WOM Reviews – Dangerous Project / Wallop / Macbeth / Airforce / Lutharo / Dark Passage / Possessed Steel / Mystical Temple

WOM Reviews - Dangerous Project / Wallop / Macbeth / Airforce / Lutharo / Dark Passage / Possessed Steel / Mystical Temple

Dangerous Project – “Cosmic Vision”

2020 – Shaded Moon Entertainment

Que abertura fantástica tem este disco! “Evil Strike” atinge-nos de uma forma única e ficamos logo ansiosos por ouvir mais e mais… Do Perú chegam-nos os Dangerous Project e o seu heavy neoclássico, cheio de garra, energia e alma! Por vezes, tenho de confessar, há expectativas para ouvir sempre um ou outro álbum e neste caso sendo um estilo que aprecio bastante, estava com muita vontade de chegar a ele e ver o que tinha para dar.

Acreditem, que “Cosmic Vision” é um daqueles disco que traz muito á cena, uma lufada de ar fresco que nos dá vontade d ouvir vezes sem conta, para além dos adjetivos já utlizados, sinto muita dinâmica e alegria em cada música. Parabéns para a banda, pois tem um álbum de estreia de muita qualidade, bem polido, com riffs e solos daqueles matadores e de fazer levantar plateias!

10/10
Miguel Correia

Wallop – “Alps On Fire”

2020 – Pure Steel Records

Devo dizer que o meu sentido de cepticismo estava a mil quando peguei neste “Alps On Fire” por parte dos Wallop. Primeiro porque é o segundo álbum após a estreia de 1985. Exacto, os alemães Wallop encerram funções em 1987 e voltaram em 2018. Nem sempre estes regressos são dignos de nota. Tenho que comer as minhas palavras porque Alps On Fire é um heavy metal bem raçudo e cheio de gás. Poderá ser algo datado mas é esse também o seu charme. Tem até alguns momentos em que faz lembrar os Raven nos seus primeiros álbuns. Bom groove metálico, boas malhas, e bem dinâmicas, esta será para mim, e até agora, a surpresa de 2020 no heavy metal.

9/10
Fernando Ferreira

Macbeth – “Gedankenwächter”

2020 – Massacre Records

Ás vezes dá aquelas saudades de voltar atrás, aos tempos em que o clássico era rei. Bom, é com muito agrado que o o estilo mais clássico de Heavy Metal ainda vive! E o álbum Gedankenwächter, de 2020, (e dou graças ao copy-paste aqui) dos Macbeth, banda germânica com longa história. O som do álbum é do destilado mais puro do Heavy. A voz do vocalista, Oliver Hippauf, relembra-me outra grande banda de renome, o que me aqueceu o coração. O facto de cantarem em alemão para mim só me ajuda a apreciar ainda mais o som. O álbum começa com Fridenstaube, com um começo calminho, mas é só para enganar os distraídos, assim que a musica arranca a sério… mas é o começo da “Krieger” que me fez apaixonar pelo som. Aqueles acordes graves são do “creme de la creme”, e o álbum continua forte, com rapidez, não desapontando consoante se avança. “Wolfskinder” tem uma batida espetacular e o refrão é catchy, mesmo para quem não fala uma palavra de alemão. “Hexenhammer” toca de leve, levemente na sonoridade Doom, e acalma um bocado o álbum, sem perder a força ou o ímpeto. A musica tema “Gedankenwächter” é uma pérola ali no meio dos diamantes brutos, e fica simplesmente perfeita. Resumindo, não há um minuto de descanso desde que se coloca “Gedankenwächter” a tocar. E vindo na altura do ano que veio (27 de Março), há que agradecer ainda mais que a força do Metal se tenha erguido para animar a malta no ano fatídico de 2020!

