Ghoulgotha – “To Starve The Cross” Review

1. Village of Flickering Torches
2. Pangaea Reforms
3. The Sulphur Age
4. Abyssic Eyes
5. A Lord in the Shattered Mirror
6. Damp Breeze of Sleeping Veins
7. Visceral Seas
8. Thou, Beneath Ligaments Foul
9. Wounds Immaculate
10. A Holy Book Scribed by Wolves
Duração 55:53
Para quem gosta de death metal mesmo old school, estão os norte-americanos Ghoulgotha, com o seu segundo álbum de originais. Esta banda aos poucos tem vindo a dar nas vistas depois de um excelente álbum de estreia editado no ano passado, apresentam-se aqui pegando nos bons momentos do trabalho anterior e dispostos a elevar a fasquia um pouco mais. Temos que referir que hoje em dia o gimmick do retro é uma arma que poderá começar a perder o efeito, mas que em “To Starve The Cross”, ele resulta em pleno. Ouvir este álbum é a mesma coisa que voltar no tempo uns trinta anos. E neste caso, isso é bom, é muito bom.
Tal como os Gruesome (que ainda são mais descaradamente retro que os Ghoulgotha), a banda não só não esconde as suas raízes como as deixa à vista para todos verem, assumindo a sua falta de originalidade sem qualquer tipo de pudor. É que enquanto apresenta isso, dá-nos faixas de peso considerável e gozo infindável, principalmente quando nos surgem pormenores técnicos de qualidade insuspeita – uma espécie de fusão entre uns Incantation mais lentos e uns Paradise Lost a iniciar a sua carreira, pelo menos pela forma como nos surgem os leads.
Portanto temos melodia (mesmo que macabra, ela está cá) estruturas e melodias mais estranhas, um peso descomunal ajudada por uma produção que mantém as coisas cruas mas que ainda assim confere-lhe poder com fartura, sendo um bom equilíbrio entre a parte técnica e o puro feeling. O facto de muitas vezes a coisa ir parar quase ao doom (como na “The Sulphur Age”) faz com que esse equilíbrio se torne mais perceptível. Para quem possa estranha a produção e o estilo datado no início, só temos que pedir paciência. Quando chegarem ao final do álbum garantimos que já estarão convertidos.
Nota 8.5/10

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