Máquina do Tempo Reviews – Agalloch / Scissorfight / Seder / Shadowhispers / Easy Action / Agalloch / Anacrusis / Eighty One Hundred

Agalloch – “The White EP”

2008 – 2019 Eisenwald

Reedição por parte da Eisenwald do mítico EP dos Agalloch, banda não menos mítica que marcou toda uma geração de apreciadores de música extrema. A forma como combinaram o encanto do doom, com o folk e até a ambient music (ainda que em escala menor) ficou para sempre gravado nos corações dos apreciadores da boa música. Mas já sabemos como as coisas são, quando o algo pára e morre, a memória tende a desaparecer. Como tal, vemos como muitos bons olhos a disponibilização deste EP, praticamente instrumental (exceptuando pela folky “Birch White”, praticamente folk e ambiente. De uma beleza tocante e inigualável, esta é a altura perfeita para apanhar seja em CD ou vinil (digital também está disponível) esta obra-prima remasterizada. Ainda por cima com uma faixa bónus, “Where Shade Once Was”.

9/10
Review por Fernando Ferreira


Scissorfight – “Doomus Abruptus Vol. 1”

2019 – Salt Of The Earth Records

Depois de mais de uma década de ausência dos álbuns (não contamos com o EP de 2016, claro), os Scissorfight estão de volta com o seu doom vitaminado. Ou como é referido no comunicado de imprensa “Speed Doom”. Poderá ser um termo estapafúrdio mas tendo em conta o poder da banda nestes nove temas, fica a fazer todo o sentido. Stoner, southern rock ou melhor metal e claro doom que nos atingem nas fuças mesmo em cheio.  Vício inesperado.

8.5/10
Review por Fernando Ferreira


Seder – “Sunbled”

2018 – 2020 Northern Silence Productions

A Northern Silence anda sempre atenta às coisas novas e não se importam em pegar em trabalhos que tenham sido lançados em edição de autor e voltar a reapresentá-los a uma audiência mais vasta como a sua. “Sunbled” é o álbum de estreia da one-man band norte-americana de black metal contemplativop Seder. É um trabalho cru mas que não deixa de ter vários argumentos a seu favor, como o uso inteligente das melodias e da forma como as consegue deixar atractivas para quem gosta do seu black metal com capacidade para dominar os dois mundos. Não podemos dizer que Seder é capaz de fazer isso, até porque os seus argumentos na produção são humildes, mas é essa humildade que cria toda a atmosfera necessária para que este álbum nos tenha caído no goto. O épico “Stars Past” é o melhor exemplo disto que falamos.

8/10
Review por Fernando Ferreira


Shadowhispers – “Mara”

2019 – Housemaster Records

“Mara” é o álbum de estreia dos luxemburgeses Shadowhispers que trazem aquele travo espefícifo do metal gótico de orientação sinfónica. Algo que até parece que caiu em desuso com todas as grandes propostas a afastarem-se cada vez mais da premissa que encontramos aqui. Por mais que os tempos mudem, e eles sem dúvida que mudam cada vez mais depressa neste nosso mundo do metal, há certas coisas que nos sabem sempre bem. Ainda assim, não também não queremos dizer que estamos perante uma proposta perfeita. Longe disso, mas apesar das falhas que são passíveis de um álbum de estreia e que mostram muito potencial para o seu futuro. Destaque para a boa voz de Diane e para os arranjos orquestrais.

7.5/10
Review por Fernando Ferreira


Easy Action – “That Makes One”

1986 – 2020 – AOR Heaven

Os Easy Action são uma das clássicas bandas de AOR vindas da Suécia que vale a pena recordar. Este segundo trabalho “That Makes One” soa datado hoje em dia, é certo, mas ainda assim, soa incrivelmente porque ainda existem bandas a tentar emular este feeling clássico do som mais melódico dentro da variante hard rock. Kee Marcello é sem dúvida o nome que se destaca da banda, ele que depois viria a abandonar a banda pouco depois deste álbum, para integrar os Europe com quem viria a gravar dois álbuns. Bons temas que os fãs de hard rock e de Marcello gostarão de recordar ou até mesmo pela primeira vez. Soa bem fresco, o que é indicativo da sua qualidade.

8/10
Review por Fernando Ferreira


Agalloch – “The Grey EP”

2004 – 2019 Eisenwald

Não menos clássico é este “The Grey” Editado em 2004 e agora também reapresentado de forma digital, CD e vinil, remasterizado.Temos também uma faixa bónus intitulada “ShadowDub (How Beautiful Is Funeral)” que acaba por ser o grande atractivo deste EP que não teve tanto impacto como a sua contraparte… branca. Composto por dois temas apenas (agora três), “The Grey” trazia-nos uma longa peça instrumental, “The Lodge (Dismantled)”, que evocava o lado mais folk e até ambient da banda. Já “Odal (Nothing Remix)” é uma peça drone, noise que dificilmente agrada aos fãs da banda assim como a dançante “ShadowDub” que não tem nada que vá ao encontro daquilo que os fãs da banda em principio gostam. Acaba por ser uma curiosidade que apenas os fanáticos se vão interessar. Os fãs da banda vão preferir pegar em “The White”.

5/10
Review por Fernando Ferreira


Anacrusis – “Reason”

1990-2019 Metal Blade Records

Após a estreia “Suffering Hour”, veio este “Reason” que já demonstrava inconformidade e que evidenciava a banda desejosa em querer ir mais além. Apesar de ainda podermos considerar este trabalho como thrash metal, os temas já não são tão frenéticos embora continuemos a ter aqui alguns momentos bem pesadões como a “Terrified”, malhão gigante. Curiosamente, os temas deste álbum também são menos longos, embora mantenham a aura complexa que caracterizava a banda. É um álbum de transição um pouco mais lenta mas que também se revela essencial para quem está a começar a desvendar esta preciosa banda da década de oitenta. Temos alguns temas demo como bónus, como já é da praxe.

8.5/10
Review por Fernando Ferreira


Eighty One Hundred – “Heaven In Flames”

2018 – 2020 Pure Steel Records

Eighty One Hundred são uma banda Italiana de heavy/power metal Progressivo, no presente ano dão-nos a conhecer o seu novo trabalho “ Heaven in flames”. Voz limpa e aguda, solos melódicos e longos, riffs pesados e uma batida bem ao estilo do heavy metal, instrumentalmente bem concebido tal como os arranjos vocais. Podemos contar com músicas como “ No way Out” e “ Heaven in flames “, tal com um belíssimo tema “Playback in time” num registo mais frenético. Recomendo vivamente este trabalho, principalmente a fãs de Accept, Gamma Ray ou mesmo Helloween.

8/10
Review por Fernando Ferreira


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