8/10
Filipa Nunes

Airforce – “Strike Hard”

2020 – Pitch Black Records

Yeah! Acreditem que apesar de não apreciar a produção, curti imenso este disco! Os ingleses Airforce tem aqui um disco daquele heavy metal, muito old school, do princípio ao fim e acho que a magia de “Strike Hard”, está na forma como certamente foi encarado e assumido pela banda. Tudo a soar muito cru, mas cheio de intensidade. A banda foi formada originalmente em 1986 por Tony Hatton (baixo), Chop Pitman (guitarra) e o baterista Doug Sampson, conhecido pela sua passagem pelos Maiden. “Strike Hard” também apresenta participações especiais, de Paul Di ‘Anno e Ivan Giannini (Vision Divine). Long live heavy metal!

10/10
Miguel Correia

Lutharo – “Wings of Agony”

2020 – Edição de Autor

Este é um daqueles pouco ortodoxos em termos de género. Formados em 2014, os Lutharo são uma banda canadiana que até a data não lançou álbuns, apenas EP’s. Esta review direciona-se ao seu mais recente lançamento, Wings of Agony, composto por 5 faixas e com uma duração de cerca de 25 minutos. O estilo da banda neste trabalho é um difícil de enquadrar de forma estrita; é um EP que mistura sonoridade power (de estilo épico), elementos de heavy metal e por vezes as vocalizações que esbarram no death, pelo menos no que diz respeito ao vocal masculine (há uma divisão relativamente equitivativa entre vocal masculino arranhado e feminino mais limpo, sem atingir aquele estado de coro). A decisão de criar este trabalho enquanto EP e não álbum é positiva, já que claramente a aura de faixa para a faixa é sempre a mesma, e se existissem mais o álbum já recairia no “repetitivo”; desta forma fica pelo “short and sweet”. Em todos os níveis é um bom trabalho e sinceramente não encontro defeitos objetivos que me incomodem.

8/10
Matias Melim

Dark Passage – “The Legacy Of Blood”

2020 – Rockshots Records

Os Dark Passage são uma banda de heavy metal italiana, que fazem agora a sua estreia num longa duração.“The Legacy Of Blood” é um disco muito interessante num estilo conceptual, cheio de excelentes riffs, pesados, melódicos e galopantes. Música marcante neste disco é sem dúvida “When I Killed The King”, uma mistura perfeita de power metal com o som clássico do heavy metal. Fica um senão, a produção precisava de outro toque para dar o power final ao seu som! Recomendo!

8/10 
Miguel Correia

Possessed Steel – “Aedris”

2020 – Temple Of Mystery

Heavy metal clássico feito em 2020. Não por uma banda clássica mas sim por uma banda que apenas chega agora ao álbum de estreia apesar de já ter dez anos de carreira (e de estar já na sua segunda vida) e uma demo e dois eps lançados. A sonoridade do true heavy metal vem adornada com uma produção orgânica e vintage, sem ser muito higienizada – não que haja algo de errado com isso – mas ais do que a forma, é o conteúdo que é especialmente relevante. O foco está nas raízes do estilo, como é óbvio, mas sente-se que as músicas respiram livremente sem que tenham em si a pressão de “tem de soar assim ou assado”. Com potencial para ir mais além do que esfera do heavy metal prevê podendo chegar também um pouco aos domínios do proto doom metal. Boa estreia de qualquer forma.

7.5/10
Fernando Ferreira

Mystical Temple – “Where It All Began”

2020 – Roadie Metal

Inconfundível primeiro álbum dos Mystical Temple. Inconfundível porque há aqui alguns erros que apenas uma banda estreante nestas andanças poderá cometer. Usar tipos de letra batidos numa capa que parece saída do (do underground) início da década de noventa e ter uma produção que seria excelente se se tratasse de um ensaio ou demo. Não quero começar já assim a deitar abaixo mas tenho de ser sincero em relação às primeiras impressões que acabaram por ser, neste caso, as mais duradouras. Mas nem tudo é mau. Aliás, o resto é tão bom que estas questões acabam por quase ser uma nota de rodapé. Heavy power metal de cariz progressivo e inspirado e sem lugares comuns descarados (lugares comuns hoje em dia em qualquer estilo há sempre) que desaguam em temas mais que competentes. Falta o resto, mas para já, é um começo positivo.

7/10
Fernando Ferreira

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.