WOM Report – Headbanger’s Meet’N’Mosh #1- Skull Fist, Toxikull, Sotz, Shame On You Humans @ Theatro Club, Cacém

A primeira edição do Headbanger’s Meet’N’Mosh prometia, primeiro pelos dois nomes anunciados – Skull Fist e Toxikull – e posteriormente pela o adicionar dos Sotz e os Shame On You Humans. Apesar da hora anunciada para o mesmo ser mais cedo que o habitual no Theatro Club, desde cedo estavam presentes um bom grupo de fãs dedicados aos quais se iria juntar um número mais elevado.

Os preparativos finais para o início das actividades não foram muito morosas apesar de ter começado mais tarde que o previsto. Os Shame On You Humans foram então os primeiros a dar o início ao festim metálico que iria levar-nos até ao dia seguinte. Ainda que a base do som da banda de Sintra seja o punk, não dispensam contornos metálicos fazendo a ponte necessária para as restantes bandas. Som cru e directo, sem grandes complicações, a banda demonstrou grande à vontade em cima do palco e através de temas como “Beast”, “Daily Bread” e “Horror Stone”, foram aquecendo bem o público com uma mistura que é bem explorada e que (aparenta) ter muito mais a puxar. O final foi de grande intensidade com as “Wild As Fuck” e “Atheist”, este último tema que representa o mais recente vídeo da banda. Missão cumprida, queremos vê-los mais em cima dos palcos.

A banda mais extrema do cartaz seria a que se seguia no alinhamento. Os Sotz’ são autênticos animais de palco e esta incursão da banda do Porto a sul de Portugal provou que não só isso mesmo (para quem tinha dúvidas) como sem dúvida que os queremos ver mais vezes. A discografia da banda não é propriamente extensa e por isso podemos ouvir praticamente todos os temas que já editaram, desde o EP “Tzak’ Sotz'” até ao single “Baak'”. Groove e poderio metálico de grande nível – onde teremos que destacar a mestria de Luís Moreira  atrás do kit de bateria e o poder vocal de Dan Vesca. Ainda houve oportunidade para também termos um cheirinho do futuro com “Return of Kukulkan”, tema que será editado no próximo álbum dos Sotz’, com data apontada de lançamento para o início do próximo ano. Muitas boas coisas a caminho de uma banda demolidora.

Para os Toxikull não são necessárias apresentações, certo? Já vimos muitos concertos da banda portuguesa, mas raramente os podemos ouvir com espaço e tempo para passear confortavalmente pela sua discografia. Se os Sotz’ já tinham colocado o pit em fogo, os Toxikull certamente que ajudaram a chama a manter acesa. Todos os  lançamentos da banda tiveram lugar de destaque, com as diversas facetas do seu heavy/speed/thrash metal tradicional a colocarem toda a sala em alvoroço. “Freedom To Kill” deu o mote para uma actuação em cheio da banda de Cascais, onde todos brilharam. Os solos dilacerantes de Michael Blade, a forma como Lex Thunder e Antim the Viking se complementam nas vozes e no ritmo e a base de tudo, Garras na bateria, tudo a resultar na melhor forma possível de tratar o nosso som sagrado.

O público partilhou do nosso entusiasmo e não demorou muito até que entoassem o nome da banda, imediatamente antes da primeira revelação do novo álbum, “Cursed & Punished”, sob a forma de “Killer Night”. Confesso que tínhamos curiosidade sobretudo de ouvir temas novos e não ficámos desiludidos, integrando-se bem no resto do alinhamento. Destaque obviamente para o tema título, que também é o tema escolhido para o mais recente videoclip da banda, registado precisamente no Theatro Club. Para o final ficou reservado a sequência “The Nightraiser” (que Lex dedicou aos fãs e todos os que apoiam a cena estando presentes nos concertos) e “Surrender Or Die” que foi um final bem apropriado para actuação onde um dos principais intervenientes também foi o público com constantes stagedivings e crowdsurfings.

Apesar da barriga cheia de heavy metal ainda faltava os cabeças-de-cartaz, Skull Fist. A banda canadiana já nos tinha visitado este ano no SWR Barroselas, mas esta era a oportunidade de os ver a tocar num ambiente mais intimista e onde eram a principal atracção. E apesar de se pensar que o heavy metal é um género mal amado no underground nacional (e de certa forma, é), também pudemos comprovar que os fãs existem e que o entusiasmo é explosivo. Logo desde o início, com a “Ride The Beast” (do álbum de estreia de 2011, “Head Öf The Pack”), que pudemos tomar o pulso ao que seria a actuação dos canadianos. Não nos enganámos em relação ao seu poder.

Zach Slaughter (guitarrista/vocalista) esteve bastante comunicativo com o público enquanto este parecia uma autêntica esponja pela forma como recolhia a energia e a mandava de volta para o palco – e nesse aspecto nem o vocalista se conteve, chegando a fazer também stage diving e crowdsurfing. A forma como os malhões encheram de vida (ainda mais!) o público é sem dúvida especial e até inesperada para todos os cépticos. O final viria com “Bad For Good” (um dos poucos momentos mais compassados, sem nunca perder o peso de vista) e “Head Öf The Pack” finalizaram a noite – acreditamos que devido a questões horárias (e a banda iria viajar até Espanha para uma actuação no dia seguinte, precisamente com os Toxikull) e não por vontade da banda e até do público. Para os sedentos por mais metal, esteve o mestre António Freitas a dar clássicos atrás de clássicos madrugada adentro. Para a memória ficou uma grande primeira edição e a esperança que mas se sucedam. Temos bandas, temos público, temos sala, temos tudo.

Texto Fernando Ferreira
Fotos Sónia Ferreira
Agradecimentos Amazing Events

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