WOM Reviews – Black Star Riders / Atlantean Kodex / Capricorn / Dead Kosmonaut / Gone Rogue / Page 38 / Pop Mach!ne / Strangers Know More

WOM Reviews - Black Star Riders / Atlantean Kodex / Capricorn / Dead Kosmonaut / Gone Rogue / Page 38 / Pop Mach!ne / Strangers Know More

Black Star Riders – “Another State Of Grace”

2019 – Nuclear Blast

Quarto álbum dos irlandeses que apesar de mudarem de nome continuam a ser uma homenagem aos Thin Lizzy, quer em espírito, quer na própria música que fazem. Aqueles trejeitos das guitarras com melodias folk celta continua presentes aqui – e nem é preciso mergulhar muito no álbum para se ter essa noção, basta logo o tema-título e a “Ain’t The End Of The World” no início pra se ficar com essa noção. No entanto, é a voz de Ricky Warwick que mais associação nos faz aos tempos idos da era de Phil Lynott. De qualquer forma, e concentrando-nos na música em si, temos aqui uma bela colecção de temas hard rock clássico (como quem diz, intemporal) que poderá muito bem ser a mais forte da carreira da banda. Há mais uma mão cheia (muito mais) para que a banda transporte para cima dos palcos.

Nota: 8.5/10
Review por Fernando Ferreira

Atlantean Kodex – “The Course Of Empire”

2019 – Ván Records

Fantástico trabalho dos Atlantean Kodex, como não poderia deixar de ser. Era essa a nossa expectativa e não desiludiram. O seu heavy metal épico está melhor que nunca e esta banda prova que continua a ser subvalorizada de forma criminosa. Com temas longos ao longo de uma hora, poderia ser a receita para ficarmos a dormir em pouco tempo, no entanto a banda consegue apresentar não só os elementos necessários (riffs, solos, melodias vocais) para ter grande canções como também concretizar as mesmas através de uma abordagem que já não seu usa hoje em dia, nestes tempos onde a atenção do ouvinte é inferior à de um peixe dourado. Um álbum à antiga não significa um trabalho datado. Não, este é um heavy metal que se enquadra perfeitamente no que é o estilo em 2019.

Nota 9/10
Review por Fernando Ferreira

Capricorn – “Soul Engine”

2019 – Can You Smell It Records

Os suecos fazem a sua estreia com “Soul Engine”. São nove faixas demonstrativas de um rock bem intenso, moderno e capaz de ir ombro a ombro com qualquer lançamento dentro do género. “Wild Heart Angels” consegue dar-nos as boas vindas de forma cativante, com bons riffs, e a passagem para a faixa seguinte continua a levar-nos por um caminho rico musicalmente, cheio de bons ritmos e malhas fortes! É um disco cheio de alma, coerente e não é mais um na cena como já referi inicialmente, pois há por aqui muito potencial para catapultar a banda para a ribalta, assim a sorte lhes sorria!

Nota: 9/10
Review por Miguel Correia

Dead Kosmonaut – “Rekviem”

2019 – High Roller Records

São suecos e apresentam um Ep muito variado com a particularidade de o ser de forma simples em 4 faixas! Tiveram um primeiro lançamento reconhecido muito positivamente pela critica da especialidade e agora dão mais um passo em busca de cimentar a sua afirmação. “Frozen In Time” abre de forma ritmada, com bons riffs e a voz de Pelle já começa aqui a fazer a diferença, preenchendo de forma brilhante a estrutura musical criada. Depois temos “House Of Leads Nobody’s Home”, mas compassada num ritmo mais atmosférico e que nos leva numa viagem até tranquila até “Skyhooks And Sound Mirrors” que agita a coisa novamente e o fecho é feito com “Rekviem”, 10 minutos de duração que nos arrastam de forma positiva em cada cadência ouvida…yeah convence!

Nota 9/10
Review por Miguel Correia

Gone Rogue – “Resolve”

2019 – Gone Rogue Records

Noruegueses com um som rockeiro muito contemporâneo… “Resolve” não é brilhante, mas, faz bem o seu papel para uma banda que pretende demonstrar as suas qualidades técnicas, de forma coerente e sólida. Há um sempre um senão, por vezes são por demais sentidas as influências e as vibrações e a tentativa, se é que houve, de fugir a elas não é totalmente conseguida e acabo afirmando, que pelo que nos é dado a ouvir em “Resolve” o futuro poderá ser brilhante para os Gone Rogue, mas tentem deixar a vossa marca nas composições.

Nota: 8/10
Review por Miguel Correia

Page 38 – “Burning The Midnight Oil”

2019 – Edição de Autor

Yeah, poderoso rock’n’roll!! Este Ep é o terceiro lançamento dos canadianos Page 38 e serviu para a minha primeira introdução à banda. Acreditem que fiquei agradavelmente surpreendido com este trabalho e vou tentar chegar ao restante material deles para fazer a minha comparação, mas para já ”Burning The Midnight Oil” é um “must” na coleção de verdadeiros apreciadores de rock’n’roll. Não há por aqui qualquer tipo de distração: riffs curtos e pesados, solos que se enquadram perfeitamente sem grandes polimentos e a voz de Hubbard é a cereja no topo do bolo. E é isto a essência pura e dura que tanto nos prende do rock!

Nota 10/10
Review por Miguel Correia

Pop Mach!ne – “Pop Mach!ne”

2019 – Dark Essence Records

Confesso que fiquei algo de pé atrás com o nome…não é que não goste de algumas coisas produzidas ao nível do pop, mas o que seria de esperar com esta review? Pois, não quero dizer que isso possa sequer ter influenciado a audição, mas a apresentação da banda oriunda do Canadá, “Self Titled” não é algo de surpreendente e fico a pensar o que seria de esperar mesmo? Há uma linha rock muito interessante, mas na minha opinião falta rudeza, soar mais áspero e brutal… eu vejo o som assim! Talvez precise de uma segunda oportunidade, mas não tenho o tempo suficiente para tal.

Nota: 7.5/10
Review por Miguel Correia

Strangers Know More – “In The Eye Of The Beholder”

2019 – Edição de Autor

Chris Ame é a mente por detrás deste projeto que vai no seu terceiro lançamento, onde as linhas musicais, amadurecidas em muitos anos, estão pautadas em ritmos de rock e blue inspiradas por nomes como Bob Dylan, Fleetwood Mac e Dire Straits. “Only One” e “Chase The Lightning” são as músicas que mais impressionam. Nas palavras de Chris, “as músicas devem pintar quadros em sua própria mente, sem que o escritor as pinte demais” e não posso estar mais de acordo, pois senti neste disco essa fluidez, mas sinto que ainda assim os traços precisam de ser mais fortes. Pode ser que numa próxima oportunidade o meu reencontro com os Strangers Know More possa ser mais inspirador.

Nota 9/10
Review por Miguel Correia

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