WOM Report – Mark Lanegan, Simon Bonney @ Lisboa Ao Vivo, Lisboa – 30.10.19

Depois de já ter passado por Portugal este ano para actuações em conjunto com os Dead Combo, o regresso de Mark Lanegan a Lisboa fez-se no Lisboa ao Vivo numa noite chuvosa. O objectivo era apresentar o novo álbum “Somebody’s Knocking”, acabado de sair poucos dias antes.

A primeira parte foi garantida por Simon Bonney, com o veterano músico australiano actualmente a promover a compilação “Past, Present, Future”, que engloba temas de uma fase da carreira mais influenciada pela música country. Sentado numa cadeira e apenas com uma guitarra acústica, durante cerca de meia hora Bonney passou por temas como “Everyman” ou “Where Trouble Is Easy To Find”, acompanhado pela bastante bem disposta Bronwyn Adams que ia tocando violino e fazendo os coros. Adams  acabou por protagonizar um um momento mais intimista contando a história do irmão mais novo, também músico, falecido há 10 anos, e acabando a cantar um tema dedicado a ele.

 

Depois de uma pequena pausa para preparar o palco, foi com a bateria inicial de “Disbelief Suspension” que chegava a vez de Mark Lanegan subir ao palco do LAV. Como seria de prever o concerto foi mais focado no novo “Somebody’s Knocking”, mas o alinhamento de músicas foi sendo equilibrado entre os últimos álbuns da já longa carreira do músico americano. Ao tema de abertura do novo trabalho seguiu-se “Letter Never Sent” do mesmo álbum, antes de um duplo regresso a “Gargoyle” com “Nocturne” e “Sister”, separadas com “Hit the City” tema originalmente cantado com PJ Harvey.  Fruto das luzes se manterem sempre com pouca intensidade, o ambiente no LAV era escuro e cavernoso, o combinava na perfeição com a voz rouca e intensa de Lanegan.

Foi com a quase festiva “Stitch It Up”, e “Night Flight to Kabul” que se fez o regresso a “Somebody’s Knocking”. O álbum pode ser recente mas ficou bem claro que os presentes no LAV já o conheciam bem. Os temas seguiam tão variados como a carreira do americano, passando de “Burning Jacob’s Ladder” um momento mais emotivo, para a rocker “Beehive”. Mark Lanegan nunca se foi mexendo muito, e tirando um ou outro momento em que agradeceu ao público, pouco falou, no entanto não deixou de transmitir uma presença carismática em palco. Já um espectáculo dentro do espectáculo foi a prestação fantástica do guitarrista Jeff Fielder que foi imparável a noite toda, e foi um destaque numa banda bastante sólida.

A bluesy “Bleeding Muddy Water” foi um dos temas mais bem recebido de uma noite iniciando uma sequencia do álbum “Blues Funeral” que incluiu também “Ode to Sad Disco” e “Harborview Hospital”.  A noite foi ainda contando com temas como “One Hundred Days”, “Floor of the Ocean” ou “Dark Disco Jag” terminando com “Death Trip to Tulsa”. Houve ainda espaço para Mark Lanegan voltar a palco e agradecendo mais uma vez ao publico iniciou um encore com “Come to Me”, “Playing Nero” e colocando um ponto final numa excelente actuação com “The Killing Season”.

Texto por Filipe Ferreira
Fotos por Filipa Nunes
Agradecimentos Fusion By Lemon


 

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