WOM Reviews – There’s A Light / Devoid / Dimitris Gallikas / Cynic

WOM Reviews – There’s A Light / Devoid / Dimitris Gallikas / Cynic

There’s A Light – “Fo̶r̶ ̶Wh̶a̶t̶ ̶Ma̶y̶ ̶I ̶Ho̶pe̶? For What Must We Hope?”

2021 – Napalm

Não quero saber se o pós rock no geral ou bandas como os There’s A Light em particular fazem sempre o mesmo tipo de música. Não é a máxima da gíria futebolística dizer “em equipa que ganha não se mexe”? Pois bem, estas atmosferas cheias de climaxes são muito bem construídas, porquê então deixá-as de lado. Este é um trabalho ao qual nos podemos facilmente perder, ficamos a ouvir sem dar conta do tempo passar. Cinematográfico como esperado mas com um nível de eficácia que tem que se salientar. Também tem que se salientar que apesar de quase completamente instrumental, ainda podemos encontrar a voz de Andreas Richau sem perdermos o tal impacto dramático que grande parte dos temas têm. Uma lição em pós-rock.

9/10
Fernando Ferreira

Devoid – “Lonely Eye Movement”

2021 – Frontiers Music

A banda francesa de metal melódico Devoid, lança aquele que é o seu segundo disco, “Lonely Eye Movement”. Com o objetivo de criar um álbum atemporal e que lhe abrisse mais portas, dando outras perspetivas ao futuro, a atmosfera melancólica que nos é dada ouvir ao longo de todo o trabalho, surge daquilo que são as bases musicais de Shad Mae e seus pares. A banda foi por caminhos mais pesados e ao mesmo tempo AOR, influenciada por nomes como Evergrey, Devin Townsend, Soilwork, Winger, White Heart, Giant e Strangeways, construindo um som melódico e progressivo de muita qualidade. “Lonely Eye Movement” é assim um disco perfeito para fãs de “hard hit”, mas muito melódico, combinando a delicadeza técnica e arranjos excecionais com refrões e riffs extremamente memoráveis,

10/10
Miguel Correia

Dimitris Gallikas – “Thoughts And Emotions In Unison”

2021 – Edição de Autor

Não compreendo como é que alguns dos meus colegas colocam de parte certos trabalhos por estes serem “antiquados” ou por se inserirem em géneros musicais que já existem há alguns anos e não transcendem as barreiras daquilo que já se conhece. Nem são estas as motivações certamente, poderá ser apenas o não gostar do estilo em questão mas se pegarmos num álbum de rock instrumental como este de Dimitris Gallikas, como não reconhecer o talento tanto dos músicos envolvidos e não apreciar o trabalho fantástico espalhado por estas dez malhas. Obviamente que o virtuosismo das guitarras está no centro das atenções ainda que também reparta as atenções com as teclas ocasionalmente. Bom gosto nas melodias e mesmo sem quebrar barreiras ou sequer ter essa pretensão, cumpre na perfeição o seu propósito. Rocka e inspira para quem gosta de ouvir música instrumental à boa maneira Shrapnel.

8/10
Fernando Ferreira

Cynic – “Ascension Codes”

2021 – Season Of Mist

Cynic nunca foi um nome consensual. E só é quando se faz referência ao passado e/ou quando a banda não está no activo. No entanto a cada vez que a banda lança um álbum, sempre muito espaçado no tempo, os álbuns são sempre recebidos de forma morna. Talvez a banda esteja sempre à frente do seu tempo ou talvez a sua música seja sempre mais forte conceptualmente – da ideia que as pessoas têm do som dos Cynic – do que aquilo que é na realidade. “Ascension Codes”, longe de ser um mau álbum, sofre um pouco desse mal. Para já a questão de se ter dezoito faixas, muito delas pequenos interlúdios, também obriga que este seja um trabalho para apreciar de seguida. Nada de errado com isso mas o facto de não termos um tema sequer que se saliente também poderá ser frustrante. É, portanto, um trabalho que funciona como um todo e que deverá ser apreciado como tal. Mais que isso, provavelmente não será capaz de oferecer.

7/10
Fernando Ferreira

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