WOM Interviews – Mercic (PT/EN/ES)

PT

“Mercic 6 2020” nas palavras de Carlos Maldito… – por Miguel Correia

Obrigado Carlos, aqui estamos mais uma vez para falar de um trabalho de Mercic. “Mercic 6 2020”, marca o teu regresso aos lançamentos, e com grandes reviews. Naturalmente muitos pontos de motivação para ti…

Realmente tem sido reviews muito boas, e é sempre inspirador quando se valoriza o que fazes como é óbvio, ainda para mais com um leque de malta muito talentosa a ajudar como o César Palma, Carlos Lichman, Nuno Pardal, Paulo Martins, Gwendolyn Timberlake e o Victor Sapage.

Um trabalho muito inspirado nos tempos que todos estamos a viver. São temas que te agradam para compor?

A pandemia em si diretamente não me inspirou nem me agrada escrever sobre algo que mudou completamente a nossa vida para muito pior… a inspiração aqui foi a minha forma normal de encarar as coisas que é com muita desconfiança e na retranca. Quanto te atiram uma teoria seguida de uma série de procedimentos aliados a isso sem que sequer haja uma reflexão por parte da população de pensar se será mesmo assim, quais as origens e se será mesmo isto que temos de fazer?! Assobiaram e mandaram-nos seguir um caminho com umas palas e nós assim o fizemos sem questionar muita coisa e é isso que inspirou liricamente este álbum. Não duvido que há muito por detrás disto, intenções, objetivos e como sempre danos colaterais (que ficam isentos de culpados porque afinal foi o vírus o culpado e não nenhuma organização/ fundação ou país) … a cultura foi mais uma vez a primeira a ser alvejada e “um povo sem cultura é um peso morto numa sociedade”. Mas temos o que merecemos como diz uma linha deste álbum. Muitas das pessoas só se interessam pelas suas redes sociais (que sabes que são completamente artificiais quando as conheces pessoalmente), vão atrás de clichés só porque sim, vestem e têm o telemóvel da moda sem sequer pensar se gostam sequer ou não do artigo, usam porque é moda e ponto final, acho que estamos numa geração de muitos críticos e queixinhas digitais e poucos determinados na realidade a lutar por criar algo.

Mais uma vez, um trabalho pensado ao detalhe. Comparativamente, qual o teu ponto de vista sobre o novo “Mercic 6 2020”?

O processo por detrás do álbum anterior foi longo, massivo e exaustivo e, portanto, neste álbum a ideia foi ser completamente o oposto porque precisava de algo novo na minha maneira de trabalhar, algo mais simples (comparado com o universo passado de Mercic). Desde o início do processo defini que este álbum seria uma espécie de banda sonora com músicas ambientais resultado de improvisações e vozes muito espontâneas, mantendo a mesma textura e secção rítmica variando apenas na entrada e saída de instrumentos sem que necessariamente haja refrões, pontes ou partes A e B. Na minha perspetiva é um álbum bastante coeso, maduro com uma produção suja e distorcida que funciona na perfeição para a banda sonora que queria fazer.

Não achas que está na hora de um passo mais à frente no que diz respeito à produção?

Poderia ter feito as coisas de outra maneira com este álbum, tive uma proposta que me ajudava em estúdio a ter uma produção mais profissional mas exigiam que mudasse as músicas de modo a ficarem mais comerciais e fazer um videoclip para um single de avanço….eles que se lixem, não vou perder a minha identidade, não preciso disto para pagar contas e por comida na mesa!!! E tal como já referi muitas vezes MERCIC é um hobby feito apenas por mim (com algumas colaborações pelo caminho), é um escape de um pai de família que ama música e cujo seu emprego infelizmente nada tem a ver com música…dito isto admito que o som de MERCIC melhoraria imenso se fosse para um estúdio profissional mas a verdade é que não consigo suportar os custos inerentes a isso sozinho e esta é apenas a questão porque MERCIC continua a ser um projeto de estúdio caseiro. Ainda assim fico completamente boquiaberto com as reviews que tenho obtido desde o início, é verdadeiramente lisonjeador. O plano que se segue é ir para estúdio e fazer as coisas bem e já está o produtor escolhido e falado.

Pelo meio houve uma estreia ao vivo, outra estava prevista, continua a ser difícil as portas abrirem-se ou está tudo a acontecer conforme o teu desejo?

