Root – “Kärgeräs – Return From Oblivion” Review

1. Life of Demon
2. Osculum Infame
3. Moment of Fright
4. The Book of Death
5. Black Iris
6. Moment of Hope
7. The Key to the Empty Room
8. New Empire
9. Up to the Down
10. Do You Think Is It the End?
Duração 48:34
Será necessário fazer alguma introdução para os Root? Sabemos que não são um nome popular principalmente para as camadas mais novas ou para aqueles que se posicionam no mainstream em termos de interesse, mas de certeza que já ouviram falar dos Root antes, certo? Não? Ok, então vamos lá a recapitular. Os Root são só o nome mais clássico da Républica Checa no que ao metal diz respeito, com uma carreira a atingir no próximo ano as três décadas de longevidade. Não tiveram nenhuma interrupção, embora nos anos mais recentes a sua produtividade tenha baixado de intensidade embora a qualidade nunca tenha ido para longe.
Falar de Root e não falar de Big Boss, é mesma coisa falar do inferno e não falar de Satanás – comparação que não acontece por acidente, dado que foi Big Boss o fundador da igreja de Satanás na Républica Checa. Embora os possamos considerar como uma banda de black metal em termos ideológicos, em termos sonoros os Root andam pelos campos do dark metal (que é como quem diz, nem é black, nem é gótico, nem é death, tem elementos dos três). “Kärgeräs” foi um álbum conceptual lançado em 1996 pelo que este “Kärgeräs – Return From Oblivion” assume-se como a sua sequela, duas décadas de pois, mostrando que a banda refinou muito a sua fórmula muito própria de metal.
Para os que gostam de coisas mais imediatas, poderão estranhar este conjunto de músicas, já que a melodia é o seu foco principal. Melodia e um feeling ora neo-folk ora gótico que poderá aborrecer quem esperava peso e blasfémia a rodos. É essa a magia dos Root, nada é o que parece e apesar de termos poucos momentos metálicos, ainda temos alguns solos, como aquele que “New Empire” nos traz. No entanto, a melodia e a contemplação são realmente as palavras-chave para definir este trabalho, que prevemos que não reunirá consensos mas que ainda assim tem qualidade mais que suficiente para se manter erguido junto a “Hell Symphony” ou a “Kärgeräs”. Não é rock nem é metal. É Root.
Nota 7.5/10
Com o apoio infernal de

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