WOM Report – Polar, Arkdown, Meltdown @ RCA Club, Lisboa – 16.02.20

Foi com algum pesar que a World Of Metal esteve presente, no passado dia 16 de Fevereiro, no RCA Club em Lisboa, para o concerto dos estreantes em palcos nacionais de Polar, Arkdwon e Meltdown, organizado pela promotora Head Up! Shows, que informou que este seria o último show em Portugal, organizado pelos mesmos. Foram, conforme falado na página do Facebook, pelo mentor da promotora, Marcelo Martins, sensivelmente 8 anos de concertos, viagens e muita camaradagem criada com bandas de vários países e de Portugal.  Vai aqui o agradecimento da World of Metal, pela oportunidade de registar e reportar muitos desses concertos e deixar, da minha parte pessoal, como repórter deste último concerto, um grande abraço e um “Até breve”, esperando que um regresso esteja num futuro não muito, muito longínquo. Numa nota pessoal, sei que é difícil levar avante projectos destes, mas peço sempre ao Universo para que pessoas como estes promotores continuem a ter forças, e muitas, para cá continuarem a poder estar, e, trazer-nos concertos com bandas que, de outra forma cá não viriam e para que possamos ter uma variedade de escolha boa e com qualidade.

Dito isto, batiam as 20h30 e a primeira banda a tomar de assalto o palco foram os Meltdown, banda vinda de Espanha e que anda a apresentar o seu último trabalho “From this Day to The Grave” e ainda o single que lançaram, após terem assinado contrato com a Stay Sick Recordings, o “Limits”.  Apesar de a afluência do público não ter dado para encher a casa, os poucos que estavam começaram a fazer a festa e rapidamente se formou um circle pit com malta jovem e bem-disposta. Com o decorrer das apresentações a banda pode demonstrar que são verdadeiramente uns “stage devils” e não paravam um momento quietos em palco.  Apesar da sala a meio, não se fizeram rogados e deram uma performance tão boa quanto a que deram no Ressurrection Fest, eu que o diga, visto que acompanho a evolução desta banda desde há ano e meio e já tive oportunidade de ver muitos vídeos ao vivo deles e garanto que o empenho é o mesmo. Homens humildes, mas com muita garra em mostrar a força que têm e tocar aquilo que considero ser uma abordagem ao metalcore, ao hardcore e com uns laivos de deathcore. A alma da banda é certamente Julien Sarasua ou Sasu, com voz de trovão e que animou o público e que, no final do set nos surpreendeu com a sua versão hardcore do tema dos Linkin Park “One Step Closer”, tendo colocado toda a gente abaixada para fazer o tal de salto de adrenalina que tanto fazem no Core em geral.  Foi o encerramento ideal e bestial para a sua performance, não se cansando de agradecer ao público presente pela força e espírito e ainda ás banda companheiras e ao espaço e promotor.

Chegava altura para que entrassem em palco os Arkdown, que vêm da vizinha Inglaterra e que trazem consigo uma sonoridade mais pesada e negra. A banda, conhecida nas terras de Sua Majestade como os “Steel City Riff Beasts”, trazem consigo uma carga energética e técnica, que se encontra imbuída em algo influenciado pelo metalcore e o deathcore, mas com um “super punch” de guitarra, dado que dispensaram o elemento do baixo. Extremamente técnicos, Dyson e Walker deram um show de riffs e solos de guitarra que fizeram as delícias dos presentes. A malta não parava de pular e moshar, eram poucos, mas bons!! Um set um tanto ou quanto curto, com distinção para o mais recente trabalho, o single “Miasmic” em que se destacam imenso os “growls” de Kyle, o vocalista, estupendamente uma besta em palco, com uma voz de arrasar, que deixou a malta mesmo rendida e que pedia vezes sem conta que o pessoal fizesse circle pit à grande e à francesa. Não existiu um momento calmo e a banda demonstrou como se deve manter o profissionalismo, mesmo que o público seja escasso, fazendo um brilharete e acredito que todos ali presentes estarão em peso num concerto em que a banda cá volte. Arrasaram, tocaram e berraram como se não houvesse amanhã. Despediram-se com mil agradecimentos aos presentes, ao espaço e ao promotor. Só tenho a dizer… voltem rápido!!!!
 
Altura para finalizarmos uma noite que se provou ser bastante divertida, dado que a malta presente era bastante jovem e, como de normal, a irreverência da juventude faz com que qualquer ambiente seja de alegria, gritos e muita boa disposição. Entraram então em acção os também britânicos Polar , banda que dispara um hardcore do pesado e com uma batida poderosa e que se encontram a apresentar o seu último trabalho, o álbum “NOVA”, saído o ano passado. Já com a malta ao rubro, vindo de um set de temas brutais, os Polar arrancaram o resto das forças a quem ali estava e se eram poucos? Pareciam muitos! Não consigo deixar de sorrir, porque até eu fui para o mosh, tal era a alegria que reinava pela sala. Pura diversão e amor à música foi o que senti ali. Não sei se foi porque a malta presente achou que tinha que dignificar o nome de Portugal, mas deram de tudo. A banda em palco ficou surpreendida com a carga de energia vinda dos rapazes e raparigas presentes que até eles se juntaram à festa. Woodford, o vocalista, saltava de um lado para o outro, parecia um leão enjaulado e vinha vezes sem conta junto ao público cantar refrões e dar o micro a quem desejasse berrar para ele. E a malta pulava, empurrava e gritava todas as letras, por mais que uma vez e ora, não era para mais, eram eles os cabeça de cartaz, claro. Até se fez um mini muro da morte (“Wall of Death”).
E a malta estaria ali para poder partilhar da emoção de ver ao vivo uma grande banda que, por sejam elas quais as circunstâncias, mereciam aquela casa cheia para os ver. Correram temas como “Maere”, “Drive” e “Brother” e ainda deram uns toques por trabalho mais antigo os álbuns “No Cure No Savior” e “Shadowed by Vultures”. Infelizmente a banda terminou o set e lamentou, mas não haveria encore, despediram-se com os normais agradecimentos ao público, ao local e ao promotor e às bandas que os acompanharam e saíram de palco, mas gentilmente ainda tiveram tempo para vir falar com o pessoal e cumprimentar todos aqueles que quiseram tirar umas fotos de recordação com eles. Um final de noite feliz.
Deixamos aqui somente um especial abraço ao João Correia dos The Year, banda que era para estar também presente, mas que, por motivos de força maior, relacionados com a sua saúde, não pode comparecer e banda também não. Aqui da World Of Metal desejamos uma rápida recuperação e que em breve nos cruzemos pelos palcos em um qualquer concerto. Agradecimentos também à Head Up! Shows pela oportunidade de estarmos presentes num momento, que ele próprio se tornará também história, e que seja sempre contado que o encerramento desta jornada foi terminado num ambiente de alegria e diversão e não de tristeza ou resignação. Um até breve!
Texto e fotos por Sabena Costa
Agradecimentos Head Up! Shows

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