WOM Reviews – Sasha Paeth’s Master Of Ceremony / Crashdiet / Badhoven / Strangers Know More / Block Buster / Rotor / Stormwarrior

Sasha Paeth’s Master Of Ceremony – “Signs Of Wings”

2019 – Frontiers Music

Sasha Paeth é um nome conceituado na cena, seja como guitarrista, engenheiro ou produtor e agora quer o seu espaço ou afirmação num projecto próprio como mestre de cerimónia. A estreia está feita e “Sign Of Wings” é uma colaboração melódica entre Sasha e a Frontiers. Convenhamos, não traz a fórmula mágica para os nossos ouvidos, mas a experiência trazida de outras andanças aliada à sua capacidade musical é audível num disco muito consistente onde toda a sua energia é colocada ao serviço dos fans na companhia de Felix Bohnke (Avantasia) na bateria, André Neygenfind (Avantasia) no baixo, Corvin Bahn nos teclados e a cantora americana Adrienne Cowan. Em termos de estilo, explora uma variedade de texturas diferentes, do metal melódico ao mais directo.

Nota 10/10
Review por Miguel Correia


Crashdiet – “Rust”

2019 – Frontiers Music

Os suecos Crashdiet têm uma capacidade de comunicação muito acima da média. Basta seguir a linha de “Rust” e ouvir com atenção o que por aqui vai e vão dar-me razão. Numa primeira audição fiquei algo de pé atrás, apesar de já conhecer o single “Rust” que me deixou curioso para as restantes composições, mas a coisa não entrou à primeira, confesso. Não me perguntem o porquê, possivelmente pela pouca disposição para isso, sei lá, a verdade é que depois a coisa mudou radicalmente ao ponto de ter “devorado” vezes sem conta num dia cada malha, cada solo, cada estrutura musical que ia saindo do meu leitor. “Rust” é disco que possivelmente precisa disso, disponibilidade, talvez, mas acima disso garanto que se trata se um trabalho com capacidade de aumentar a legião de fãs da banda e abrir novas portas de forma merecida! É um álbum consistentemente bom, com “Reptile”, “Stop Weirding Me Out”, “Idiots”, “We Are The Legion” e a balada do álbum “Waiting For Your Love”, um punhado de temas que são de ferro porque tem capacidade de durar para sempre na história do metal.

Nota 10/10
Review por Miguel Correia


Strangers Know More – “In The Eye Of The Beholder”

2019 – Edição de Autor

Chris Ame é a mente por detrás deste projeto que vai no seu terceiro lançamento, onde as linhas musicais, amadurecidas em muitos anos, estão pautadas em ritmos de rock e blue inspiradas por nomes como Bob Dylan, Fleetwood Mac e Dire Straits. “Only One” e “Chase The Lightning” são as músicas que mais impressionam. Nas palavras de Chris, “as músicas devem pintar quadros em sua própria mente, sem que o escritor as pinte demais” e não posso estar mais de acordo, pois senti neste disco essa fluidez, mas sinto que ainda assim os traços precisam de ser mais fortes. Pode ser que numa próxima oportunidade o meu reencontro com os Strangers Know More possa ser mais inspirador.

Nota 9/10
Review por Miguel Correia


Badhoven – “All The World’s A Fake”

2019 – ATS Records

A era das fake news foi a inspiração da banda austríaca de rock melódico para este título.
Falar então deste disco até é fácil pela forma simples com que ele também flui na audição. Bons riffs e solos em estruturas musicais simples e diretas, por onde se contemplam aqueles refrões ditos catchy, que marcam um disco vindo de uma fase de instabilidade criada pelas mudanças no line up. Acima de tudo as bases evoluíram e deixam para o catálogo um trabalho muito interessante onde nem o momento baladeiro falta com a brilhante “The Power Of Love” Recomendo!