Sim, após quatro anos escondidos foi a altura de MERCIC se mostrar às pessoas, e a ideia não era editar um novo álbum em 2020, era sim continuar a subir a palcos e recuperar tanto tempo perdido sem que ninguém saiba quem somos. Tínhamos e continuamos a ter o “Tondela rock fest” marcado, mas tínhamos duas atuações na Bélgica que se perderam, entretanto, com isto tudo. Para MERCIC não é mesmo fácil as portas se abrirem e coisa que nunca pensei foi termos organizadores a dizer que não se inserimos nos seus cartazes devido ao facto do nosso som ser tão amplo e não se incidir num estilo só, portanto acho que aquelas bandas que as dez músicas dos seus álbuns que soam exatamente iguais estão muito melhor posicionados para subir a palcos, mas não será certamente um facto que me levará a mudar o que quer que seja. Antigamente havia a aposta na inovação e originalidade agora penso estarmos estagnados a ouvir covers, tributos e as mesmas bandas de sempre, mas quem sou eu para criticar…. Se tem público é para continuar, mas aposto que se houvesse um promotor que só se incidisse em projetos mais alternativos e originais a coisa resultava e facilmente haveria público fiel a esse local.

“Persistência, insistência e decência”, palavras tuas para definir aquilo que é Mercic enquanto projeto musical, eu continuo a achar que Mercic merece muito mais. E tu?

Muito sinceramente também acho, MERCIC é um projeto muito genuíno, verdadeiro e puro, não há coisas mais ou menos, ou são com o sentimento a 100% ou vão para a pilha de demos não usadas e felizmente muitos críticos tem enaltecido que MERCIC tem conseguido criar um som muito próprio apesar de combinar variadíssimas influencias… há sempre um fio condutor mas penso que com este álbum cheguei ao ponto máximo que consigo sozinho. O futuro de MERCIC terá de passar por ter uma equipa que ajude na promoção e que tenha contactos para abrir certas portas.

Há tempos quando falamos, referiste que te sentias livre, renascido, sem barreiras para quebrar. Mas tudo continua a ser um desafio e por vezes lá vem barreiras que nos blocam o caminho…

É engraçado referires isso, porque dei por mim a pensar exatamente isso na produção do álbum anterior, este projeto sempre funcionou como escape sonoro às outras bandas onde estava, algo simples, desprendido de tudo e sonoramente uma orgia de influencias pessoais, e em 2019 com a retirada das outras bandas fiquei completamente focado em MERCIC e ao trabalhar no “5” pensei que estar super livre só para isto seria fantástico mas pressionei-me tanto para fazer o álbum perfeito, genuíno e cheio de sentimento que acabei por colapsar e tive de parar o processo e me afastar durante duas semanas para perceber o caminho que estava a percorrer. Dai ter a necessidade de fazer algo mais simples e auto satisfatório com este novo registo. As barreiras mais desoladoras são querer levar MERCIC para palcos e as coisas não fluírem porque não somos fáceis de catalogar num determinado espectro sonoro em que era esperado pertencermos ou sermos inseridos (algo estranho numa altura em que as mentes pareciam estar aparentemente mais abertas do que nunca)…

Dificilmente teremos espaço este ano para grandes eventos, espero estar enganado, mas quando tudo voltar a uma normalidade o que pensas tu fazer para dar a mostrar aos headbangers nacionais o teu trabalho?

MERCIC não produz videoclips promocionais por isso subir ao máximo de palcos (decentes) que conseguir é o único objetivo de MERCIC para se promover em ­­2020 e 2021, portanto será isso que vamos tentar fazer e continuar a passar nas rádios que nos ajudam a chegar um pouco mais longe.


EN

 “Mercic 6 2020” in the words of Carlos Maldito… – by Miguel Correia

Thank you Carlos, here we are once again to talk about a Mercic job. “Mercic 6 2020”, marks your return to the releases, and with great reviews. Naturally many points of motivation for you…

It has really been very good reviews, and it’s always inspiring when you value what you do of course, even more so with a range of very talented people helping out like César Palma, Carlos Lichman, Nuno Pardal, Paulo Martins, Gwendolyn Timberlake and Victor Sapage.

A work very inspired in the times we are all living. Are these themes that you like to compose?

