WOM Report – Revocation, Archspire, Soreption, Rivers Of Nihil @ Hard Club, Porto – 12.12.18

A SWR continua a apostar no tecnicismo e desta vez trouxe-nos a tour The Outer Ones Global Invasion, com mais três nomes “grandes” além de Revocation.

O primeiro deles a subir ao palco, cumprindo pontualmente o horário, foi Rivers Of Nihil, apresentando também eles o seu novo trabalho (“Where Owls Know My Name”). Claro que com pouco mais de meia hora para tocar torna-se algo complicado fazer uma apresentação como o álbum merece, mas os três temas escolhidos para fazê-lo – “The Silent Life”, “A Home” e “Death Is Real” – convenceram quem ainda não conhecia e satisfez quem já apreciava. Sim, gostava de ter ouvido o tema que lhe dá título, mas ainda assim foi uma boa escolha. No final, regressaram a “The Conscious Seed Of Light”, com “Soil & Seed”.

Reza a lenda que a fraca luz que iluminou a sua actuação foi imposta pela banda; o porquê de tal escuridão ter-se prolongado, e até agravado, durante o concerto de Soreption já me ultrapassa. Quer dizer, a sonoridade dos suecos foi, de facto, a mais sombria da noite – poderá ser por aí… ”Monument Of The End” foi editado em Agosto e também foram três os temas que o promoveram, incluindo “The Anti-Present”, o single/vídeo mais recente; preferiram utilizar os restantes minutos que a segunda slot do cartaz oferece com os trabalhos anteriores, começando logo com “Reveal The Unseen” de “Engineering The Void” e finalizando com “March Of The Tyrants” de “Deterioration Of Minds”.

Não menos intensos mas definitivamente com mais vitalidade foram os Archspire. Esta não é uma co-headlining tour mas bem que podia ser, dada o número de pessoas movidas mais pelos canadianos do que pelos cabeças de cartaz. Entre piadas secas – que Oli Peters admitiu saber que não tinham graça nenhuma mas não sabia o que mais nos dizer, além de agradecer a nossa presença – “Relentless Mutation” foi o álbum que teve mais destaque enquanto que o feedback do público foi de um entusiasmo constante, tanto nesses como nos demais temas. Quando demos por ela, já estavam a tocar a última (“Remote Tumour Seeker”). Soube a pouco, muito pouco.

Estavámos todos tão “acesos” com o que tínhamos visto – a língua inglesa tem razão em usar o termo “warm-up act” para as bandas de abertura – que a troca de material em palco para a actuação dos Revocation pareceu interminável; olhando para o relógio, contudo, estava tudo a correr como previsto. Uns – parte dos fãs de Archspire que referi – recuaram algumas filas, mas muitos – os fãs mais aguerridos de Revocation – entupiram a linha da frente. E assim que “The Outer Ones” começou a fazer-se ouvir, acho que não é exagerado falar em “delírio”. David Davidson não é homem de muitas palavras, pouco ou nada mais proferindo do que a apresentação de alguns temas, mas a música – interpretação incluída – teceu toda a empatia necessária para fazer daquele um tremendo concerto. E depois de “Witch Trials”, ultrapassado o desconsolo de que algo tão bom tinha chegado ao fim, não vi ninguém sem um sorriso de satisfação na cara.

Texto e fotos por Renata Lino
Agradecimentos SWR Inc. Sonic Events


 

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