WOM Reviews – Kvelertak / Edenbridge / Dogma Blue / Witchcrawl / Terrifiant / Calle Hamre / Ian Blurton Future Now / Jesse Damon

Kvelertak – “Splid”

2020 – Rise Records

Sempre tive um bocado de dificuldade de conseguir discernir ao certo o som que os Kvelertak tocam mas em sua defesa, em todos os álbuns lançados até ao momento, com este “Splid” incluído, eles nunca apresentaram ao certo a mesma sonoridade. A mistura da música extrema foi sendo diluída ao longo dos tempos (permanecendo unicamente na voz) e apesar do culto que foi sendo criado à sua volta e da exposição que digressões com bandas como Metallica permitiu, eles nunca passaram do estatuto de underground. “Splid” mostra que também já era altura para isso. Tudo bem, cantam em em norueguês (e nesse aspecto, há uma concessão com dois temas cantados em inglês) e para todos os efeitos, seja que género se considere a sua música, continua a ter guitarras distorcidas e a ser bem barulhento. Confesso que este álbum foi um daqueles que entrou directamente na minha cabeça, logo à primeira. E não foram necessários os temas em inglês. Melódico, pesado e simplesmente irreverente, como todo o heavy metal deve ser. Sim, tem muitos géneros à mistura, mas no final de contas, é tudo heavy metal, é assim que nos soa bem. Grande disco.

Nota 9/10
Review por Fernando Ferreira


Edenbridge – “Dynamind”

2019 – Steamhammer/SPV

Regresso de uma das bandas da segunda vaga de power metal que se tem aguentado bem. Os Edenbridge já andam nisto há mais de duas décadas e lançaram em 2019. O seu regresso comprova como estão mesmo mais focados na componente sinfónica do que no folk, mas isso, a meu ver, não é algo necessariamente negativo. A banda pode aqui não deslumbrar à primeira, mas é inegável a sua eficácia em temas como “Live And Let Go”, imediamtente cantaroláveis. Talvez lhes falte aqui arrojo e audácia, mas ninguém os pode acusar de comporem más canções. Isso efectivamente não acontece. E a parte engraçada é que vai mesmo crescendo conforme as audições que lhe pomos em cimaÁlbum forte por parte de uma banda que já é clássica.

Nota 8.5/10
Review por Fernando Ferreira


Dogma Blue – “Quietus“

2019 – Edição de Autor

Este EP “Quietus” foi o nosso primeiro contacto com os Dogma Blue. Sonoridade forte e crua, a fazer lembrar a abordagem dos Motörhead, algures entre o hard’n’heavy e o punk. Cinco temas com a promessa de termos em breve o álbum. Os temas são de boa qualidade, mesmo que nem sempre consigam nos cativar por completo (como a mais épica “No Garden”). Instrumentalmente sólidos (bons solos), coração no sítio certo (no rock/metal), esperemos pelo álbum para ver o que surge daqui.

Nota 7/10
Review por Fernando Ferreira


Witchcrawl – “World Without End”

2020 – Katoptron IX Records

Witchcrawl é uma banda grega formada em 2018, presentear-nos com seu EP “ World Without End”. Heavy Metal Clássico, Uma boa distorção de guitarra a um ritmo agradável, apreciei principalmente o timbre do vocalista, uma voz mais grave e fluida, fugindo um pouco ao característico timbre saturado das tradicionais bandas de Heavy Metal. Podemos contar com os temas “An Eye For An Eye”e “World Without End”, recomendo a fãs de Iron Maiden, Mercyful Fate e Riot.

Nota 7/10
Review por Nídia Almeida


Terrifiant “Terrifiant”

2020 – Gates Of Hell Records

Terrifiant é uma banda belga de Heavy Metal, Realizaram a sua formação em 2019, e agora lançam o álbum homónimo. Heavy Metal clássico, um som massivo e encorpado, caracterizado por um timbre saturado e extremamente agudo, cordas graves da guitarra e riffs prolongados, a gravação parece que foi feita dentro de uma caverna, (mas penso que seja essa a ideia) ser o mais “true” possível, voltando as origens. Recomendado a fãs Motörhead , Judas Priest e Saxon, não achei muito impressionante mas penso que vá agradar aos fãs das bandas mencionadas. Destacam-se os temas “Metal and more” e “Devil in Transport” uma ênfase crescente na velocidade dando um toque de Speed na composição.

Nota 5/10
Review por Nídia Almeida


Calle Hamre – “But My Love Goes To Eleven”

2020 – Apollon Records

Músico com currículo e muito respeitado na cena musical norueguesa, Calle, pode-se dizer, ou talvez não, faz a sua estreia a solo com este disco, pelo menos é o primeiro onde o seu nome surge em maior destaque de capa, uma vez que todo o seu percurso foi construído como vocalista, compositor, produtor, baixista e guitarrista em inúmeras colaborações. Este disco, reporta a um estilo inspirado em nomes como Bob Dylan, Nick Cave, The Waterboys e R.E.M., logo o selo de qualidade está garantido, mas acredito e aceito que não seja do gosto de todos…naturalmente. O álbum é composto por um punhado de temas muito melódicos, e claro, a experiência de Calle é notória em cada momento de audição. Mas, como disse não é um disco que vá agradar a todos…

Nota 7/10
Review por Miguel Correia


Ian Blurton Future Now – “Signals Through The Flames”

2020 – Seeing Red Records | Pajama Party

Do Canadá, chega-nos um disco que transpira rock por todos os lados. Ian é um músico de culto e com muita experiência nestas andanças e confesso que até gostei de ouvir este trabalho que parece saído das chamas numa fusão do hard rock dos anos 70 e os primórdios da NWOBHM. Rasgado, arrojado e muito, muito direto aos nossos ouvidos, com solos de guitarras inspirados esta é uma estreia feliz e consistente, resultando numa audição divertida. Vamos ver como vai ser aceite aqui no velho continente com tanta oferta dentro do género.

Nota 7.5/10
Review por Miguel Correia


Jesse Damon – “Damon’s Rage”

2020 – AOR Heaven

Mais um ilustre desconhecido que me chega às mãos, mas depois de ouvir este disco, fui vasculhar um pouco sobre Jesse Damon e percebi que tinha passado pelos Silent Rage, banda que assinou em tempos com a editora de Gene Simmons, mas cujo o caminho profissional acabou como tantas outras o que levou Jesse a chegar até aqui. Sobre este disco o que há a dizer é que está a entrar num mercado de concorrência feroz, que é o do Rock Melódico e AOR, mas, que se destaca pela muita qualidade que nos dá a ouvir, não se limitando aos clichés do género, mas demonstrando muita garra e coração em cada música. Disco muito interessante.

Nota 9/10
Review por Miguel Correia


 

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