The pandemic itself hasn’t inspired me nor do I like to write about something that has completely changed our lives for a lot worse… the inspiration here has been my normal way of looking at things that is with a lot of mistrust and in the retransmission. When you are thrown a theory followed by a series of procedures allied to that without there being even a reflection from the population to think if this is really the case, what are the origins and if this is really what we have to do?! They whistled and told us to follow a path with a few palas and we did so without questioning much and that’s what lyrically inspired this album. I have no doubt that there is much behind this, intentions, objectives and as always collateral damage (which are cleared of guilt because after all it was the virus that was to blame and not any organization / foundation or country) … culture was once again the first to be shot and “a people without culture is a dead weight in a society”. But we have what we deserve as a line from this album says. Many people are only interested in their social networks (which you know are completely artificial when you meet them in person), they go after clichés just because they do, they wear and have the fashionable mobile without even thinking about whether or not they like the article, they use it because it’s fashion and period, I think we’re in a generation of many critics and digital complainants and few determined in reality to fight to create something.

Once again, a job thought out in detail. Comparatively, what’s your point of view on the new “Mercic 6 2020”?

The process behind the previous album was long, massive and exhausting, so in this album the idea was to be completely the opposite because I needed something new in my way of working, something simpler (compared to the past universe of Mercic). From the beginning of the process I defined that this album would be a kind of soundtrack with environmental music as a result of improvisations and very spontaneous voices, keeping the same texture and rhythm section varying only in the input and output of instruments without necessarily having choruses, bridges or parts A and B. In my perspective it is a very cohesive, mature album with a dirty and distorted production that works perfectly for the soundtrack I wanted to do.

Don’t you think it’s time for a step further in terms of production?

I could have done things differently with this album, I had a proposal that helped me in the studio to have a more professional production but they demanded that I change the songs in order to become more commercial and make a video clip for an advance single… .they screw, I won’t lose my identity, I don’t need this to pay bills and for food on the table !!! And as I mentioned many times MERCIC is a hobby done only by me (with some collaborations along the way), it is an escape from a family man who loves music and whose job unfortunately has nothing to do with music… having said that I admit that the sound of MERCIC would improve a lot if it were for a professional studio but the truth is that I cannot bear the costs inherent in it alone and this is just the question why MERCIC remains a home studio project. Still, I am completely speechless with the reviews I have obtained since the beginning, it is truly flattering. The plan that follows is to go to the studio and do things well and the producer is already chosen and talked about.

Right now, is everything happening according to your wish?

Yes, after four years in hiding it was time for MERCIC to show itself to people, and the idea was not to edit a new album in 2020, it was to continue to go on stage and make up for so much time lost without anyone knowing who we are. We had and continue to have the “Tondela rock fest” scheduled, but we had two performances in Belgium that were lost, however, with all this. For MERCIC it’s not really easy for doors to open and one thing I never thought about was having organizers saying that we don’t fit into their posters due to the fact that our sound is so wide and doesn’t focus on one style, so I think those bands that the ten songs from your albums that sound exactly the same are much better positioned to go on stage, but t will certainly not be a fact that will lead me to change anything. In the past there was a bet on innovation and originality, now I think we are stuck listening to covers, tributes and the same bands as always, but who am I to criticize…. If there is an audience, it is to continue, but I bet that if there was a promoter who only focused on more alternative and original projects, it would work and there would easily be a public that was faithful to that place.

“Persistence, insistence and decency”, your words to define what Mercic is as a musical project, I still think that Mercic deserves much more. And thou?

Quite honestly, I also think, MERCIC is a very genuine, true and pure project, there are no more or less things, or they are 100% feeling or they go to the pile of unused demos and fortunately many critics have praised that MERCIC has achieved creating a very own sound despite combining many influences … there is always a thread but I think that with this album I reached the maximum point that I can achieve alone. The future of MERCIC will have to go through having a team that helps in the promotion and that has contacts to open certain doors.

