WOM Reviews – Arcada / Satyrus / Ethir Anduin / Khemmis / Arcana 13 / Aetherius Obscuritas / Curse The Son / Black Falcon

WOM Reviews - Satyrus / Ethir Anduin / Khemmis / Arcana 13 / Geezer / Aetherius Obscuritas / Curse The Son / Black Falcon

Satyrus – “Rites”

2020 – Edição de Autor

Nem sempre conseguimos chegar a todo o lado e é difícil definir prioridades quando a maior parte das promos que recebemos são de bandas desconhecidas. Como os Satyrus. E não se tratam de bandas desconhcidas por nos terem passado ao lado (o que é fácil acontecer) mas sobretudo por se tratarem de álbuns de estreia. “Rites” é assim a estreia dos italianos Satyrus e ainda bem que não nos passaram ao lado porque este álbum é portento de poder doom. Encaixa-se perfeitamente no estilo mas depois apresenta uma vitalidade e umas rasteiras matreiras que nos fazem olhar para eles com outros olhos. Doom com tomates é uma descrição parva, mas é isso que nos surge em mente em apenas cinco temas.

9/10
Fernando Ferreira

Ethir Anduin – “Pathway To Eternity. The Agony”

2020 – GrimmDistribution

Apesar dos Ethir Anduin serem uma banda bastante activa (oitavo álbum de originais desde o primeiro em 2011), tenho que confessar a minha ignorância a respeito da sua existência. Este duo acaba por ser uma excelente surpresa pela junção magnífica entre o black metal e o doom, sem ser algo que seja propriamente depressive black metal (uma confusão que de vez em quando se faz). Até o doom e black metal acabam por ser redutores, porque este trabalho acaba por ser bem mais expansivo para além desses dois géneros. A coisa resulta. Resulta bastante bem, com os temas a trazerem-nos desespero mas também uma sensação de estranheza que não é fácil conciliar. De forma a que seja catchy. Em composições longas, algumas vezes com mais de dez minutos. Demora a absorver, é certo, mas vale a pena o esforço.

9/10
Fernando Ferreira

Khemis – “Doomed Heavy Metal”

2020 – Nuclear Blast

“Desolation” foi uma boa apresentação para os fãs de heavy doom metal (apresentação para um público mais alargado já que apesar de ser o terceiro álbum, foi o primeiro editado pela Nuclear Blast) e dois anos depois, está aqui este EP para matar saudades e para manter a coisa viva – principalmente quando o mundo está quasae todo fechado em casa. Começa logo em grande com uma cover fantástica da “Rainbow In The Dark” do Dio (numa altura em que se passam dez anos desde o seu desaparecimento) e depois com outra “A Conversation With Death” (original de Lloyd Chandler), não tão imediata (e já antes disponibilizada no split com os Spirit Adrift). Temos ainda uma nova, “Empty Throne”, o único tema original deste lote e o resto são temas ao vivo. Três, um para cada álbum. Mesmo sendo “apenas” um EP, vai agradar a todos os que são fãs da banda e até é uma forma de capturar novos e potenciais fãs, com os temas ao vivo a resultarem particularmente bem.

9/10
Fernando Ferreira

Arcana 13 – “Black Death”

2020 – Aural Music

Os Arcana 13 a mostrar que estão vivos, após uma ausência de sinais de existência. Voltam com este single, um single à antiga, onde temos o tema (malhão!) “Black Death” e ainda uma cover movida a combustível doom com aditivos, mais concretamente “Wrathchild” dos Iron Maiden. Os dois temas são magistrais e parece que até foram criados pela mesma banda – resulta tão bem esta roupagem mais lenta, o riff até parece que fica mais poderoso. Bem vindos de volta pessoal, agora mais, se faz favor.

9/10
Fernando Ferreira

Geezer – “Groovy”

2020 – Heavy Psych Sounds

“Groovy”. Até parece que há sorriso malicioso ao dizer o título do quarto álbum dos Geezer e não é por nos fazer lembrar Duke Nukem (que por sua vez retirou inspiração ao Ash da série Evil Dead). É mesmo por sabermos ao que se refere este “groovy”. A uma sonoridade relaxada, meio tripante e com muuuito groove. Fuzz e blues que nos dão a sensação de estarmos a navegar na Via Láctea com uma carripana Ford a levantar poeira cósmica para os olhos daqueles que estão atrás de nós. Talvez o sentido letárgico esteja demasiado exacerbado aqui – a cada audição, o efeito no corpo (e na cabeça) é como se andássemos a respirar fumos medicinais dr. Cannabirus. Mas para os experts desta sensação, aposto que até já esfregam as mãos de contente.

8/10
Fernando Ferreira

Aetherius Obscuritas – “Mártir”

2020 – GrimmDistribution

Como já tive oportunidade de dizer, sou (somos!) sortudos por termos este trabalho que nos permite conhecer música que nos chega de todos os cantos do mundo. Pensar que quando iniciei o caminho da maravilhosa descoberta da música pesada que seria impossível isso acontecer e que pérolas como este “Mártir” dos húngaros pudessem passar despercebidas, até faz doer a alma. O duo traz-nos mais uma dose do seu black metal cru e levemente melódico – com os riffs de tremolo picking a soarem bem catchy. A mistura não é exactamente harmoniosa, com a voz a abafar um bocado (um bocadinho de nada) o instrumental – nada que comprometa o resultado final todavia. É um daqueles álbuns que sabemos ter defeitos mas que mesmo assim não deixamos de gostar.

8/10 
Fernando Ferreira

Curse The Son – “Excruciation”

2020 – Ripple Music

Em tempos de calor abrasador, talvez a última coisa que se precisasse fosse um ábum dos Curse The Son para acentuar ainda mais o efeito de extrema moleza que se abate. Ou então, por uma outra perspectiva, talvez seja mesmo o que saiba bem, de forma melhor a suportar o as altas temperaturas – acentuadas por estarmos confinados em casa e sem ar condicionado. Algures entre o heavy doom tradicional e o stoner, o groove aqui presente é difícil de interiorizar – principalmente para quem começa a ficar endrominado com a toada paquidérmica mas isto também não é para fracos, recomendado apenas para quem tem o fumo a correr nas veias.

8/10
Fernando Ferreira

Black Falcon – “Ego Mortem Machina”

2020 – Morning Star Heathens Music Group

Os Black Falcon andam entre aquele espírito gingão do stoner e o músculo do som mais groove (a lembrar de certa forma uns Godsmack) e esta mistura é bem agradável, ou melhor até seria mais se o som não fosse desequilibrado. Não sabemos se o problema é da promo que recebemos ou se o som é mesmo assim, mas parece-nos que os médios estão algo desequilibrados e a bateria relegada para um segundo plano. Vamos dar esse benefício da dúvida porque a música assim o exige. Curiosidade para conferir melhor o seu som.

7/10
Fernando Ferreira

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.