda com muito a dar para o futuro. (9/10)

Lynx – “Trinity Of Suns”
2026 – Dying Victims Productions

Não adianta falar mais sobre o facto do maior talento do metal passar constantemente pelas páginas do catálogo da Dying Victims Productions, pois não? E o facto dessa riqueza diz tanto do seu amor ao heavy metal tradicional como do nosso. “Trinity Of Suns” é o segundo álbum dos alemães Lynx que nos trazem um hard’n’heavy com sabor nostálgico e totalmente viciante. Produção orgânica e vintage assim como um jeito para dotar as músicas de uma sensibilidade mais melódica sem se tornar aborrecido. Um disco que promete crescer a cada audição. (8.5/10)

Rob Zombie – “The Great Satan”
2026 – Nuclear Blast

Tinha algum receio de embarcar neste regresso aos discos por parte de Rob Zombie. Isto porque, não lançava música há quatro anos, como que o último disco que lançou que teve verdadeiramente impacto neste escriba foi precisamente a estreia, “Hellbilly Deluxe”, há quase trinta anos atrás. Outra razão foi o comunicado de imprensa ditar que este seria um regresso às raízes “Hellbilly Deluxe” (quando o seu quarto álbum foi precisamente a sequela para a estreia). Todos nós sabemos o que significa quando o regresso às raízes ou a um álbum emblemático significa. Uma pitada de desespero aliado a publicidade enganosa. Apesar de ser tudo isso, é realmente um bom álbum, que consegue conciliar os melhores elementos da sua persona musical. Obviamente não consegue igualar a referida estreia, mas exceptuando pelas entrelinhas do tal comunicado de imprensa, nem me parece que era esse o objectivo. Um bom álbum numa carreira a solo emblemática. (8/10)

Vermocracy – “Of Failing And Fading”
2026 – Edição de Autor

“Of Failing And Fading é o terceiro álbum de originais dos austríacos Vermocracy, que trazem death metal melódico. Na teoria eles dizem que é inspirado nas propostas da década de noventa e dos anos 2000, na prática soa-nos a death metal potente com alguns leads melódicos. O que não é mau. Nada mau. Aliás pelo contrário, que por esta altura a linha é muito difusa e ténue entre o death metal melódico dos anos 2000 e o metalcore. Seja como for, “Of Failing And Fading” é old school, é potente e inspirado nas melodias. E é tudo isso que nós gostamos por aqui. (7.5/10)

Amerikan Kaos – “The Sheeple Swing”
2026 – Metal Department

Jeff Waters e os seus surpreendentes Amerikan Kaos estão de volta para o terceiro (e supostamente último) álbum de originais. A surpresa continua intacta, porque este registo mais rock e até funk parece que não encaixa naquilo que lhe conhecemos depois de quarenta anos de metal. Stu Block também surpreende na abrangência vocal que sabíamos que tinha mas que neste registo soa ainda mais inegável. Bob Katsionis nas teclas não surpreende ninguém porque já se espera que seja um absoluto mestre. Mas é o trabalho de guitarra de Waters o grande destaque aqui, que apesar da orientação fora do metal, continua a brilhar mais alto que tudo. Um bom álbum para curtir sem grandes expectativas e para quem gosta de guitarra e do talento de Waters. (7/10)

Culto Macabro – “Santo Ofício”
2026 – Nekrogoat Heresy

Segundo álbum dos Culto Macabro, one-man band do sempre activo José Marreiros, mais conhecido como Melkor. O que temos aqui é black metal agressivo com teclados que não minimizam essa agressão. Liricamente há uma riqueza que nem sempre a música acompanha. Há, portanto, duas formas de encarar este lançamento. Ou se gosta do estilo como ele era praticado no final da década de noventa (mas uns furos acima) e isto entra directamente sem espinhas sem mais perguntas. Ou então já tendo passado por essa era, não ficar muito impressionado com a música aqui apresentada. Nós estaríamos mais no meio se não houvesse aqui bons temas que vão para além do óbvio. Cumpre os requisitos para quem gosta de acompanhar black metal lusitano, sem grandes rasgos é certo mas com qualidade geral. (7.5/10)

Metal Destruction – “Ascension”
2026 – King2Music Records

Este é um álbum estranho. Sem grande informação – disponível pela editora ou mesmo online – e com a música ou melhor o lançamento, a ser bastante disperso e pouco coeso, com uma falta de direcção a nível de género. Ora temos elementos electrónicos, ora temos uma aproximação ao metalcore e ao groove, ora temos elementos sinfónicos rudimentares, ora temos tudo junto. “Ascension”, com a sua capa feita nitidamente por AI, soa um bocado artificial, embora tenha potencial para ser muito mais, potencial que nunca atinge durante a sua duração. (5/10)