Some time ago, you mentioned that you felt free, reborn, without barriers to break. But everything remains a challenge and sometimes there are barriers that block our way…

It is funny to mention that, because I found myself thinking exactly that in the production of the previous album, this project has always worked as a sound escape to the other bands where I was, something simple, detached from everything and sonically an orgy of personal influences, and in 2019 with the withdrawal of the other bands I was completely focused on MERCIC and when working on “5” I thought that being super free just for this would be fantastic but I pushed myself so hard to make the album perfect, genuine and full of feeling that I ended up collapsing and I had to stop the process and leave for two weeks to understand the way I was going. Hence the need to do something simpler and more satisfying with this new registration. The most bleak barriers are wanting to take MERCIC to the stage and things don’t flow because we are not easy to catalog in a certain sound spectrum where we were expected to belong or be inserted (something strange at a time when minds seemed to be apparently more open than ever ) …

We will hardly have space this year for big events, I hope I am mistaken, but when everything returns to normal, what do you plan to do to show the national headbangers your work?

MERCIC does not produce promotional video clips so going up to as many (decent) stages as you can get is the only MERCIC objective to promote itself in 2020 and 2021, so this is what we will try to do and continue to broadcast on the radio that help us to get a little further.


ES

“Mercic 6 2020” en palabras de Carlos Maldito… – por Miguel Correia

Gracias Carlos, aquí estamos nuevamente para hablar sobre un trabajo de Mercic. “Mercic 6 2020”, marca su regreso a los lanzamientos, y con excelentes críticas. Naturalmente, muchos puntos de motivación para ti …

Realmente han sido muy buenas críticas, y siempre es inspirador cuando valoras lo que haces obviamente, especialmente con una variedad de muchachos con mucho talento para ayudar como César Palma, Carlos Lichman, Nuno Pardal, Paulo Martins, Gwendolyn Timberlake y Victor Sapage.

Una obra muy inspirada en los tiempos en que todos vivimos…

La pandemia en sí misma no me inspiró directamente, ni me gusta escribir sobre algo que cambió por completo nuestras vidas para peor … la inspiración aquí fue mi forma normal de ver las cosas que son muy sospechosas y de fondo. ¿Cuánto te arroja una teoría, seguida de una serie de procedimientos aliados a eso sin siquiera tener una reflexión por parte de la población para pensar si será así, cuáles son los orígenes y si esto es lo que tenemos que hacer??! Silbaron y nos dijeron que siguiéramos un camino con algunas aletas y lo hicimos sin cuestionarnos mucho y eso es lo que inspiró líricamente este álbum. No dudo que hay mucho detrás de esto, intenciones, objetivos y, como siempre, daños colaterales (que está exento de culpables porque, después de todo, el virus fue el culpable y no ninguna organización / fundación o país) … la cultura fue una vez de nuevo, el primero en ser el blanco y “un pueblo sin cultura es un peso muerto en una sociedad”. Pero tenemos lo que merecemos como dice una línea de este álbum. Muchas de las personas solo están interesadas en sus redes sociales (que sabes que son completamente artificiales cuando las conoces en persona), persiguen clichés solo porque sí, se visten y tienen el teléfono celular de moda sin siquiera pensar si les gusta el artículo o no, úsalo porque es moda y época, creo que estamos en una generación de muchas críticas y quejas digitales y pocas decididas en realidad a luchar para crear algo.

Una vez más, sentimos que estamos lidiando con un trabajo pensado en detalle, comparativamente, ¿cuál es su punto de vista sobre el nuevo “Mercic 6 2020”?

El proceso detrás del álbum anterior fue largo, masivo y agotador, por lo que en este álbum la idea era ser completamente lo contrario porque necesitaba algo nuevo en mi forma de trabajar, algo más simple (en comparación con el universo Mercic pasado). Desde el comienzo del proceso, decidí que este álbum sería una especie de banda sonora con canciones ambientales resultantes de improvisaciones y voces muy espontáneas, manteniendo la misma textura y sección rítmica que varía solo en la entrada y salida de instrumentos sin necesariamente tener coros, puentes o partes A y B. En mi perspectiva, es un álbum muy cohesivo y maduro con una producción sucia y distorsionada que funciona perfectamente para la banda sonora que quería hacer.

No crees que es hora de dar un paso más en términos de producción?

