Review

WOM Reviews – Finsmoonth / Autómata / Iron Savior / Midnight Road

Finsmoonth – “Affliction”

 2022 – Northern Silence Productions

Do distante país da Indonésia estreia-se Finsmoonth, uma banda de black metal de influências melódicas que marca a sua entrada com “Affliction”. Este álbum é um trabalho que se coloca numa via já bastante bem trilhada do black metal mais contemplativo, mas a verdade é que como dizia o outro, para quê arranjar aquilo que não está estragado. Ainda para mais, desde início que é percebido que Affliction é um trabalho de paixão e como álbum, apresenta uma execução com nenhumas críticas. O seu estilo sonoro adapta-se bastante à nossa cultura portuguesa, porque se sente com frequência um certo desespero romântico sobre algo que já se encontra perdido (algo que notamos tanto no nosso estilo de música nacional, como nas nossas bandas nacionais como é o caso de várias de metal). Por outro lado, no que diz respeito ao conteúdo lírico, Affliction é um álbum que se desenvolve através de verso e com contéudo que mistura trágico, o romântico e quiçá até o maligno – como já se sabe, poesia é dada a imensas subjetividades. Affliction dos Finsmoonth é uma verdadeira surpresa pois não é assim tão comum encontrar um álbum de estreia de tão alta qualidade como este; as misturas temáticas desenvolvidas em verdadeiro verso e a sonoridade nostálgica/triste são elementos que se podem ver com alguma frequência neste canto do black metal, contudo, os indonésios Finsmoonth demonstram que o seu trabalho não é nenhum tipo de “copy/paste”, é sim uma ode poesia trágica feita com grande paixão.

10/10
Matias Melim


Autómata – “Autómata”

2022 – Epictronic

Quando chega uma banda que não conheces de lado nenhum e te apresenta um álbum destes, isso só pode ser amor à primeira vista. Ou neste caso audição. Uma mistura entre pós-rock e pós-metal – mas a pender para o primeiro – que resulta num álbum instrumental que faz com que o tempo passe bem depressa. Ou pelo menos que se perca a noção do mesmo. Um álbum que mesmo passando pelos pontos essenciais (ou lugares comuns) do estilo se sente como fresco e relevante a cada audição. Excelente surpresa.

8.5/10
Fernando Ferreira


Iron Savior – “Reforged  – Ironbound”

2022 – AFM 

Cinco anos após o primeiro “Reforged”, aqui está este segundo capítulo que não é mais do que regravação por parte da banda de temas seus, escolhidos pelos próprios músicos e pelos fãs – se bem que nesta parte não tenho bem a certeza se houve algum tipo de sondagem ou se são os temas que eles percepcionam como sendo os favoritos sendo que o material de origem continuam a ser os primeiros cinco trabalhos, sendo que também são os mesmos que lançaram pela Noise Records, o que nos parece claramente como uma forma de tentar ficar com os direitos das músicas que poderiam estar nas mãos da Noise. Uma atitude perfeitamente compreensível, afinal os direitos das músicas têm que estar com os músicos e não com as editoras certo? No entanto, será que isto faz com “Ironbound” seja um disco dispensável? Não, de todo, continua a ter o mesmo apelo para os seus fãs, mesmo que as novas versões não surjam mais do que uma versão actualizada de música que até nem está assim tão desactualizada. É uma compilação interessante para quem gosta do power metal da banda e uma prova de como que mesmo sem alguns dos seus primeiros grandes sucessos, a segunda linha de temas da banda não deixa de forte e interessante. Agora a maior dúvida será mesmo em relação à regravação da cover de Seal, “Crazy” e da inclusão da “Sweet Dreams (Are Made Of This)” dos Eurythmics, quando se poderia ter aproveitado a ocasião para regravar mais uns temas. Seja como for, não ferve o sangue mas o fã da banda vai querer ter.

7.5/10
Fernando Ferreira


Midnight Road – “Ready For The Fight”

2022 – WormHoleDeath

Os Midnight Road são uma banda de Bilbao que tem amor ao hard rock sem tretas e sem complicações. Sonoridade forte mas também (mais ou menos) old school, um fino equilíbrio que garante não estarmos perante uma proposta totalmente nostálgica. No entanto, que não restem dúvidas, este é um trabalho para aqueles que gostam de hard rock como manda a tradição da segunda metade da década de oitenta. A voz Jon é esforçada e poderá não oferecer uma atracção imediata mas depressa se conclui de que é totalmente apropriada para estas canções e para esta banda. “Ready For The Fight” revela a banda espanhola pronta para isso, para lutar pelo seu rock. Não temos como discordar.

7/10
Fernando Ferreira


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