WOM Interviews – Gwydion – Especial Oeste Underground Fest

Os Gwydion são uma das grandes bandas nacionais. Ponto. Capazes de fazer a festa metálica em cima de qualquer palco, a nossa expectativa para vê-los novamente mas desta vez no Oeste Underground Fest é enorme. Como já tinhamos falado com eles na altura do lançamento do álbum “Thirteen”, fomos conferir a evolução da banda desde então até agora e, claro, fazer a antevisão da sua actuação na Malveira.

Olá pessoal e bem vindos novamente ao nosso World Of Metal. Falámos no dia do lançamento do vosso álbum. Tendo passado já todo este tempo, que balanço fazem do impacto que este teve sobre os vossos fãs, principalmente sendo o primeiro após o vosso regresso?

O balanço tem sido muito positivo tendo em conta que este álbum “Thirteen” foi uma aposta arrojada na nossa sonoridade e conceito, fugindo um pouco ao que fizemos nos anteriores trabalhos. Marca também o nosso regresso com uma nova formação depois de uns anos de hiato, mas felizmente somos uma banda com muita sorte pois contamos com uma legião de fãs que são sempre incansáveis no apoio à banda! Creio que resumidamente, mantivemos os nossos fãs antigos satisfeitos, e cativamos novas pessoas de uma forma natural, o que só por si é óptimo! 

O vosso som é sem dúvida indicado para os palcos por isso sempre tive curiosidade em saber em que medida é que a composição é influenciada pelos vossos concertos? Por exemplo, esta considerável actividade ao vivo poderá ditar a direcção musical do próximo disco. E já agora, já têm novidades nesse campo?

Sim digamos que a maioria das nossas músicas enquadram-se bem para concertos ao vivo, mas também temos muitas faixas que por vezes não tocamos tanto por serem músicas mais de “estúdio”, mas no entanto são tão boas ou melhores do que algumas que normalmente apresentamos nos nossos espectáculos. Daí termos sempre o cuidado de preparar cada “set” tendo em conta o festival/concerto em vamos estar presentes, fazendo de modo a que a banda se distinga e faça a diferença nesses eventos. Honestamente a experiência ao vivo não nos influencia directamente na composição, apenas nos dá umas directrizes sobre o que podemos fazer numa produção futura, pois acabamos sempre por retirar indicadores importantes. Bom acerca de um novo trabalho, não podemos para já adiantar muito, a não ser que muito em breve haverá novidades acerca deste tema!

Havia a expectativa de tocarem lá fora. Isso foi algo que se concretizou da maneira que esperavam?

A expectativa de tocar mais lá fora mantém-se, no entanto infelizmente não tem sido tão regular como gostaríamos. No entanto, vamos ter novidades em breve e esperamos que tudo mude de uma forma natural e positiva, pois de facto é muito importante para os Gwydion que voltem a tocar de uma forma mais frequente noutros países.

São uma banda dinâmica e encaixam-se praticamente em qualquer tipo de cartaz. Quais as expectativas para o concerto do Oeste Underground Fest e o que é que os vossos fãs podem esperar?

Bom, cada concerto tem a sua história, nunca há 2 iguais, portanto iremos dar o nosso melhor de uma forma natural que nos caracteriza. Os fãs podem esperar Gwydion, isto é, festa, animação, batalha, cornos no ar e tudo o que mais vos vier à cabeça. Com Gwydion nunca é “mais do mesmo”, fazemos questão de proporcionar um momento único aos nossos fãs, pois eles mais do que ninguém merecem e exigem isso de nós!

O carácter de caridade do Oeste Underground Fest é quase único – não é o único evento de beneficiência mas é sem dúvida o único que tem-se realizado regularmente. Este tipo de evento poderá mudar a mentalidade das pessoas em relação à música ou esse é um estigma que faz parte do metal em si e que o fará sempre como algo marginal?

Bom, já vimos um pouco de tudo, mas heavy metal a ajudar bombeiros numa causa é sem dúvida um sinal que os tempos de desconfiança de outrora já lá vão! A irmandade do metal já demonstrou mais do que uma vez ser uma das “tribos” mais unidas, senão a mais unida no toca a géneros musicais…por isso creio que vamos conseguindo mudar as mentalidades das pessoas com a evolução dos tempos. No que toca a Gwydion por exemplo, já noto que existem muitas pessoas fora do metal que gostam da banda, o que por si próprio é um exemplo que esse estigma de “algo marginal” já não é tão acentuado como em 1995 quando começamos a banda. Obrigado pela entrevista e vemo-nos TODOS no Oeste!!!

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