Kee Marcello – “Scaling Up” Review

1. Black Hole Star 
2. On the Radio 
3. Don’t Miss You Much 
4. Fix Me 
5. Wild Child 
6. Finger on the Trigger 
7. Soldier Down 
8. Scandinavia 
9. Good Men Gone Bad 
10. Scaling Up 
11. Don’t Know How to Love No More 
12. Blow by Blow
Duração 61:38
Para quem não sabe, Kee Marcello é o nome do ex-guitarrista dos Europe, que entrou para a banda depois desta ter gravado “The Final Countdown”. A posição de guitarrista ritmo nunca foi algo que satisfizesse muito – John Norum fazia uma sombra demasiado forte para conseguir superar – pelo que depois da banda entrar em hiato, ele optou por uma carreira a solo que tem aqui o seu quarto capítulo. Confessamos que não tínhamos muito conhecimento do seu talento, pelo que esse foi mais um motivo deste trabalho ter batido tão forte. E bateu.
O homem toca como um condenado, toca que se desunha e para complementar o quadro de excelência, tem uma voz perfeita para temas hard rock. Com um talento assim, é de prever que se tenham aqui doze temas de qualidade irreprensível e é efectivamente o que temos, mesmo com alguns temas a soarem um pouco mais azeiteiros do que aquilo que seria desejável mas, hey, é hard rock clássico. O hard rock clássico funciona como aquelas motas ou carros velhos, precisam de bastante óleo para queimar, mais ainda que o próprio combustível.
Temos grandes malhas na forma de “Don’t Miss You Much”, “Wild child” ou “Soldier Down” e um álbum que consegue ser dinâmico e bastante sólido ao mesmo tempo, superando até muita coisa que os Europe tenham feito – para muitos dos nosso leitores quase que imaginamos a resposta pronta na língua “também não seria difícil. Extremo bom gosto e mais uma prova que a Frontiers tem um olho/ouvido para apanhar e aliciar os grandes nomes do género tendo como resultado projectos como este, sendo que “Scaling Up” tem uma qualidade bem acima da média do que o que costumamos ouvir. Muito bom.
Nota 9/10

Apoio de 
Ofertas EMP
Camisetas, sudaderas, accesorios y mucho más, ¡con rebajas!

2 thoughts on “Kee Marcello – “Scaling Up” Review

  • Dezembro 9, 2018 at 10:23 am
    Permalink

    “Temos grandes malhas na forma de “Don’t Miss You Much”, “Wild child” ou “Soldier Down” e um álbum que consegue ser dinâmico e bastante sólido ao mesmo tempo, superando até muita coisa que os Europe tenham feito – para muitos dos nosso leitores quase que imaginamos a resposta pronta na língua “também não seria difícil.”

    Olá, gostaria de questionarm, supera muita coisa do que os Europe tenham feito, mas quando? Nos anos 80 e 90? Ou também está a incluir os 5 álbuns lançados desde a reunião da banda até à data de lançamento deste disco do Kee Marcello?
    E depois desse disco do Kee Marcello, os Europe voltaram a lançar outro álbum com boas críticas logo no ano seguinte, no ano passado com Walk The Earth.

    Do Kee Marcello temos 5 álbuns: Shine On (1995), Melon Demon Drive (2004), Redux: Europe (2011), Judas Kiss (2013) e agora este Scaling Up (2016).

    Neste mais recente inclui duas músicas que eram demos dos Europe gravadas entre 1989 e 1991 que foram libertadas para os fãs em forma de bootlegs com o nome Le Baron Boys e os temas aqui regravados são Wild Child e Don’t Know How To Love No More. Os temas da bootleg Le Baron Boys eram temas que poderiam ter feito parte do 5º álbum dos Europe, o Prisoners in Paradise (1991) mas depois da digressão ter acabado em 1992 a banda entrou em hiato até 2004.

    Desde então já gravou 6 novos álbuns e lançará o 12º álbum em 2020.

    Os álbuns dos Europe onde o Kee Marcello participou são muito bons, o Out Of This World (1988) e o Prisoners in Paradise (1991) mas não podemos deixar de mencionar os excelentes 3 primeiros álbuns da banda com o guitarrista John Norum, Europe (1983), Wings Of Tomorrow (1984) e o The Final Countdown (1986).

