Ex Deo – “The Immortal Wars” Review

1. The Rise of Hannibal
2. Hispania (The Siege of Saguntum)
3. Crossing of the Alps
4. Suavetaurilia (Intermezzo)
5. Cato Major: Carthago Delenda Est!
6. Ad Victoriam (The Battle of Zama)
7. The Spoils of War
8. The Roman
Duração 38:27
Já tínhamos saudades de uma boa dose de death metal canadiano invulgar e particularmente potente. Mesmo que seja de contornos sinfónicos. Aliás, os contornos sinfónicos são um bónus, principalmente neste terceiro álbum dos Ex Deo que surge como uma bomba. A banda já nos tinha chamado à atenção com os seus trabalhos anteriores (e com o facto de ter elementos dos Kataklysm no alinhamento) mas nenhum dos dois teve um impacto marcante. Algo que “The Immortal Wars” se permite a corrigir prontamente. O conceito sobre o Império de Roma mantém-se sendo que desta vez o foco é o ataque de Aníbal e dos seus elefantes a Roma.
Em termos musicais temos a perfeição. Ok, perfeição é empolgamento típico de quem anda a ouvir compulsivamente, até porque um dos grandes defeitos que encontramos é sua curta duração. Lá diz o povinho que não interessa o tamanho, interessa o que se faz com o material, e estes quase quarenta minutos são muito bem aproveitados, mesmo que fique uma sensação de que ainda poderíamos ouvir mais três ou quatro faixas. Seja como for o que temos a assinalar pela positiva é mesmo a forma como a componente orquestral se funde com a componente death metal de forma perfeita.
Combinam de tal forma que somos transportados imeadiatamente para o ambiente retratado na música, tal como se estivessemos a ver um filme a ouvir a sua banda sonora. Com argumentos suficientes para subirem uns degraus na escada do género do death metal sinfónico, este álbum é sem dúvida o melhor registo da banda canadiana e que confirma por completo o mito de que ao primeiro álbum ou vai ou racha. Neste caso, foi com alma. O entusiasmo inicial poderá desaparecer após alguns meses (anos? não sabemos, ainda estamos sobre a influência) e a banda poderá ter realmente um caminho a percorrer no que diz respeito a essa dita perfeição, mas aqui definitivamente sente-se que foi dado um salto de gigante.
Nota 8.6/10
Support World Of Metal


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