WOM Reviews – Darktribe / Bandolier Kings / Battering Ram / Midas / OST – “Kill Me Today, Tomorrow I’m Sick” / Old Harry / Orphan Devil / Pink Pussycats From Hell

WOM Reviews - Darktribe / Bandolier Kings / Battering Ram / Midas / OST – “Kill Me Today, Tomorrow I’m Sick” / Old Harry / Orphan Devil / Pink Pussycats From Hell

Darktribe – “Voici L’homme”

2020 – Scarlet Records

“Voici L’homme” (2020) é o trabalho mais recente da banda de power metal francesa Darktribe. E para primeiro contacto com a banda, é uma boa e muito agradável surpresa. Este álbum chega-nos após uma pausa de 5 anos, desde “The Modern Age” (2015), que fui conhecer após a audição deste álbum, e o regresso não podia ser mais grandioso. A intro promete um bom álbum de power metal, mas a música inicial “Prism of Memory” passa da promessa ao concretizar! É daquelas músicas que damos por nós a cantarolar depois de a ouvirmos e que é um prazer revisitar. O álbum é sólido, cada música com uma qualidade de power metal inegável. O que me chama logo à atenção neste álbum, é a complexidade de texturas de som e a combinação fantástica entre a guitarra e a voz, que se acompanham de uma forma muito particular. O tema título do album “Voici L’homme” mistura o inglês e o francês, no refrão, de um modo que não me incomoda as duas línguas juntas. Aliás, faz-me querer que houvesse um tema todo na língua nativa da banda. Temas como “A Silent Curse” e “According to darkness” primam pela diversidade de emoção, entre o agressivo e o incrivelmente melódico. O que dizer mais? Fãs de Power Metal, façam um favor, e oiçam o “Voici L’homme” e, se tal como eu, não conhecerem a banda, dêem uma “ouvidela” aos álbuns mais antigos. Quem não é fã ou tem curiosidade, é um álbum que aconselho para conhecer o estilo e do que se faz hoje. Fã.

8.5/10
Filipa Nunes

Bandolier Kings – “Welcome To The Zoom Club“

2020 – Grooveyard Records

Bandolier Kings são um projecto de tributo aos Budgie, banda de hard rock.

Os Budgie são uma das primeiras bandas a tocar heavy metal em 1971 e tem sido uma influência profunda, mas subestimada, de muitos bandas que surgiram anos depois, incluindo Iron Maiden, Metallica, Megadeth, Van Halen, The Melvins entre outros. O som dos Budgie era frequentemente descrito como um cruzamento entre os Rush e os Black Sabbath. Este tributo, pretende assim fazer uma natural homenagem a uma banda inspiradora e perdura no tempo fruto disso mesmo.

9/10
Miguel Correia

Battering Ram – “Battering Ram”

2020 – Edição de Autor

Ora aqui está uma excelente surpresa. Esta estreia auto-intitulada e auto-financiada dos Battering Ram é uma daquelas provas de que o nosso som está mesmo de excelnte saúde. Algures entre o hard’n’heavy, com uma produção forte e moderna mas com a capacidade de escrever clássicos que nos fazem rockar como gente grande, esta banda sueca tem um dom de conseguir cativar facilmente tudo graças à simplicidade eficaz de “Taking My Time” ou “I Will Come Alone”. Inesperadamente este tornou-se um grande vício. Recomendamos vivamente.

8.5/10
Fernando Ferreira

Midas – “Demo Tapes”

2020 – Dying Victims Productions

Tal como o nome indica, o que temos são as demos dapes dos Midas, uma banda de hard’n’heavy norte americana que no ano passado editou… bem, na realidade apenas editou uma demo “Solid Gold Heavy Metal” e o EP “Still Hungry”. Não há grande diferença de som entre os dois lançamentos – apenas um pouco mais de reverb na voz de Joe Kupiec. Heavy metal clássico, daquele que era natural se fazer no underground da década de oitenta do outro lado do Atlântico mas que não cheia a mofo ouvido hoje em dia. Soa a clássico e é perfeito para quem ouvir isso mesmo.

8/10
Fernando Ferreira

OST – “Kill Me Today, Tomorrow I’m Sick”

2020 – Pride & Joy Music

Ora aqui está algo que não se vê todos os dias. Uma banda sonora cheia de rock. Tudo bem, é cinema independente, fora do que é mainstream. Fora até dos E.U.A., ainda assim não deixa de ser raro, principalmente com um elenco de luxo onde temos uma fantástica voz (Janina Dietz dos JATD) ao que se junta um lote invejável de instrumentistas (Matt Beck dos Matchbox 20 e Rob Thomas; Nick Buda que toca/tocou com Taylor Swift e Jewel; John Rhino Edwards dos Status Quo; e Guthrie Trapp que toca/tocou com Phishe Ashley Monroe. Nos temas onde estes partictipam, temos um rock bem raçudo e de extremo bom gosto. Claro, a apelar ao que era feito na década de oitenta, mas ainda assim, para quem gosta de rock’n’roll, é mesmo isto. A dico de “Dance, Dance, Dance” era escusada, a modernaça (isto se estivessemos na década de noventa) “Superlover” podia lhe fazer companhia fora do disco. Isto tudo em oito faixas, onde depois se segue o “score”. Ou seja curtas músicas com apontamentos mais ambientais do que orquestrais mas que até devem ser interessantes… com imagens, e como música de fundo. Para o comum fã de rock, vale pelas primeiras músicas que são mesmo boas assim como o tema-título (que surge no final numa versão mais curta), no entanto tem muita palha à qual não se vai prestar atenção.

6/10
Fernando Ferreira

Meursault Omega – “Meursault”

2020 – Hoopajoop Records

Este Ep é a proposta que os Old Harry têm em mãos para convencer a cena.

Se o riff rockeiro de abertura de “Slide” até é muito interessante, tudo o resto cai na vulgaridade sonora que nos dá vontade de seguir em frente. Tenho por hábito respeitar o esforço das bandas nas suas criações e claro, que aqui o caminho será o mesmo e não o faço por favor, nada disso, porque se vê matéria para um futuro diferente, mas para isso a banda tem de dar um passo bem à frente no que virá a seguir. Vou ficar atento.

7.5/10 
Miguel Correia

Orphan Devil – “Orphan Devil“

2020 – Gates Of Hell Records

Ok, dois temas que me deixaram água na boca por mais. O bom heavy da escola nórdica, sempre interessante e aqui o compromisso continua a existir entre as bandas e as suas origens. Penso que com uma produção diferente as coisas ganham outra cor!

8.5/10
Miguel Correia

Pink Pussycats From Hell – “Hell Ninã”

2020 – Raging Planet Records

Os tarecos cor-de-rosa dos infernos estão de volta e como sempre trazem consigo aquele rock visceral e cru que tanto adoramos que façam. Como sempre, simplicidade – continuamos a falar de um duo – que o passo máximo dão a respeito de complicar um pouco mais é de ter harmónica no tema “Hellvis”. Ah e a propósito da tradição, os temas começados por Hell também continua em grande. Sem grande esforço, este é um dos álbuns rock que se vai tornar viciante aqui na WOM, com a esperança de poder comprovar ao vivo o poder destes temas – já comprovámos alguns como “Hellvas” e garantimos que a energia é irresistível.

8.5/10
Fernando Ferreira

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