Metallica – “Hardwired… To Self-Destruct” Review

CD 1
1. Hardwired
2. Atlas, Rise!
3. Now That We’re Dead
4. Moth into Flame
5. Dream No More
6. Halo on Fire
Duração 37:12
CD 2
1. Confusion
2. ManUNkind
3. Here Comes Revenge
4. Am I Savage?
5. Murder One
6. Spit Out the Bone
Duração 40:18
Metallica, finalmente Metallica. Depois de oito anos de ausência, os ‘Tallica boys estão de volta para o que promete ser um dos álbuns menos consensuais desde os tempos de “Load”/”Reload”/”St. Anger”. Sim, começamos já assim mas não se enganem, gostámos do que ouvimos, embora sejamos críticos de algumas opções aqui tomadas, a começar pela mais óbvia, a decisão de dividir este álbum em dois, quando cabe perfeitamente apenas num. Sabemos que é uma questão menor ou até mesmo uma não questão, mas… porquê? “Load” tinha setenta e nove minutos de duração e estava apenas num CD… será forma de valorizar o álbum por ser duplo? Dividir o álbum em dois CDs talvez surja da necessidade de parar a meio, pela densidade do trabalho, algo que aconteceu sobretudo com “St. Anger” – embora nesse caso seja a qualidade do trabalho em si que impede que se consiga ouvir até ao fim.
Tal como estávamos a prever depois da apresentação das músicas “Hardwired”, “Atlas, Rise!” e “Moth Into Flame”, a orientação deste álbum é clara: METAL. Sem grandes rodeios. Curiosamente as três faixas em questão são do melhor que podemos ouvir aqui e curiosamente estão todas no primeiro disco – o que leva a outro problema que vamos ver mais à frente. “Hardwired… To Self-Destruct” é provavelmente o álbum mais unidimensional desde que a banda fez desde “Kill’Em All” mas nem por isso se trata de um regresso às raízes. Na realidade, os problemas que encontramos em “Death Magnetic” e em “St.Anger” podemos encontrar aqui no que diz respeito à composição. Músicas longas demais sem haver uma necessidade para tal e muitos poucos ganchos que agarrem à primeira, tirando as três músicas referidas atrás.
No entanto, não temos nenhuma música declaradamente má e é isso que nos faz voltar à carga audição após audição, porque há um sentimento de vazio depois destes quase oitenta minutos de música. O sentimento de que algo nos escapou. De salientar que não temos nenhuma balada, embora tenhamos algumas passagens mais calmas e momentos midtempo. O que temos é peso, peso com fartura, que realmente pode chegar a fartar para quem não tem paciência de insistir para que entre nos ouvidos. E vai entrar, é preciso é mesmo paciência. Para cada ponto bom, há um mau (esta capa não lembra ao diabo. Se a de “St. Anger” era má, esta bate recordes)
Não será o álbum que vai unir de vez todos os que ficaram alienados anos atrás e já estamos convencidos que isso nunca mais vai acontecer. Os Metallica lançam álbuns quando querem e como querem e haverá sempre alguém que estará à espera deles, como é o nosso caso. No entanto, uma avaliação inicial de “Hardwired… To Self-Destruct” poderá achar que oito anos para termos estas doze músicas é muito pouco. No ponto onde triunfa absolutamente é na produção. Finalmente uma produção ao nível que se espera depois dos fiascos que foram “St. Anger2 e “Death Magnetic” nesse aspecto.
Nota 7.5/10

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