WOM Reviews – Nitrate / Newman / Dennis DeYoung / Kaiser And The Machines Of Creation / Crosson / Max And The Broadway Metal Choir / Andrew W. K. / Blind Petition

WOM Reviews - Nitrate / Newman / Dennis DeYoung / Kaiser And The Machines Of Creation / Crosson / Max And The Broadway Metal Choir / Andrew W. K. / Blind Petition

Dennis DeYoung – “26East: Volume 2”

2021 – AOR Heaven

Os Nitrate estão de volta com seu terceiro álbum, intitulado “Renegade”, uma continuação daquilo que são os seus álbuns anteriores altamente cotados “Realworld” em 2018 e “Openwide” em 2019, que alcançaram grande sucesso. Inspirados na cena rock do final dos anos 80 em bandas como os Def Leppard, Europe, Mötley Crüe e Bon Jovi, a banda tem como mentor Nick Hogg (baixo). Desta vez, Nick mudou a formação e contratou Alexander Strandell (Art Nation) para assumir a voz principal e se juntou a Tom & James Martin (Vega) e Mikey Wilson (Kimber) para produzir um álbum que foi fortemente influenciado pelo memorável “Hysteria” dos Def Leppard. Com Tom Martin tocando todas as guitarras rítmicas e James Martin assumindo os teclados, o álbum oferece muito som melódico/AOR cheio de grandes riffs e fortes e inesquecíveis melodias. Mais um título a ter em conta.

9/10
Miguel Correia

Newman – “Into The Monsters’ Playground”

2021 – AOR Heaven

Quando temos bandas que nos surgem pela primeira vez mas já têm mais de vinte anos de carreira, é um sinal de que por muito que se tente, não se consegue estar a par de tudo. Newman, banda formada pelo cantor e compositor Steve Newman, existe desde 1997 e este é já o seu décimo terceiro álbum de originais da banda britânica. Álbum que surgiu um ano e pouco depois do anterior que perante a pandemia acabou por não ser promovido ao vivo. Como a música é como a água e a vida em si, quando há um caminho, é por aí que se segue, aqui está “Into The Monsters’ Playground”, um excelente álbum de hard rock melódico cujo maior poder é mostrar o estilo como intemporal. Por vezes a estética da década de oitenta é bastante forte e há todo uma cena para o revivalismo mas isto não é revivalismo, é apenas a encarnação perfeita para o estilo. Clássico.

8.5/10
Fernando Ferreira

Dennis DeYoung – “26East: Volume 2”

2021 – Frontiers Music

Dennis DeYoung, o ex-vocalista da banda de rock clássico multiplatina Styx, retornou aos seus fãs uma última vez com 26 East: Volume 2”. O primeiro volume pretendia ser o ponto final da longa e distinta carreira de DeYoung, mas havia tanto material escrito que o levou mais este lançamento. O som aqui apresentado por Dennis não precisa de muitas apresentações, mesmo sem ouvir o volume 1 e para quem conhece os Styx, sabe do que falo, tendo sido ele a força criativa da banda não era de espantar chegar aqui e ouvir aquela sonoridade rockeira por vezes muito vintage onde a sua voz se coloca de forma dinâmica em cada música. Será o ponto final na sua carreira?

9/10
Miguel Correia

Kaiser And The Machines Of Creation – “Flowers And Lies”

2021 – MR Records

Confesso que cada vez que surge uma banda cujo som é mais difícil de definir do que a forma simplista que é encontrada no comunicado de imprensa. Muito mais do que rock melódico e até mais do que a mistura de hard rock com uma sensibilidade proto-rock gótico. É uma identidade tão própria que chega a uma altura em que apenas desistimos e queremos aproveitar e curtir a música. E há muito para encontrar aqui em termos de diversão. E diversificação. A voz e as melodias vocais tanto parece que nos apontam na direcção de um David Bowie fase glam como de seguida parece que são reminiscências da fase de ouro dos Queensrÿche com Geoff Tate na voz. Excelente gosto nos arranjos e na composição em gereal. Este é um álbum fácil de nos apanhar e conquistar.

