WOM Reviews – Livløst / Hellvetron / Man Daitõrgul / Abigorum / Widower / Kludde / Darchon / Deadspace

WOM Reviews - Livløst / Hellvetron / Man Daitõrgul / Abigorum / Widower / Kludde / Darchon / Deadspace

Livløst – “Cold Skin”

2019 – ​Downfall Records​

Para álbum de estreia, temos que dar o devido mérito aos Livløst, afinal os noruegueses conseguiram fazer andar à nora por causa da primeira faixa “I”, um exprimento em noise de sete minutos e meio. “Será que é a promo errada?”, “será que isto é o género deles?”, “Será que a placa de som está marada?” Seja como fora, é algo que soa desfasado do black metal que a banda apresenta nas seis faixas seguintes. Vertente mais compassada, “Cold Skin” vive sobretudo dos ambientes que consegue estabelecer em faixas com duração acima da média. Tirando a primeira faixa, esta é uma estreia bastante interessante.

Nota: 7/10
Review por Fernando Ferreira

Hellvetron – “Trident Of Tartarean Gateways”

2019 – Iron Bonehead Productions

Está aqui um trabalho dos diabos. Ou melhor, do diabo. Literalmente. O ambiente criado logo com a abertura “Opening – Queen Of The Void” é gélido – até se ouve o vento e tudo – e cria um forte impacto. Os norte-americanos Hellvetron têm de ser reconhecidos pela forma como conseguem juntar o doom/death metal a uma forte presença de black metal e o seu impacto só não é mais bem conseguido porque infelizmente a produção é algo demasiado crua para que nos consiga impressionar. O reverb é sempre bom para criar a sensação de espaço mas neste caso específico aquilo que temos é a voz (com eco) um pouco mais à frente, seguida pela bateria enquanto as guitarras parece que estão noutro estúdio, a serem transmitidas por telefone ou coisa que o valha. Claro que é um exagero mas nitidamente este é o ponto onde acabamos por encalhar. Principalmente porque temos quase uma hora de música distribuída por nove temas onde alguns são de duração elevada, o que torna algo difícil a atenção não dispersar. Mais uma questão de forma do que de conteúdo.

Nota 6/10
Review por Fernando Ferreira

Man Daitõrgul – “Gosk e' Vidʒera”