Therion – “Leviathan III”
2023 – Napalm Records

Tenho que reconhecer, fui dos mais cépticos em relação a esta saga “Leviathan”. Apesar do sucesso crescente que tem tido, sobretudo o segundo volume, o meu interesse seguiu na ordem inversa. Não que achasse que a primeira e segunda parte fossem maus álbuns dos Therion, apenas não fizeram o meu sangue ferver como anteriormente. Logo, não tinha um particular entusiasmo ao abordar este terceiro volume. Talvez por isso o impacto e a surpresa tenham sido tão grandes. “Leviathan III” é tudo aquilo que se deseja para um álbum de Therion, conseguindo capturar aquela emoção (com alguma distância na comparação) de álbuns como “Vovin”. O mesmo impacto dramático, o mesmo bom gosto em criar ganchos melódicos memoráveis e com os arranjos orquestrais a soarem mais imponentes que nunca. A inspiração é tanta que até faz vontade de ouvir os outros dois volumes para verificar se a opinião muda. Therion de volta ao seu melhor! (9/10)

Night Crowned – “Tales”
2023 – Noble Demon (All Noir)

Quando se pensa que não podemos ser mais surpreendidos, e se acha que tudo o que foi feito de valor está no passado, eis que surge algo que mesmo sem conseguir destruir o cepticismo, pelo menos consegue abalá-lo fortemente. É o que acontece com este terceiro álbum dos Night Crowned, uma verdadeira super banda sueca com membros e ex-membros de bandas como Dark Funeral, Avdagata, Despite, Cipher System, Nightrage entre muitos outros. A junção perfeita entre o black e Death metal melódico que consegue não só evocar o feeling clássico do estilo como também apresentar um tom moderno que não desvirtua em nada as concepções do estilo. Absolutamente recomendado! (9/10)

Wells Valley – “Achamoth”
2023 – Lavadome Productions

Os Wells Valley não deixam de impressionar. Quando pensamos que não poderiam fazer música mais inacessível eles apresentam um álbum como “Achamoth”. Mas depois também o dotam de um certo elemento irresistível e conceptual que faz com que queiramos voltar a ele de forma repetida. Não se torna mais assimilável, mas a viagem enquanto procuramos por esse objectivo aparentemente inalcançável é extremamente proveitosa. (8.5/10)

Aeons Of Ashes – “Determination”
2023 – Self Released

Nova fase da carreira dos Austríacos Aeons Of Ashes que apresentam uma nova vocalista July Fellner que traz entusiasmo redobrado ao seu Death metal melódico. Estas três canções sabem a pouco mas servem para nos deixar confiantes em relação ao seu futuro. (8/10)

Altar Of Oblivion – “Burning Memories”
2023 – From The Vaults

Lançamento deste EP, inicialmente gravado em 2016 mas apenas agora disponibilizado ao público. Não se percebe a razão de ter ficado tanto tempo na gaveta já que aquilo que apresenta é um Heavy/doom metal de grande qualidade. Para quem gosta de Trouble clássico ou Sorcerer, este é recomendado. (8/10)

Dreamweapon – “Ars Moriendi”
2023 – Little Cloud Records / Infinite Spin / Up In Her Room 

Projecto por parte do ex-baixista dos 10000 Russos, André Couto, que aqui mantém a apetência pela capacidade hipnótica que a música tem, mas num contexto industrial e experimental. Intenso, negro e desconfortável, este é o capítulo mais claustrofóbico de Dreamweapon. (7.5/10)

Xavier Boscher – “La Cité Seraphine”
2025 – Edição de Autor

“La Cité Seraphine” é o terceiro álbum da saga “Macrocosmes” do talentoso guitarrista Xavier Bosher, um capítulo que funciona como banda sonora a uma história que é oferecida para quem comprar o álbum no formato EPUB ou PDF. Musicalmente não é o típico álbum shredder – aliás, tal como os outros trabalhos anteriores não o eram – mas não deixa de esticar os dedos das mãos por algumas ocasiões. Composto por pequenos temas, a apreciação global do álbum acaba por ser demasiado curta para que se fique com uma impressão mais forte. Claro que podemos sempre repetir a dose, no entanto como uma obra, parece-nos que poderia ser mais extensa. (6/10)

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