WOM Reviews – Sun Of The Dying / Mano de Piedra / Arrakis / Atomic Trip / Evadne / Vofa / Proscrito / Dark Poetry

Sun Of The Dying – “The Earth Is Silent”

2020 – Art Of Propaganda

Para quem tenha dúvidas da qualidade inegável da cena espanhola, apresentamos os Sun Of The Dying. Não deverão ser estranhos aos amantes do doom/death metal, já que este é o seu segundo álbum. Podemos dizer que a sua fórmula foi aprimorada a partir daquilo que os clássicos estabeleceram – e por clássicos referimo-nos ao desespero de uns My Dying Bride e à melodia de uns Paradise Lost. Com os arranjos de teclados a mostrarem-se essenciais mas também discretos, este é um álbum que surpreende e cresce a cada audição.

9/10
Review por Fernando Ferreira


Mano de Piedra – “Today’s Ashes”

2019 – Edição de Autor

Impossível não se ficar entusiasmado com este álbum de estreia dos nuestros hermanos Mano De Piedra. Stoner metal musculado, alias, vitaminado Hulk style, que se apresenta com uma vitalidade impressionante. Esta estreia, editada no ultimo trimestre 2019, é daqueles trabalhos que causa imediatamente uma bom sensação para quem gosta de groove, elementos de metal tradicional e, claro, stoner. Poder por si só poderá não ser suficiente para cativar, não pelo menos durante um álbum, e aqui não é excepção. Por isso é que a raça de fazer grandes músicas acaba por se sobrepor a tudo o resto. Estreia discográfica que mostra uma grande banda que ainda tem muito mais a apresentar.

8.5/10
Review por Fernando Ferreira


Arrakis – “Technontology I”

2020 – Edição de Autor

O trio grego Arrakis, formados em 2012, apresentam no seu trabalho um som com uma marca de stoner rock baseado em riffs com algumas influências psicadélicas, impressionantes com um resultado final muito robusto e potente, onde faixas como ‘Dream Explained’ e ‘Misophonia’ alternam sentidamente entre essas sonoridades. A loucura acaba com ‘Hipotálamo’, com nove minutos impulsionados por uma seção rítmica forte e bem composta. Se são fans do género, este disco vale a pena a cada minuto de audição!

9/10
Review por Miguel Correia


Atomic Trip – “Strike #2”

2019 – Wooaaargh

Quem vê a capa dos dois únicos albuns do Atomic Trip percebe a cópia escancarada da arte do Black Sabbath “Vol 4”. O disco Strike #2, lançado em Janeiro de 2019 possui apenas duas musicas de 20 e poucos minutos cada, a primeira nao possui nada de inovador no estilo doom, stooner rock, isso pode trazer um conforto ou tédio aos apreciadores do estilo. Já a segunda track possui uma pegada mais arrojada dando um pouco mais de identidade a banda onde você ouve e se interessa pela banda. Com apenas duas músicas, o álbum  “Strike #2” cumpre sua funcao de substituir o velho pelo novo e manter a qualidade do estilo doom, stoner da nova geraçao.

8/10
Review por Marcella Viera


Evadne – “Dethroned Of Our Souls”

2019 – Funere

As compilações são úteis, hoje mais que nunca, para dar a conhecer faces diferentes de um género ou de uma banda. Também existe aquela variante de tentar juntar raridades de forma a tornar o interesse mais elevado para os ouvintes (potenciais). É neste contexto que inserimos “Dethroned Of Our Souls”, uma compilação que traz o EP “Dethroned Of Light”, remisturado e remasterizado, junto com uma cover dos Officium Triste, um tema ao vivo e ainda os temas da demo ” In The Bitterness Of Our Souls”. Sem dúvida que quem gosta do estilo ficará fascinado com a banda espanhola de death/doom melódico e melancólico. Quem já conhecer a banda, ainda assim é um EP que merece o investimento.

8/10
Review por Fernando Ferreira


Vofa – “Vofa”

2019 – Funere

Estreia discográfica dos misteriosos islandeses Vofa. Três temas longos (todos na casa dos doze minutos) e um ambiente depressivamente melancólico. De outra coisa não se poderia esperar de funeral metal, mas acabámos por não ter aldo comum. Os andamentos são lentos obviamente, mas há por aqui dissonâncias que nos fazem lembrar coisas próximas do black metal. Como já dissemos algumas vezes, se o doom precisa de dinâmicas para não ser aborrecido, o funeral doom precisa disso a dobrar. Consta que a banda é composta por músicos experientes da cena islandesa e que agora querem explorar o lado mais soturno da vida. Dizemos sem problema que o conseguiram, é pena é que não tenham conseguido exactamente de forma memorável. Falta algo neste álbum que consiga distinguir-se como apenas tocar de forma lenta.

6/10
Review por Fernando Ferreira


Proscrito – “Llagas Y Estigmas”

2020 – Memento Mori

It’s always fun to review bands/albums from our neighboring country: Spain; it’s not the same as making reviews about our national bands (Portugal) but it’s the closest thing to it, so let’s show our Iberian pride right here. Proscrito, as I’ve already stated, is a Spanish band founded in 2016. After the release of their first piece in 2017, they now present their debut album with the name “Llagas y estigmas” (“Sores and stigmas” roughly translated), an album of 5 tracks with the duration of 40 minutes. By the duration of the tracks, you can probably guess what style of metal this band chooses to create…doom metal, more precisely a mild paced style of it with some death metal infusions. This isn’t an album for the weak of heart, so be wary. With highly distorted riffs and complex rhythms, Proscrito manage to create an atmosphere of utter depression and impeding satanic doom. LLagas Y Estigmas is one of those albums marked by the extreme elements that dispense flashy solos or riffs, that stand out for how deep and dark they are: constant rhythm, modest guitar and vocals that remind us of the Devil, if the Devil had a sore throat. For what is worth, despite not appreciating extreme sonorities, I appreciate the work this band put on to create their doomy ambient that really completes its purpose: depression, sadness and feeling of never-ending torment created through seemingly discordant sounds.

7/10
Review por Matias Melim


Dark Poetry – “Specimen”

2020 – Deathhammer Records

O Chipre não é uma super potência no que à produção de bandas diz respeito, mas de vez em quando consegue surpreender-nos com trabalhos como este “Specimen”, uma espécie de doom metal cheio de groove e com graves tendências psicadélicas. A toada mid tempo poderá custar a habituar um pouco mas para ajudar também temos algumas mudanças de tempo que ajudam a tornar as músicas mais interessantes. A vertente psicadélica é realmente aquela que mais impacto tem e seria interessante vê-la um pouco mais explorada. Quando isso acontece, temos passagens verdadeiramente hipnótias. As apresentações estão feitas, venha mais.

8/10
Review por Fernando Ferreira


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