8.5/10
Fernando Ferreira

Crosson – “Live At The Orpheum”

2021 – Galaxy

Este é um fenómeno recente, e até atípico. Os Crosson começaram poucos anos atrás e com três álbuns apenas, depressa se destacaram no cenário rock australiano, com um forte espectáculo ao vivo e com a música energética e contagiante. Nesse aspecto até é uma viagem ao passado porque parece que neste tocar rock em grandes espaços por parte de uma banda nova parece algo impossível. O espectáculo montado para além da música (onde se incluem versões de Queen e Abba) também tem um grande papel a dizer e é algo que se pode comprovar para quem comprar o suporte visual do álbum, mas no geral, seja a ver ou a ouvir, é inegável o entusiasmo pela música, de quem está a ouvir assim como de quem está a ver. Uma revelação que espero que cresça para além da ilha australiana.

8/10
Fernando Ferreira

Max And The Broadway Metal Choir – “And God Gave Us Max”

1986/2021 – Golden Core Records/ZYX

Nome de álbum estranho, e ridiculamente arrogante em conjugação com o nome da banda, que também é estranho para carvalho. E a capa? Que raio de porra se passa ali? Bem, só poderia ser um álbum da década de oitenta, certo? A expectativa perante todo este quadro de miséria era naturalmente baixa mas… fui surpreendido. Não vou negar, toda a estranheza esperada está lá, mas até que não é algo descaradamente mau. Apenas é estranho. Temos um vibe rock de arena que nos parece bastante familiar e facilmente associamos à década em questão. Consta que o disco foi esquecido na altura e não é difícil perceber porquê. Tinha mesmo muita coisa contra, mas musicalmente é uma diversão fantástica. O tipo de disco que é, seria uma excelente surpresa se nos fosse dado e o pusessemos a tocar só para ver quão mau seria. A surpresa seria fantástica. Assim como agora o foi. Por falar a nisso, mais um bocado de musical hard’n’heavy estranho.

8/10 
Fernando Ferreira

Andrew W. K. – “God Is Partying”

2021 – Napalm

Curioso como apesar dos anos passarem, uma banda consegue transmitir a mesma sensação, da mesma forma. Os primeiros trabalhos de Andrew W.K. numa altura em que nu metal era “the shit”, eram refrescantes por trazer uma mistura de punk com aquele rock rebelde capaz de de encher arenas na década de oitenta. Não era original mas era mesmo refrescante tendo em conta a concorrência. Quase vinte anos depois, o amigo Andrew continua a trazer-nos a década de oitenta como principal referência mas com um foco totalmente diferente. Mais progressivo, mais épico e até mais pop – “No One To Know” e “Stay True To Your Heart”. Todos os instrumentos foram tocados pelo músico norte-americano e a orientação é, mais uma vez, refrescante. Agora quanto à eficácia é que já está aberta à discussão. O álbum não flui de forma tão acentuada como esperado e há um certo enfado que se pode instalar para quem esperava algo mais directo no entanto, não deixa de ser louvável a tentativa de não estar sempre a mastigar a mesma pastilha elástica.

7/10
Fernando Ferreira

Blind Petition – “30 Years In A Hole 1991 Rarities & Outtakes”

2021 – Pure Steel

Como o título indica, estamos perante um disco que celebra trinta anos de carreiram certo? Por acaso, não. A banda já existe desde 1974. Os seus primeiros lançamentos, praticamente tudo o que editaram na década de oitenta foi na linha do heavy metal mas na década seguinte viriam a mudar para uma orientação mais hard rock – no álbum “The Elements Of Rock”. O que temos então é uma colecção de raridades e versões de estúdio que não foram aproveitadas. Será uma curiosidade para os fãs da banda mas não é o disco indicado para chamar novos interessados, principalmente por limitações de produção.

5/10
Fernando Ferreira

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.