    Com o regresso da banda ao activo em 2004 com o John Norum ainda chegou a ser proposto ao Kee Marcello para se juntar mas na altura recusou pois estava a gravar o Melon Demon Divine que iria lançar nesse mesmo ano. Mais tarde veio dizer à imprensa que afinal tinha sido a banda que não o convocou para o regresso que preferiam continuar como uma banda de 5 músicos só com o John Norum na guitarra. Contradizeu-se o que havia dito antes, mas entretanto também lançou em meados de 2012 uma biografia na suécia onde afirmou que em 1986/1987 comprou ao manager dos Europe na altura, a parte do John Norum na banda e os direitos de autor dos discos que lhe perteciam, passando ele a deter 1/5 da empresa e a totalidade da parte do Norum nos créditos nos álbuns. Entrou com um processo contra a banda pois não recebera royalties desde 1993.
    Parece que agora vão negociar as coisas com a ajuda do actual manager da banda, um americano que é mais acessível e honesto comparado com o primeiro manager da banda durante grande parte dos anos 80, um sueco que os acompanhou desde o inicio mas que depois foi despedido ao saberem que havia ficado com dinheiro da banda, e até entrarem em hiato em 1992 o segundo manager deles foi um americano. Quando regressaram tiveram um manager sueco, até mais recentemente por volta de 2015 terem mudado para uma nova management sediada nos EUA.

    Eles vieram pela primeira vez a Portugal em 2009 à 28ª Concentração Internacional de Motos do Moto Clube de Faro, em 2010 ao 25º Festival de Marisco de Olhão e em 2011 à Inauguração do Natur Waterpark em Vila Real onde tiveram a Samantha Fox a abrir para eles (era de melhor gosto terem convidado antes uma banda de rock nacional para a abrir o concerto).

    Em 2007 criei o clube de fãs na forma de site e blog meses depois a página do Facebook.

    Já os vi ao vivo umas 11 vezes entre Portugal, Espanha e Inglaterra. É pena que desde 2012 não se têm visto os novos álbuns em lojas mais mainstream como a FNAC por exemplo. Em 2009 e 2012 com os álbuns Last Look At Eden e Bag Of Bones respectivamente, havia sempre algumas cópias dos álbuns nas prateleiras e ajudava a divulgar os novos lançamentos.

    Custa tentar cativar as promotoras a trazer a banda a Portugal, mesmo com o nº de gostos e seguidores da página do club de fãs ultrapassar as 2600 pessoas, se os discos não são promovidos e divulgados seja nas prateleiras, em revistas e nas rádios/tv ao contrário do que acontece em Espanha, Itália, França, Alemanha e Inglaterra por exemplo.

    Tenho pena que a maioria das pessoas só os associem a The Final Countdown, Carrie e Rock The Night todos do mesmo álbum, quando esta banda nunca lança dois álbum com a mesma sonoridade e que nunca foram uma banda one-hit wonder e nunca gravaram um tema para o filme Rocky como por vezes se vê escrito por aí.

    Acho que as revistas e webzines do rock e metal devam prestar mais atenção ao historial desta banda que começou por gravar álbuns de Hard-Rock, Metal, e Rock Progressivo nos primeiros dois álbuns tendo em conta a data que foram gravados, 1983 e 1984. Sim, tiveram um êxito que foi um crossover do Rock com o mundo Pop e os catapultou para a fama mundial onde antes só tinham fama na Suécia e Japão. Mas souberam continuar a inovar o seu som com os dois álbuns seguintes. Durante 1992 decidiram entrar em hiato e não ouvir as sugestões da sua editora Epic Records (Sony) de gravarem mais um álbum com músicas mais aproximadas ao estilo da moda do momento, o Grunge.

