Road To Vagos – Visions Of Atlantis

Os Visions Of Atlantis são daquelas bandas que fazem a ponte perfeita entre o power metal e o metal sinfónico de características góticas. A banda começou a sua carreira há quase vinte anos atrás, tendo anteriormente tido cinco anos de existência com a designação Vipera Astis. Dessa formação o baterista Thomas Caser permanece como membro original. Logo em 2000 editaram o seu primeiro lançamento, a demo “Morning Atlantis” que continha três temas e evidenciava o som característico da banda.

O caminho estava aberto para o álbum de estreia dos austríacos que surgiu dois anos depois, “Eternal Endless Infinity”. A época era propícia para este tipo de som e o álbum foi bem recebido pelos fãs do género (embora não tenha feito nada para atrair aqueles que não eram exactamente fãs). A abordagem clássica do género foi sem dúvida um dos seus maiores trunfos, aliada à voz e presença de Nicole Bogner, algo que uma música como “Eclipse” capturava na perfeição, mesmo que o álbum evidenciasse uma banda ainda a precisar de evoluir.

Apesar do sucesso, o que se seguiu não foi propriamente um tempo de calmia. A saturação do mercado com propostas do mesmo tempo e a eterna mudança de cadeiras de membros, um malefício que muitas das bandas atravessam não facilitaram em nada a vida da banda. O vocalista Christian Stani saiu em conjunto com o teclista Chris Kamper tendo sido substituídos por Mario Plank e Miro Holly respectivamente. No entanto também existiram triunfos. O seu talento foi reconhecido por uma das emergentes editoras, a Napalm Records e “Cast Away” foi o primeiro trabalho a ser editado pela editora. A crítica não foi meiga este trabalho sobretudo pela abordagem vocal e pela produção. “Lost” foi o primeiro vídeo que a banda gravou.

A explicação mais facilmente encontrada para a diferença do segundo álbum com a estreia poderá prender-se com o facto de “Cast Away” ter sido composto por uma equipa diferente que o primeiro, onde desconfiamos que seria o teclista Kamper um dos principais compositores. A verdade é que as ondas de críticas tiveram impacto e o principal foram mais saídas Miro Holly entrando para o seu lugar Martin Harp, de Nicole (que viria a falecer em 2012, devido a doença crónica), entrando para o seu lugar à norte-americana Melissa Ferlaak que tinha vindo dos Aesma Daeva, que com uma abordagem mais atractiva e operática acabou por reconciliar parte do público com a banda com o lançamento de “Trinity”. Também entrou mais m guitarrista, Wolfgang Koch, marido de Melissa, algo que terá ajudado a que a abordagem estivesse mais dura e pesada ainda que mantendo os ganchos comerciais de anteriormente.

Quatro anos se passariam até que os austríacos surgissem novamente com mais música sendo que “Delta” foi lançando em 2011, não antes de apresentar uma nova formação. Saiu Melisssa e Wolfgang, assim como o baixista Mike Koren. Voltando à fórmula de apenas um guitarrista, entrou apenas a vocalista grega Maxi Nil e o baixista Mario Lochert. “Delta” não fez desaparecer as comparações com Nightwish mas sem dúvida que se apresentou a de uma forma mais madura do que anteriormente. Mais gothic metal do que power metal, este foi sentido e recebido como o melhor trabalho da banda até então.

Como não poderia deixar de ser, no próximo lançamento da banda, houve mais mexidas na formação, saíndo desta vez o guitarrista Werner Fiedler, membro fundador, e entrando Cris Tian. A estreia da nova formação seria no EP “Maria Magdalena”, cujo tema-título é a versão pop do tema do mesmo nome da música pop cantada pela alemã Sandra, lançado no mesmo ano que o álbum “Delta”.

Seria essa formação também que lançaria o próximo álbum da banda “Ethera”, em 2013. Este novo trabalho mostra a banda apostada em caminhar pelo caminho que muitos dos seus pares, numa direcção mais comercial, ainda que tentando manter algumas das características base do seu metal (cada vez mais rock) sinfónico.

Apesar do sucesso crescente, era chegada a vez de mais uma mudança antes do próximo álbum. Uma mudança sempre sensível e que os Visions Of Atlantis iriam operar pela quinta vez. Desta feita a quarta vocalista feminina a surgir na figura de Clémentine Delauney. O vocalista masculino também iria mudar com a entrada de Siegfried Samer. Por outro lado, assistiu-se ao regresso de Werner Fiedler, guitarrista original. Talvez por estas mudanças, a banda achou por bem regravar temas dos primeiros três álbuns com esta nova formação no EP “Old Routes – New Waters”, algo que foi muito bem recebido por público e crítica, evidenciando uma nova garra por parte da banda.

Esse bom momento ficou mais que comprovado com “The Deep & The Dark”, o último álbum de originais, editado no ano passado, sem dúvida um dos momentos mais altos da sua carreira onde toda a sua experiência resultou num trabalho maduro mas que evidencia todas as suas raízes no metal sinfónico e power metal.  Este trabalho teve dois singles de avanço, o primeiro “Return To Lemuria”.

O segundo single foi o tema-título, “The Deep & The Dark”, que dispensa qualquer tipo de palavras adicionais para descrever a sua qualidade. Mantendo o nível de qualidade elevado, este será sem dúvida um dos pontos altos do Vagos Metal Fest, para todos os fãs de melodia e beleza sinfónica com a intensidade do power metal.

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