WOM Report – Milagre Metaleiro 2026 Dia 2 @ Parque de Lazer das Cruzinhas, Pindelo dos Milagres – 22.08.26
O sábado abriu em grande com os meus prediletos Warout, e que abertura. Confesso a preferência mas é impossível não ser contagiado pela energia trash que distribuem. Sinto falta de ver o António em palco, mas continuam a arrasar com a recente mudança de vocalista para Francisco Marinho (também dos Brainless Duck, cuja t-shirt comprei no Barracuda e perdi no caminho até casa, é o que dá concertos até às 3 da manhã). Foi abrir o dia com moshpit constante, talvez dos melhores concertos que já deram.

Os Dallian regressaram de um hiato em trio, com temas existentes e a estrear material novo ainda por lançar, Para adicionar ao show, trouxeram duas dançarinas de ventre para o palco, uma delas Ana Amado. Um excelente toque que não se vê todos os dias num festival de metal e que combinou lindamente.

Não visto por cá desde 2023, os Serious Black atravessaram a fronteira, e apesar de curtos um membro, o Mario Lochert, baixista e fundador, estava impedido de tocar por razões de saúde, e apesar de isso, deram um concerto lindíssimo e de qualidade. O Mario ainda subiu ao palco para umas músicas, com um baixo emprestado pelos Crematory.

Os Crematory deram um concerto bem sólido como de esperado. Encheram o recinto e tocaram os clássicos que muitos acompanharam. Ficaram também no recinto a dar autógrafos. A mãe de uma boa amiga minha é super fã, e acabei a pedir-lhes que assinassem… um passe Andante, à falta de melhor, para ela, e comprei uma t-shirt, porque no Wacken tinham esgotado!

Também não retornados desde 2017, os Saurom deram um lindo concerto, misturando som medieval cheio de longas melodias com vocais suaves e melancólicos, em dueto com a Elizabeth Amoedo com um vestido vermelho de deslumbrar.

Para terminar com a lamechice, os Destruction repuseram a energia dos Warout, épicos e brutais, instilando caos na plateia. Além do mosh imparável, não deram pausa à equipa de segurança com o surf constante, incluindo o Damas e o Guimarães, parecia uma linha de montagem. Nem me atrevi a aproximar do pit, para não arriscar mais um surf involuntário. Exactamente o esperado das lendas de thrash alemão.

O fecho provou a teoria discutida na edição 2023, quando os Erzsébet abriram o terceiro dia. Tal espetáculo teatral, com vários props em palco, acompanhado de black metal sinfónico, só pode ser realmente apreciado de noite. Foi impossível descolar os olhos do palco com a atuação intensa, de nível certamente profissional, da Countess Erzsébet. Ela mudava naturalmente de personagem como de vestuário, e sinceramente nalguns momentos parecia que lhe estava mesmo a dar um xiribique. Sem duvida que juntou muitos fâs à coletiva que já segue esta banda de renome. Um espetáculo que desejo rever. Terminou com o clássico atirar de “sangue” do cálice à plateia, mas acho que só pintou os seguranças pois ficava um pouco longe! Espero que os Gnosis tenham a mesma oportunidade de fechar uma noite, visto que têm uma atuação similar

Texto e fotos por Luís Balsa (Moshografia)
Agradecimentos Milagre Metaleiro
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