Riti Occulti – “Tetragrammaton” Review

Os italianos Riti Occulti têm uma sonoridade muito própria. O seu som é na teoria doom clássico, não fossem as ocasionais vezes mais a atirar para o gutural que surgem de vez em quando, e o ambiente gótico que o vozeirão de Elisabetta Marchetti provoca. Aliás, podemos já revelar que para nós, grande parte do brilhantismo dos Riti Occulti reside precisamente na voz de Elisabetta que é capaz de nos levar a transportar para outras paragens. Instrumentalmente, esta banda tem a particularidade de contar apenas com baixo, sintetizador e bateria.
Não é nada que não tenhamos visto antes, mas aqui o baixo está mesmo alto na mistura e até nem tem tanta distorção quanto isso. O resultado é que da teoria do som clássico do doom, passamos para algo mais avantgarde e que faz com que não seja propriamente fácil de absorver, tirando esse gancho já referido, a voz de Elisabetta Marchetti. Como (quase) todas as sonoridades mais experimentais, a coisa custa a entrar mas aos poucos vai-nos conquistado. Já vimos isto por aqui muitas vezes. A música é estranha, não seria aquela que escolheríamos para ouvir, mas mesmo assim arrebata-nos.
Este álbum poderá ficar esquecido, como acontece como algumas outras experiências sónicas às quais achamos interessantes mas depois nunca mais pegamos nelas, no entanto teremos que lhe atribuir mérito. Para já, temas como a “Adonai III” são realmente assombrosas (literalmente!) o que nos leva a crer de que esta banda seria perfeita para uma banda sonora de um filme de terror. Depois coloca-nos curiosidade suficiente para ir procurar ouvir os dois anteriores trabalhos e para retermos o nome em relação a futuras expectativas. E como gostamos de música que nos intriga e estupefacta, ficámos fãs.
1. Invocation of the Protective Angels
2. Adonai I
3. Adonai II
4. Adonai III
5. Adonai IV
6. Atziluth
7. Beri’Ah
8. Yetzirah
9. Assiah
Duração 43:50
Nota 7.5/10

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