WOM Reviews – Nytt Land / Oranssi Pazuzu / Finnegans Hell / Witchcraft / Wild Rabbit / Can’t Swim / 3 South & Banana / Turmion Kätilöt

WOM Reviews - Nytt Land / Oranssi Pazuzu / Finnegans Hell / Witchcraft / Wild Rabbit / Can’t Swim / 3 South & Banana / Turmion Kätilöt

Nytt Land – “CVLT”

2020 – Edição de Autor

Da Sibéria, com amor. Nytt Land chega com “CVLT”, o seu sexto álbum de originais que chega em força para todos os fãs de folk. A particularidade do seu som é que, além de usar de instrumentos tradicionais, também têm algumas experimentações electrónicas em que a música de dança não fica muito longe. É uma mistura estranha mas garanto que funciona. Também não deixa de ser impressionante a técnica vocal – estrangulamento das cordas vocais – que tem uma aproximação com a música tradicional da Mongólia. Uma viagem por uma outra cultura, cheia de mística. Uma viagem que tem um enorme impacto para quem está aberto a ela.

9/10
Fernando Ferreira

Oranssi Pazuzu – “Mestarin Kynsi”

2020 – Nuclear Blast

A esquisitice dos Oranssi Pazuzu está muito bem requisitada e cotada entre fãs e imprensa. Sendo nós próprios fãs de esquisitice, principalmente quando a mesma é psicadélica, obviamente que não vamos ficar atrás, certo? Certo. Quatro anos desde o último álbum mas com alguma música nova a ter surgido em 2017 através de dois Eps, ainda assim a expectativa era alta. Algo que não é abalado por estes novos seis temas. Toda uma nova definição para o termo “viajar na maionese” é urgente arranjar porque a que temos definitivamente não serve. Assim como o termo black metal – embora, obviamente, ainda faça sentido. Para quem gosta que a música rompa com todas as fronteiras, que desafie todas as concepções, obviamente que este é um dos pontos obrigatórios.

9.5/10
Fernando Ferreira

Finnegans Hell – “Work is the Curse of the Drinking Class”

2020 – Wild Kingdom

Vão buscar os vossos copos de cerveja (ou qualquer outra bebida que vocês queiram), encham até à borda, e bebam de penalti! Chegou “Work is the Curse of the Drinking Class” dos Finnegans Hells, essa banda de Celtic-Punk-Folk diretamene dos nossos vizinhos do norte da Europa (também conhecido como Suécia). “Work is the Curse of the Drinking Class” é um álbum cheio de “’bora lá cantar toda a gente”, melodias que ficam nos ouvidos, e aquele pézinho que não consegue parar de seguir o ritmo. “É para mexer minha gente!”, parece estar a dizer em cada musica. O álbum começa com a música título, e é, de longe, uma das minhas favoritas. Nota-se o punk-rock naquele banjo que parece ter vida própria. “The Promise Land”, com a sua flauta, leva-nos imediatamente para um prado verde, ao lado de uma taberna, cerveja a rodos, e muito sangue celta. “Tokyo Town” traz uma melodia do Este, com um banjo! (de todos os instrumentos!), que sabe que nem maravilhas. O álbum tem um tom alegre que vai ficando mais “sóbrio” para o final e termina com “When I’m dead”. De 2018 a 2020 foi um interregno que trouxe muita alegria, muita vontade de dançar (no meu caso) ou de beber e vale a pena! Nesta altura, que precisamos de alegria, de ânimo, esta equipa de Suecos que soam como Irlandeses, consegue alcançar o objetivo de querer ir ter com os amigos, beber um copo, e ter muita alegria. Finnegans Hell, obrigado por este álbum!

7.5/10
Filipa Nunes

Witchcraft – “Black Metal”

2020 – Nuclear Blast

Vários factores irónicos com este álbum dos Witchcraft. Para já o facto de apesar de surgir como um trabalho da entidade Witchcraft, trata-se de um one-man show onde apenas Magnus Pelander surge. Depois o álbum chama-se “Black Metal”, o artwork é branco e o que se tem é mesmo o oposto de black metal, com um álbum inteiramente acústico. Introspectivo e em momentos, arrepiante, “Black Metal” tem a capacidade para chocar e maravilhar ao mesmo tempo. Provavelmente não era o passo esperado após “Nucleus” de 2016, e temos em crer que poderá tornar-se um disco de culto. Ou por outras palavras, será provavelmente ignorado agora (com algumas excepções) para ser redescoberto daqui a alguns anos. Para quem apreciar uma forma diferente de doom (e a falta de distorção faz com que ainda soe mais depressivo), este é o disco a escolher.

7/10
Fernando Ferreira

Wild Rabbit – “Trouble In Town”

2020 – Regi Music

A capa é caricata. É daquelas coisas que depois de vistas não e fica com opinião positiva. Fotografia distorcida como se fosse um filme de 16:9 esticado para caber em 4:3, lettering que nem em 1997 seria aceitável e uma pésima escolha de cores. Aliás, péssima escolha em tudo. E depois a música é do melhor que se poderia esperar dentro do género Americana. Folk cheio de feeling – e quase sempre com devidas distâncias do country – boa disposição  e boas canções. É o caso de que a capa não corresponde ao conteúdo, mas ainda assim, mesmo depois de ouvir, é melhor fechar os olhos porque uma capa destas ainda nos faz mudar de ideias.

8/10
Fernando Ferreira

Can’t Swim – “When The Dust Settles”

2020 – Pure Noise Records

A ideia das bandas pegarem em temas seus e dar-lhes uma roupagem diferente não é nada nova mas ainda assim conseguem sempre surprender – nem que seja pela negativa. Não é o caso dos Can’t Swim que trazem para as suas músicas toda uma atmosfera diferente o que faz com que as mesmas até ganhem uma nova dimensão. Mais do que típico lançamento acústico, há uma recriação dos temas enquanto se mantém o espírito original. Uma boa ideia, ainda que não seja origina, mas o resultao final compensa.

7/10 
Fernando Ferreira

3 South & Banana – “Stream”

2020 – Some Other Planets

Aurélien Bernard é o músico por trás de 3 South & Banana e o que se propõe a trazer é uma espécie de rock/pop (mais pop do que rock) psicadélico e algo alucinado. Até bastante próximo com uma sensibilidade asiática da década de setenta, da cena igualmente psicadélica. Easy listening para quem gosta de easy listening mas para quem espera algo mais entusiasmante, até dentro dos campos atrás citados, se calhar não vai ser bem isto que procuram.

5/10
Fernando Ferreira

Turmion Kätilöt – “Global Warning”

2020 – Nuclear Blast

Tenho que confessar a minha ignorância em relação aos Turmion Kätilöt, que já andam nestes andanças desde o início do milénio. Metal industrial é uma forma de categorizar a coisa embora mau gosto (a começar pela capa) seja outra. Com aquele efeito pastilha elástica que surgiu muita em voga (alguns) anos atrás, o metal industrial da banda não é cativante nem tem aquela aura de revolucionário ou perigosa que se espera. Há sim uma espécie de tipo de som de linha de montagem onde a palavra mais forte são os riffs (alguns, confesso, eficazes) mas que para além disso, tem muito pouco a oferecer. Não nos parece que seja algo para recordar. Ou se for, não é pelos melhores motivos.

4/10
Fernando Ferreira

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