Nota 8/10
Review por Miguel Correia


Block Buster – “Losing Gravity”

2019 – Frontiers Music

Os Block Buster são uma banda de hard rock cheio de groove, formada pelos irmãos Aarni e Jaakko Metsäpelto em Kuopio, Finlândia. Feitas as apresentações, passemos a falar de “Losing Gravity”, aplica à fórmula criada pela banda finlandesa de forma enérgica e simples. Principalmente influenciada pelo rock dos anos 70 e 80, a lista de influências dos BB inclui muitos dos nomes clássicos e serve de base ao som trabalhado com muita exuberância e modernidade nesta estreia e que os poderá levar longe. É ouvir e desfrutar.

Nota 9/10
Review por Miguel Correia


Tarchon Fist – “Apocalypse”

2019 – Edição de Autor

São de Itália e acreditem já têm 14 anos de carreira. A sonoridade apresentada aqui é uma mistura de vocais estridentes, guitarras rasgadas e hipnotizantes, linhas de baixo sólidas e uma bateria inabalável, criando uma paisagem sonora interessante, alojada nas veias do Heavy Metal. A banda prima pela versatilidade, mas a minha estreia com eles foi a melhor pois achei “Apocalypse” um disco globalmente forte, que começa com uma formação épica de riffs de guitarra e um prólogo falado antes de se desdobrar em uma ampla variedade de músicas com transições bem feitas e onde a banda permanece firme e poderosa até o final. É um álbum de metal clássico sólido, mas não é nada de inovador. É enérgico, divertido e muito bom para o metal tradicional. Sim…vão lá!

Nota 8/10
Review por Miguel Correia


Rotor – “Most Vagy Soha”

2019 – Hammer Music

Depois de uma ausência de doze anos, os Rotor estão de volta, bem pesados mas sem perder de vista o som tradicional do heavy metal. Há que admitir que o facto de cantarem na sua língua nativa (húngaro) não ajuda à internacionalização. E essa é a grande barreira para todos aqueles – infelizmente muitos – que não ouvem nada que seja cantado fora do inglês. Bons temas, produção forte e um nome clássico do heavy metal húngaro que merece a pena conhecer.

Nota 7/10
Review por Fernando Ferreira


Stormwarrior – “Norsemen”

2019 – Massacre Records

Os Stormwarrior são uma banda alemã formada nos finais dos anos 90 que vêm agora apresentar o álbum Norsemen, uma ode, já comum, à cultura viking e aos seus guerreiros. De forma a completar esta tarefa, dedicam-se a um estilo clássico de power metal , isto é, vocais limpos, ritmos bastante acelerados na sua maioria (surgindo depois breaks que pretendem dar aquele imponência épica do costume) e os ocasionais solos. Antes de começar, aviso logo que tipicamente ou gosto ou detesto a sonoridade power de cada banda, sem que existam meios termos… e espero que este aviso seja já indicador para os leitores, do rumo que esta review vai levar. Bem, a começar pelos aspetos negativos: o seu som power parece extremamente genérico, isto é, enquanto que há bandas de power que marcam o seu nome com sonoridades muito específicas (Accept, Hammerfall, Sabaton, etc), com este álbum, a banda assume um som que além de ser bastante familiar, pede emprestados muitos elementos de outras bandas; o meu gosto da cultura viking começou com o metal e acabou com o metal, é provavelmente uma das temáticas mais saturadas dentro do género, portanto, pessoalmente, foi um revirar de olhos; e para terminar, de início ao fim, só senti a guitarra e o vocal… ouvi baixo e bateria, mas estive muito longe de os sentir (com excepção da faixa Shield Wall). Já os pontos positivos: há solos bons em que se faz sentir o ímpeto do power metal e a faixa Shield Wall no seu todo em que há um carregamento total da componente de speed e uma certa medida de caos que vai ao encontro da “rebeldia metaleira”. Provavelmente esta crítica vai se inserir dentro do cesto das “opiniões pouco populares” visto que, aparentemente, a banda é bem conceituada nos seus álbuns anteriores e sinceramente nem sei se esta banda não serviu de bode expiatório para as minhas críticas a todas as bandas deste estilo que não se reinventam minimamente dentro do género. Seja como for, fica aqui a minha opinião sincera do álbum que num total de 50 minutos, conseguiu me entreter durante 5 apenas.

Nota 4/10
Review por Matias Melim


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