WOM Reviews – Twilight Force / Artic Rain / Ed Philips And The Memphis Patrol / Tragedy

Twilight Force – “At The Winter Of Wintervale”

2023 – Nuclear Blast

A nossa apresentação aos Twilight Force foi ao vivo (quando abriram para Sabaton com Accept) e através do disco “Heroes Of Might And Magic”. A primeira impressão foi um pouco de mistura entre aquele power metal mais happy que bandas como Freedom Call já nos tinha habituado com o espírito um pouco mais “sério” e cinematográfico de bandas como Rhapsody. Algo que se achou engraçado, mas não impressionou de forma memorável pela positiva. “Dawn Of The Dragonstar” que se seguiu foi um bom álbum mesmo com a tal impressão em mente. Desde então o mundo mudou muito e quatro anos já passaram. Quatro anos que faz com que este “At The Heart Of Wintervale” seja recebido com muito mais entusiasmo. Estranho é sentir que a banda até nem se mostra muito transfigurada. Os exageros e os lugares comuns do power metal continuam bem presentes, mas há uma maturidade que antes não era evidente, uma maturidade que se transpõe também para a sua própria identidade que os faz, aos nossos olhos, pisar finalmente o seu próprio caminho sem qualquer tipo de referências (algumas são inevitáveis como a voz de Allyon fazer lembrar Tony Kakko dos Sonata Arctica) necessárias para os possamos descrever. Este é um álbum grandioso de power metal sinfónico e sem dúvida um dos melhores da sua carreira.

9/10
Fernando Ferreira


Artic Rain – “Unity”

2023 – Frontiers Music

Segundo album dos Arctic Rain e como tal, já sabemos o que nos espera: rock melódico, com pitadas de AOR mas que consegue transitar de forma bem sucedida por outros géneros musicais. As guitarras estão sobretudo no centro das atenções, conseguindo por vezes também capturar um feeling prog. Todavia, ao falar de Arctic Rain, o fundamental não é qualquer uma das partes, mas sobretudo o todo, o que neste caso se reflecte nas canções que conseguem trazer um feeling fantástico, como sempre. Melodias marcantes que fazem com que este seja um álbum ainda melhor que estreia e a demonstrar um potencial enorme destes suecos.

8.5/10
Fernando Ferreira


Ed Philips And The Memphis Patrol – “#3”

2023 – Edição de Autor

Good Old Rock’N’Roll. O rockabilly sempre foi um daqueles géneros musicais que teve máximo impacto aqui na World Of Metal, isto porque sentimos que foi o começo de tudo (ou dos começos se tivermos em conta a música clássica, o blues e o jazz). Curiosamente a banda não é norte-americana – é húngara e até soa mais norte-americana do que muitos norte-americanos – mas tem o rock’n’roll a correr-lhe no sangue. Suave, mas cheio de swing e de bom gosto tal como aquele que abundava quando o rock estava a dar os primeiros passos na década de cinquenta, com melodias intemporais que, estas, apesar de serem originais não deixam de nos recuar décadas atrás. Um álbum apaixonante, obrigatório para os fãs de rock’n’roll e rockabilly.

8/10
Fernando Ferreira


Tragedy – “I Am Woman”

2023 – Napalm 

É interessante todo o debate que temos acerca das bandas de covers e depois termos bandas de covers como os Tragedy a estarem em editoras como a Napalm Records. Da nossa parte, nunca escondi sermos grandes fãs de covers, é sempre interessante termos abordagens novas de clássicos. Mais interessante também é vermos as fronteiras de estilos esbatidas e esse é na nossa opinião o grande interesse de uma proposta como os Tragedy, que pegam em músicas pop da década de oitenta e setenta e dão-lhes uma roupagem (mais ou menos) heavy metal. Nem sempre resulta – e aqui neste “I Am Woman” temos alguns exemplos disso como a “I Will Survive” que parece uma oportunidade perdida para um verdadeiro épico. Mas temos aqui muita coisa boa também como a “Respect” com a participação fantástica de Marcy Harriell, “Venus”, “Goldfinger” (sim, essa mesmo, a banda sonora do filme do 007 com o mesmo título). Não fosse a vontade de condensar tudo em menos de três ou quatro minutos, e poderíamos ter grandes pérolas, mas ainda assim é uma forma de perpetuar grandes músicas e ainda por cima com peso. Nota apenas para a produção, sobretudo da voz em alguns temas que parece demasiado comprimida e processada. Tirando isso, um bom disco para lavar os ouvidos.

7.5/10
Fernando Ferreira


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