WOM Reviews – Repaid In Blood / Dust Prophet / Conduit / Wheelfall / Deftones / What Is Tec / Kuroi Jukai / Vulgarithm / Superlove

WOM Reviews - Repaid In Blood / Dust Prophet / Conduit / Wheelfall / Deftones / What Is Tec / Kuroi Jukai / Vulgarithm / Superlove

Repaid In Blood – “Reflective Duality”

2021 – Edição de Autor

O segundo álbum dos Repaid In Blood faz com que eles se apresentem de forma bastante diferente. Não é de estranhar já que entre os dois um intervalo de dois anos, com alguns EPs lançados pelo meio. Estes norte-americanos inspiram-se naquilo que gostam (filmes, banda desenhada, séries) e numa mistura de death metal moderno com metal ou até mesmo deathcore trazem  álbum que até pode aparentar não trazer nada de novo mas que tem muito a dar (em pouco tempo) talvez exista realmente algum exagero nos breakdowns, mas o lado positivo é que graças a outros elementos, eles até acabam por passar despercebidos. É um bom regresso e também promissor.

8/10
Fernando Ferreira

Wheelfall – “A Specter Is Haunting The World”

2020 – No Good To Anyone Productions

Conceito bastante interessante quando unida a música ainda mais interessante só pode dar num grande álbum. Resumidamente tems um homem perfeitamente normal que coloca em cima de si a tarefa de matar o presidente do F.M.I. Decidido a fazê-lo coloca uma bomba que está a vinte minutos de rebentar. E nesse período de tempo, e a cada intervalo de cada música, é mais um assalto de memórias e de razões que o motivam a estar ali naquele momento presente. Musicalmente é um peso visceral tanto em termos distorção como também da forma como as letras são cuspidas cá para fora. Com raiva, desespero, num conjunto de emoções que nos fazem lembrar de que a música não só serve para inspirar como também como um escape para as nossas emoções mais negras. Aqui há muito por onde pegar e exorcizar. Matéria não lhe falta.

8/10
Fernando Ferreira

Dust Prophet / Conduit – “Down Below / Constable”

2020 – Sleepy Village Records

O comunicado de imprensa refere que estas duas bandas desafiam categorização. Sou obrigado a concordar assim como também com a afirmação de que o alternativo e o progressivo são as facetas que mais se destacam. A influência de bandas como Tool é notória principalmente no caso dos Conduit, por causa da voz. Também me fez lembrar os God Machine e Jane’s Addiction. Pena serem apenas dois temas, gostaria de ouvir mais de ambas as bandas.

8/10
Fernando Ferreira

Deftones – “Ohms”

2020 – Warner Bros

Seja por passar mais ou menos tempo, as expectativas são sempre altas para um trabalho novo dos Deftones. “Gore” foi um álbum de grande qualidade, pelo que não se esperava menos de “Ohmns”. Antes que se pense os níveis de popularidades são algo que inevitavelmente leva a uma adocicação do som, “Ohms” espalha riffs e peso sem olhar a despesas. O que também não impede que tenhamos aquele groove hipnótico ao qual a voz de Chino Moreno tem uma enorme responsabilidade. Não foi tão forte o impacto que “Ohms” teve, comparando com “Gore” mas este continua a carregar consigo aquele toque mágico Deftones, onde a música cresce e amplia-se. Muda e tem nuances, tal como as nossas próprias emoções.

8/10
Fernando Ferreira

What Is Tec – “Genodified”

2020 – WormHoleDeath

Nome de banda estranho, título de álbum igualmente. A capa, estranha mas apelativa. Som. Choque, uma aura electrónica e até industrial insurge-se no tema de abertura “Behind The Moon” que funciona como uma intro pouco comum. O que é bom para fazer verificar o pacote promocional com a questão na cabeça “é mesmo isto?” Sim. É. Logo de seguida já surge as guitarras fortes aliadas a um gutural poderoso que vai intercalando com uma voz melódica nos refrões. Sim, sim, parece familiar, porque é familiar, é a descrição daquilo que se convencionou chamar de metalcore, mas estes turcos até conseguem apresentar um feeling industrial que acaba por ser interessante. A produção é limpa, mas há uma aura aqui que não é tão comum quanto isso e é esse pequeno detalhe (que podemos chamar de identidade própria) que faz a diferença na hora de dar o veredicto. Não é o industrial mais abrasivo mas a agressividade do resto acaba por compensar.

7.5/10
Fernando Ferreira

Kuroi Jukai – “Kuroi Jukai”

2015 / 2020 – Sentient Ruin Laboratories

Quando se mergulha bem fundo no underground podemos encontrar as mais bizarras bandas, e se existe banda que encaixa na perfeição nessa regra são sem dúvida os Kuroi Jukai. A banda com o nome Japonês que na realidade significa “The Black Sea of Trees”, é no entanto Canadiana mais precisamente de Edmonton, Alberta e permanece até hoje numa declarada obscuridade não sendo sequer certo que a banda ainda exista, o que se conhece sim é o seu primeiro e único álbum até ao momento que apesar de ter sido lançado previamente em 2015 foi este ano remasterizado e relançado. O álbum também intitulado ‘Kuroi Jukai’ apresenta-nos uma sucessão que curtas descargas de um sujo e pestilento Grindcore reminiscente dos primórdios dos Napalm Death ou dos Pig Destroyer impregnado de vestígios de Noise e Industrial/Electrónico exponenciando ainda mais os já altamente caóticos 10 minutos do álbum.

7/10 
Jorge Pereira

Vulgarithm – “ Share If You Disagree”

2020 – Edição de Autor

Estranho. Algo estranho para abrir o apetite. Provavelmente apetite de outras coisas. Não é por ser industrial, é mesmo por conjugar formas diferentes de fazer música moderna. O industrial pressupõe logo um lado mais maquinal, mas depois temos refrões orelhudos e ganchos que são supreendentemente eficazes. Fica a curiosidade para ver até onde este projecto poderá levar, os resultados são interessantes.

6.5/10
Fernando Ferreira

Superlove – “Superlove EP”

2020 – Rude Records

Mesmo sendo um nome e uma capa que sugere algo comercial, mesmo sendo um som totalmente comercial, até que fiquei surpreendido com este EP de estreia dos Superlove. O comunicado de imprensa descreve-os como noise pop. Não sei se isso é uma coisa que exista mesmo ou se é conversa de promoção, mas o que é certo é que soa bem. Tem uns ganchos melódicos endiabrados. E sim, há por aqui uma aura pop, definitivamente, mas resulta bem. Quase perfeita. Claro que isto é algo que poderá causar algum enjoo a quem gosta de coisas mais agrestes, mas para os outros que não se importam com excesso de açúcar no sangue, poderão arriscar.

6/10
Fernando Ferreira

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