Podría haber hecho las cosas de manera diferente con este álbum, tenía una propuesta que me ayudó en el estudio a tener una producción más profesional, pero me exigieron que cambiara las canciones para ser más comercial y hacer un video clip para un sencillo avanzado … ¡No jodan, no perderé mi identidad, no necesito esto para pagar facturas y para la comida en la mesa! Y como mencioné muchas veces, MERCIC es un pasatiempo hecho solo por mí (con algunas colaboraciones en el camino), es un escape de un hombre de familia que ama la música y cuyo trabajo desafortunadamente no tiene nada que ver con la música … después de haber dicho que admito que el sonido de MERCIC mejoraría mucho si fuera para un estudio profesional, pero la verdad es que no puedo soportar los costos inherentes solo y esta es solo la pregunta de por qué MERCIC sigue siendo un proyecto de estudio casero. Aún así, estoy completamente sin palabras con las críticas que he obtenido desde el principio, es realmente halagador. El plan que sigue es ir al estudio y hacer las cosas bien y el productor ya ha sido elegido y comentado.

En este momento, está sucediendo todo según tu deseo?

Sí, después de cuatro años en la clandestinidad, era hora de que MERCIC se mostrara a la gente, y la idea no era editar un nuevo álbum en 2020, sino continuar en el escenario y recuperar tanto tiempo perdido sin que nadie lo supiera. quienes somos. Teníamos y seguimos teniendo el “festival de rock de Tondela” programado, pero tuvimos dos actuaciones en Bélgica que, sin embargo, se perdieron con todo esto. Para MERCIC no es fácil abrir las puertas y una cosa en la que nunca pensé fue que los organizadores dijeran que no encajamos en sus carteles debido a que nuestro sonido es tan amplio y no se enfoca en un estilo, así que Creo que esas bandas con las diez canciones de sus álbumes que suenan exactamente igual están mucho mejor posicionadas para salir al escenario, pero ciertamente no será un hecho que me lleve a cambiar nada. En el pasado había una apuesta por la innovación y la originalidad, ahora creo que estamos atrapados escuchando covers, homenajes y las mismas bandas de siempre, pero a quién critico… Si hay una audiencia, es para continuar, pero apuesto a que si hubiera un promotor que solo se enfocara en proyectos más alternativos y originales, funcionaría y fácilmente habría un público fiel a ese lugar.

“Persistencia, insistencia y decencia”, tus palabras para definir qué es Mercic como proyecto musical, sigo pensando que Mercic merece mucho más…y tú?

Honestamente, también creo que MERCIC es un proyecto muy genuino, verdadero y puro, no hay más o menos cosas, o se sienten 100% o van al montón de demos no utilizados y afortunadamente muchos críticos han elogiado que MERCIC haya logré crear un sonido muy propio a pesar de combinar muchas influencias … siempre hay un hilo pero creo que con este álbum llegué al punto máximo que puedo lograr solo. El futuro de MERCIC tendrá que pasar por tener un equipo que ayude en la promoción y que tenga contactos para abrir ciertas puertas.

Hace algún tiempo, mencionaste que te sentías libre, renacido, sin barreras que romper. Pero todo sigue siendo un desafío y a veces hay barreras que bloquean nuestro caminho…

Es divertido mencionar que, porque me encontré pensando exactamente que en la producción del álbum anterior, este proyecto siempre ha funcionado como un escape de sonido para las otras bandas donde estaba, algo simple, separado de todo y sonicamente una orgía de influencias personales, y en 2019 con el retiro de las otras bandas, estaba completamente enfocado en MERCIC y cuando trabajé en “5” pensé que ser súper libre solo por esto sería fantástico, pero me esforcé mucho para que el álbum fuera perfecto, genuino y lleno de sentimiento de que terminé colapsando y tuve que detener el proceso y marcharme durante dos semanas para comprender cómo iba. De ahí la necesidad de hacer algo más simple y más satisfactorio con este nuevo registro. Las barreras más sombrías son querer llevar a MERCIC al escenario y las cosas no fluyen porque no somos fáciles de catalogar en un determinado espectro de sonido donde se esperaba que perteneciéramos o nos insertaran (algo extraño en un momento en que las mentes parecían estar aparentemente más abierto que nunca) …

Solo tendremos espacio este año para grandes eventos, espero estar equivocado, pero cuando todo vuelva a la normalidad, qué piensas hacer para mostrarles a los headbangers nacionales tu trabajo?

MERCIC no produce videoclips promocionales, por lo que subir a tantas etapas (decentes) como sea posible es el único objetivo de MERCIC para promocionarse en 2020 y 2021, así que esto es lo que intentaremos hacer y continuar transmitiendo en la radio que nos ayudan a llegar un poco más lejos.

 


 

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