    Souberam recusar manter a sua identidade e quando chegou o momento certo decidiram regressar, não para reviver o passado e serem uma banda de nostalgia (como fizeram os The Police por exemplo que me lembro bem que foi sol de pouca dura) e sim gravarem nova música que fizesse sentido para eles, não necessáriamente para agradar só os fãs. O seu novo estilo fez aliás algumas divisões nos fãs e depois quem começou a gostar continua até hoje com a banda, sendo esse o meu caso. Conheço o som deles quando eles já nem existiam como banda, em 1995 e em 2005 descubri que no ano anterior eles tinham voltado ao activo e gravado novo álbum e com vários concertos em agenda. Descobri que o que fez eles pensarem em voltar foi um concerto de uma só noite na passagem de ano de 1999 para 2000 em Estocolmo quando um multi-milionário lhes fez a proposta de tocar minutos antes da meia noite e a banda aceitou, tocaram Rock The Night e The Final Countdown com os dois guitarristas John Norum e o Kee Marcello com temperaturas negativas na ordem dos -15 ºC.
    Foi aí que supostamente o Kee Marcello ficou a pensar que iria fazer parte da banda novamente mas em 2004/2005 disse que recebeu a proposta mas que recusou pois ele queria tocar os temas conhecidos e não queria gravar o estilo de música que a banda estava decidida a gravar no momento e que teria o seu segundo álbum para gravar, Melon Demon Divine e uma possível reunião da sua ex-banda antes de ter se juntado aos Europe em 1986, os Easy Action mas essa reunião tb não teve bom futuro.
    Uns tempos mais tarde veio dizer que afinal foram os Europe que voltaram atrás na palavra e que não o convidaram para a reunião.

    Por concidência no ano de estreia dos Europe em Portugal para actuar em Faro na Concentração Motard, uns meses depois do Verão de 2009 o Kee Marcello foi convidado a vir tocar no Cais do Sodré em Lisboa com a sua banda na altura K2 os temas de Melon Demon Divine e os demos de temas que só veriam a luz do dia em álbuns como Judas Kiss e penso que também neste mais recente Scaling Up. Trouxe o Marco Mendoza e o Mike Terrana que faziam parte do projecto do Kee, os K2.

    Actualmente o Kee tem uma outra banda que lhe dá apoio em estúdio e ao vivo com músicos que o têm acompanhado desde Redux: Europe e Judas Kiss. Quando lançou o Redux: Europe aproveitou para lançar os dois primeiros álbuns dele acrecententando o prefixo Redux: ao nome dos álbuns portanto Redux: Shine On e Redux: Melon Demon Divine como que fazendo uma triologia.

    Este novo Scaling Up é o mais melódico do Kee na sua carreira a solo e o que mais se aproxima da sonoridade dos anos 80/90 que lhe deu fama quando estava nos Europe. Uma coisa que o Kee disse bem faz parecer uma continuação do Prisoners in Paradise dos Europe uma vez que até inclui dois temas inéditos que eram demos/outtakes dos Europe, mas não sei se foi ele ou a imprensa que escreveram que era o álbum que os Europe não conseguiram lançar desde o Prisoners in Paradise.
    Quase que insinuando que os 6 novos álbuns dos Europe não tiveram a mesma qualidade, o que é mentira.

    Este desabafo já vai longo, gostaria de poder trocar ideias e opiniões sobre o que tem a dizer disto tudo uma vez que nem sei se tem conhecimento da actual discografia dos Europe ou não.

    Os melhores cumprimentos,
    Rodrigo Silva

    https://europeclubedefasportugal.weebly.com/
    https://www.facebook.com/HeroEuropeFanClubPortugal/
    http://europeclubedefasportugal.blogspot.com/

    https://open.spotify.com/album/0Vnpsf7jjEHHcvnZZyGRCf

    Reply
    • Dezembro 15, 2018 at 12:25 pm
      Permalink

      Olá Rodrigo,

      Obrigado pelo comentário/desabafo e não pondo em causa tudo o que disse, a frase em questão incide exclusivamente sobre o gosto pessoal e sobre a percepção geral (errada, não ponho isso em questão) que os Europe limitam-se aos êxitos que fizeram com que explodissem um pouco por todo o lado, êxitos que todos conhecemos e gostamos. Os Europe, tal como muitas outras bandas que “desapareceram” das lides na década de noventa, nunca deixaram de fazer boa música e são muito bem apreciados aqui na World Of Metal.

      Obrigado uma vez mais,

      Reply

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.