WOM Reviews – Bulb / Kenziner / Legacy Pilots / Ihsahn / Damiano Biasutto / FROST* / The Tangent / Tim Bowness

WOM Reviews - Bulb / Kenziner / Legacy Pilots / Ihsahn / Damiano Biasutto / FROST* / The Tangent / Tim Bowness

Bulb – “Archives: Volume 5”

2020 – InsideOut Music

Mais um volume dos arquivos (tivemos um salto, eu sei, mas estamos a fazer conforme as promos nos chegam, deverá ser algum truque de promoção revolucionário) de Misha Mansoor, guitarrista dos Periphery. Confesso que este volume é sem dúvida o melhor até agora. Os temas inserem-se mais na vertente shredder mas não dispensam aquele tom moderno que é próprio do músico, sempre numa toada prog. Facilmente nos deixamos levar por este álbum e até o ouvimos inúmeras vezes, sendo facilmente o melhor até agora – ainda faltam alguns. Não sendo especialmente fã dos Periphery, este trabalho até faz com que tenha vontade que isso mude.

9/10
Fernando Ferreira

Kenziner – “Phoenix”

2020 – Pure Steel Records

Tento sempre fugir a um padrão de review, mas quando a banda é nova para mim ou o possar ser para a maioria dos nossos leitores, volto aquilo que é a norma, como é o caso. Os Kenziner, são da Finlândia e também eles fogem ao padrão da cena, trazendo um som neoclássico, como eles dizem, progressivo e cheio de power! Bem, se eles o dizem, quem sou eu para discordar? Aqui ou ali a coisa descamba positivamente para algo mais melódico, roçando a perfeição. O uso pesado de teclados dá-lhes uma textura distintamente diferente, fazendo deste disco algo que soa como um renascer das cinzas como a própria fénix, talvez pelo facto da própria banda ter ganho outro fólego em 2012… talvez! O que mais posso dizer é que gostei imenso desta proposta, convenceu-me e ficou mais um nome na minha lista de “nomes a seguir”! Fantástico!

10/10
Miguel Correia

Legacy Pilots – “Aviation”

2020 – Laterne

Clássico, rock progressivo clássico. É o que soa desde o início, desde a fantástica faixa instrumental “The Squad Is Back” até à final “An Adventurous Journey”. É um álbum que se ouve muito bem e de certa forma nos relaxa. Os mais fãs do estilo poderão reconhecer alguns tiques daquilo que o estilo nos tem vindo a apresentar desde a década noventa mas há uma identidade sólida que está firmada. As melodias vocais são sem dúvida o grande ponto de atracção, mesmo sendo instrumentalmente um álbum soberbo. Como disse no início, simplesmente, clássico.

9/10
Fernando Ferreira

Ihsahn – “Pharos”

2020 – Candlelight Records

Segundo EP do mestre Ihsahn lançado em 2020. “Pharos segue a mesma linha condutora de “Telemark” editado meses atrás. Trata-se de um EP onde temos três temas originais e ainda duas covers. Os originais trazem-nos aquele feeling melancólico depressivo que já é catacterístico do músico, mas que também têm o seu quê de grandioso. Tal como em “Telemark” não acredito que seja um indicativo que vem aí no futuro, mas são bons temas sobretudo o tema-título, grandioso. Quanto às covers temos um já expectável “Roads” dos Portishead (mais cedo ou mais tarde teria de ser) e uma inesperada “Manhattan Skyline” dos A-Ha. Ambas resultam muito bem e são um complemento fantástico. Nem é preciso dizer que os fãs não vão querer perder isto.

8/10
Fernando Ferreira

Damiano Biasutto – “Dangerous Railway”

2020 – Edição de Autor

Admito que a capa seja um bocado manhosa. Aviso já que não faz justiça ao álbum que é. Damiano Biasuto é um multi-instrumentista de enorme talento e “Dangerous Railway” é o segundo álbum de originais onde destila heavy metal à boa maneira shredder. Não encerra grandes mistérios e nem é suposto que isso seja um objectivo. Não nos parece que existam planos de enganar quem quer que seja. Pelo lado menos positivo, pode-se argumentar que é difícil destes temas ficarem na memória, algo que até acontece. A contrapor temos o puro auditivo de ouvir a guitarra a passear pelo seu domínio ao longo de sete temas originais e até numa surpreendente cover da “Hearts On Fire” dos Hammerfall. Resta apenas dizer que os temas são todos instrumentais (cover incluída, com a guitarra a fazer as linhas vocais).

8.5/10
Fernando Ferreira

FROST* - “Others”

2020 – InsideOut Music

Surpreendente EP. Admito que as sonoridadades electrónicas e os arranjos modernos ao início me despistaram um pouco. Não é que seja tipo de cisa que não entre por aqui mas simplesmente não esperar. Depois disso, e de igual forma surpreendente, os temas começam a falar mais alto, com melodias que se revelam bastante virais. Espalham-se e memorizam-se com uma facilidade impressionante. Estes seis temas converteram-me, sem dúvida.

8/10 
Fernando Ferreira

The Tangent – “Auto Reconnaissance”

2020 – InsideOut Music

The Tangent já nos habituou a esperar o inesperado. Mesmo depois de um álbum como “Proxy”. “Auto Reconnaissance” é um desafio irónico, logo a começar pelo título. O auto-reconhecimento de algo que se assume quase como abstracto não deixa de ser irónico. Este álbum assume-se como mais ambicioso, mais experimental e, porque não dizê-lo sem problemas, muito mais esquisito. Não de uma forma negativa. É apenas invulgar. A forma como vai buscar o vintage da década de setenta, com a de oitenta e depois meta para lá uns elementos electrónicos mais actuais (muito subtis) e tem sempre uma presença jazzística. O épico “Jinxed In New Jersey” é o exempo perfeito, até da ironia nas letras. Apesar de não ser um trabalho imediato, a excelência que lhes é reconhecida continua em alta. Apenas pede um pouco mais de habituação.

8/10
Fernando Ferreira

Tim Bowness – “Late Night Laments”

2020 – InsideOut Music

Este é o álbum difícil mais fácil de ouvir. Ou vice-versa. A ideia é o paradoxo. Temos um conjunto de temas que nos convidam para uma bela sesta. Eu sei, isto soa mal. Digo isto com todo o respeito, mas as imagens que nos surgem são aquela de um bar cheio de fumo, em que se vai beber para esquecer, num canto qualquer de uma cidade cinematográfica. Aliás, o próprio título do álbum vai nesse sentido. Apesar de termos vários vocalistas a colaborar com Bowness (para quem não sabe, ele próprio vocalista de Steve Wilson. Levemente depressivo mas ainda easy listening, não é fácil reter o que se passa aqui – embora o sentimento, esse, seja de fácil memorização – mas sem dúvida é fácilo nos deixarmos ir.

7/10
Fernando Ferreira

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