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WOM Report – River Stone Fest X @ Rio de Moinhos, Penafiel – 19.09.26

A melhor maneira de passar o último sábado do verão foi com a décima iteração do River Stone Fest. Dos meus favoritos e previamente conhecido pelos fardos de palha desfeitos no mosh, que lhe dava um je ne sais quoi único. Devido a queixas de algumas bandas e público, infelizmente já não o fazem, mas o que pouparam na palha, investiram nas bandas, mas espero que repensem a decisão. Do Porto até Rio de Moinhos faz-se um belo passeio pela N108, pela marginal do Douro com vista deslumbrante até Entre-os-Rios, onde o Tâmega desagua perto do festival. O festival abriu às 15h30 para um belo dia de sol mas não excessivamente quente, o recinto foi enchendo progressivamente. A comida e bebida disponível é toda da organização que faz um excelente trabalho, o habitual incluindo bifanas, hambúrgueres (carne e vegetariano). O merch tem uma nova t-shirt do 10.º aniversário, as bancas das bandas, uma grande bancada de CDs do Bunker Store.

Mesmo sem palha à vista, os Debunker do Porto subiram ao palco com força de cavalo. Apesar de thrash, era muito groovy feliz em vez de zangado. O vocalista andava a correr de um lado para o outro e conseguiu incitar um pequeno mosh ao pequeno público que ia no primeiro fino.

Seguiram-se os Against Them All do Algarve para o seu primeiro concerto no Norte. Introduzidos com o tema de entrada do John Cena, uma boa representação, pleno hardcore. A certa altura pensei que tinha avariado o microfone, mas afinal foi “apenas” o vocalista que  tinha cortado a testa com uma cabeçada no microfone, riu-se, e continuou a cantar como se nada fosse. Dobraram a energia e puseram o público a mexer, especialmente no fecho com “Violência Doméstica”. 

The Ominous Circle do Porto subiram ao palco encapuzados de negro.  Mantendo a mesma opinião que tive sobre os Gnosis no Milagre, black metal à luz do dia perde metade da cena. Sem qualquer adereço, decoração de palco ou expressão facial, é um pouco monótono de assistir. No entrando, a qualidade de música foi excelente, e as power poses do vocalista deram umas boas fotos.

Os Godark, locais, substituíram o cancelamento dos  Sunborn, e tiveram uma excelente recepção como esperado. Tiveram alguns problemas com as backing tracks nos primeiros temas mas foi resolvido sem grande dano. Entrando num alinhamento maid death e melódico, com as três guitarras a acompanhar o pôr do sol, restauraram a energia e preparam todos para o auge da noite. 

Já de noite, os Shores of Null, de Roma, estrearam-se em Portugal com mais melancolia e menos agressividade. A voz do Davide Straccione faz uma excelente alternação entre limpos e guturais que passam emoção profunda. Tocaram Homesick do novo Homesick, que sai a 16 de Outubro, disseram esperar voltar a Portugal. A única coisa que faltava, era mesmo os fardos de palha do costume, que proporcionariam outro nível de diversão.

Os Wolfheart, sem dúvida finlandeses, parecem regressar a Portugal a cada dois anos, anteriormente no Lauros 24 e Milagre 22, onde instigaram um crowd surfing inesquecível no largo dos bombeiros. Tocaram um excelente set, desde o novo ao velho, sem qualquer falha. Brutal é a melhor descrição, e para mim o melhor concerto da noite, similarmente aos Insomnium no Milagre Metaleiro.

Também em estreia, os Der Weg Einer Freiheit tocaram a uma hora que se proporciona mais ao black metal intenso atmosférico. Tocaram maioritariamente o último álbum, “Innerm”, inclusive com throat para a Eos, que foi impressionante. Para alguns talvez a melhor performance, a minha despreferencia poderá ser porque ja os tinha visto no Incineration.

Estava muito ansioso por rever os Capela Mortuária, de Braga. Uma explosão de energia para fechar a noite, como fizeram na abertura de domingo no Milagre Metaleiro. O thrash agressivo juntamente com a atuação excêntrica e bem disposta do JC deu aso a mais algum moshing, e havendo palha, até me juntaria para celebrar o excelente concerto e gritar a letra, Confesso que àquela hora já só pensava em voltar para casa.

Texto e Fotos por Luís Balsa (Moshografia)
Agradecimentos River Stone Fest


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