WOM Random Spot – Japanese Folk Metal

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“New Year, New Life” (yes, we know it’s February already) so there’s nothing better than starting a new spot here in World of Metal. Random Spot is going to be a new biweekly space where we’ll publish “articles” of the random things we find in our daily lives: bands that we find by ourselves and that we think deserve to be publicized. The main difference between this space and the review segment is that here everything is allowed, there won’t be anyone sending us musical samples for us to comment on. Here: we find, we hear, we like and we share. It goes without saying that here the high and mighty have no power, here resides the underground.

So, starting this new environment, I’ll present on of the most random experiences that I’ve been through these last few years (and believe me, these have been the most random of my life). 3 simple words: Japanese Folk Metal, a band that doesn’t need any type of explanations about their nationality or about the type of music they develop.

The first “sniffs” I got from this band came from the announcement of Alestorm regarding their next piratical release which will count with the participation of two of these mad Japanese. I dived deep inside this rabbit hole towards the ends of January and still I find myself here with no intention of leaving it. Formed in 2018, this sextet has already launched a self-titled album that, despite its shorter duration (26 minutes), contains more than a few heroic/epic anthems typical of the folk/power metal style but with the less frequent distinctive trait of Japanese musical styles. This album is an excellent demonstration of the innovative sonority that this band brings to the table; however I don’t find it to be the current maximum exponent of the band’s music – this one, in my opinion, resides in their two most recent releases – Urameshiya /Ninja Utamaro. Urameshiya is a remarkable track that develops itself with addicting sonorities and really felt vocals that end up setting up the more serious side of the band. Epic choruses connected to what I think to be some kind of Japanese ghostly urban myth with an instrumental work that completes every requisite of “metal festival spirit” perfection, be it for partying or for the heavy folk weight! Do you know those times when you listen to a song for the first time and then you find yourself compelled to hear it on repeat for 1 or 2 hours? Well, that’s what happened to me and since then every night I hear it as the last “bang” of the day. The second track, Ninja Utamaro, reveals another face of the band that is that funny side that doesn’t stop offering a good listen and despite it being much more relaxed, becomes as addicting as the more serious songs. As with other ones from this band, this track didn’t convince me from the get-go; however, it became a true acquired taste that rolls around the ironic tone paired with a well-thought instrumental work, always imbued with the Nipponese sonority that by itself it’s hard to single out, but that either way we all can hear it. In short, the band displays two facets: one that is that upfront aggressive folk metal and the other one that is the folk hybrid with a strong use of digital sounds and goofing atmosphere.

That being said, if you’re looking for something different that still has roots on the more traditional styles (be it the folk or the Japanese culture) this band is excellent for you to explore!

Matias Melim


PT

“Novo ano, Nova vida” (sim, sabemos que já é Fevereiro) portanto nada melhor que abrir aqui um novo espaço na World Of Metal. O Random Spot vai ser o espaço quinzenal em que publicaremos “artigos” acerca das coisas aleatórias que encontramos no nosso dia-a-dia: bandas que encontramos por conta própria e que achamos merecerem ser divulgadas.  A forma como este espaço difere das reviews padrão que fazemos está no facto de que aqui vale tudo, não existirá ninguém a nos enviar amostras para comentar. Aqui: encontramos, ouvimos, gostamos e publicamos. Escusado dizer que os grandes e mais que conhecidos não serão aqui falados, isto é underground.

Bem, a estrear este novo espaço apresento uma das experiências mais aleatórias por que passei nos últimos anos (e acreditem que têm sido os mais aleatórios da minha vida).  3 simples palavras: Japanese Folk Metal, uma banda que dispensa esclarecimentos em relação à sua nacionalidade e ao estilo de música que desenvolve.

Os primeiros “cheiros” que tive desta banda vieram do anúncio dos Alestorm acerca do seu próximo lançamento que contará com a participação de dois destes loucos japoneses. Mergulhei neste buraco no fim de Janeiro e ainda aqui me encontro sem qualquer intenção de sair. Formado em 2018, este sexteto já lançou um álbum com o seu próprio nome que, apesar de recair mais para o lado curto (26 minutos), garante uma boa quantidade de hinos épicos típicos do folk/power com o traço distintivo pouco frequente do estilo musical japonês. É uma excelente exposição da sonoridade inovadora que esta banda traz, contudo não corresponde àquilo que considero ser o seu expoente máximo – este, na minha opinião, reside nos seus dois lançamentos mais recentes – Urameshiya / Ninja Utamaro. Urameshiya é uma faixa excelente que se desenvolve com sonoridades viciantes e vocais bastante sentidos  que acabam por recair naquilo que é o lado mais sério da banda. Coros épicos ligados a mitos urbanos asiáticos fantasmagóricos, com um trabalho instrumental que preenche todas as condições de perfeição do espírito festivaleiro metaleiro, seja para a festa seja para o peso folk.  Sabem quando ouvem uma música pela primeira vez e depois não param de a ouvir em repeat durante 1 ou 2 horas? Bem, foi isso que aconteceu comigo, e desde então todos os dias antes de dormir funciona sempre com último bang antes de desligar o sistema. A segunda faixa, Ninja Utamaro, revela a outra faceta da banda que é aquela de estilo de gozo que não deixa proporcionar uma boa audição e que apesar de ser bem mais suave, torna-se igualmente viciante em relação aos tons mais sérios. Tal como outras desta banda, esta faixa começou por não ser do meu agrado; contudo tornou-se um verdadeiro gosto adquirido que se desenvolve sempre com base no espírito irónico conjugado com o instrumental detalhado e bem pensado inbutido de sonoridade nipónica que apesar de ser de difícil de isolamento, todos conseguimos perceber que lá está. Em suma, pode-se dizer que a banda divide-se de duas formas na sua música: por vezes um folk metal particularmente agressivo e por outras um folk híbrido muito apoiado no som digital e menos sério.

Dito isto, se procuram algo diferente que ainda mantenha raízes em estilos tradicionais (seja no folk seja na ancestralidade japonesa) aqui têm uma excelente banda para explorar!

Matias Melim


 

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