WOM Reviews – Wail / Burn Down Hollywood / Sandstorm / Bad Touch / DreamSpy / Nagual / Drew Davies / Tanna

WOM Reviews - Wail / Burn Down Hollywood / Sandstorm / Bad Touch / DreamSpy / Nagual / Drew Davies / Tanna

Wail – “Civilization Maximus”

2020 – WormHoleDeath

Segundo álbum de originais dos noruegueses Wail que surgem com o gás todo. O seu heavy metal tem bases tradicionais mas está com uma sonoridade de tal forma poderosa que de certeza que vai agradar aos fãs de coisas mais modernas. E como não somos adeptos das coisas que soa bem e são inócuas, também temos um conjunto de temas que são memoráveis. Um álbum de heavy metal que mostra ser possível olharmos para o estilo não como algo que começou cerca de cinquenta anos atrás mas como algo que tem os pés bem assentes nos tempos de hoje e com igual relevância. Não chega a quarenta minutos e não é preciso mais para nos deixar a salivar.

8.5/10
Fernando Ferreira

Burn Down Hollywood – “Burn Down Hollywood”

2020 – Andreas Amnel Music

Uma proposta de Hard Rock, com todos os elementos do género bem presentes em cada malha deste disco dos Burn Down Hollywood, onde a banda combina emoção e competência técnica. “Fairfax Groove” e “Taste The Riches” por exemplo são destaques difíceis, mas reveladores do que acabei de escrever. Não os conhecia, fiquei a conhecer e ganharam um fã aqui para estes lados.

10/10
Miguel Correia

Sandstorm – “Time To Strike”

2020 – Dying Victims Productions

Um Ep é a carta de apresentação dos canadianos Sandstorm. “Time To Strike”, é mais um produto com selo de qualidade da World Of Metal. Mais um pacote de músicas de heavy metal old school, carregado de malhas que arrepiam e deixam excelentes indicações para o futuro da banda.Sandstorm outra banda que não vou perder de vista!

9.5/10
Miguel Correia

Bad Touch – “Kiss The Sky”

2020 – Marshall Records

Yeah, let’s rock’n’roll all night and party everyday…é quase o lema deste disco dos rockeiros Bad Touch, cheio de pujança e arrojado, quase que nos desafiando a bater o pé e curtir cada malha com toda a nossa energia. “Kiss The Sky” não sendo inovador é simplesmente daqueles que soa sujo, directo e tocado sem preconceitos. Apesar de coisa acalmar em três dos momentos deste disco, há por aqui muito para uma audição divertida e cheia de energia e o fecho é sublime, pois acho “Something About Your Kiss” uma música fantástica, talvez mesmo a melhor de todas!

9/10
Miguel Correia

DreamSpy – “My Halo Of Obsession”

2020 – Inverse Records

A proposta de dos DreamSpy é algo a que navega por uma sonoridade Dark Atmospheric Rock, totalmente experimental. Ideada, executada e produzida por Anssi Tamminen.Não desgostei do que ouvi, bem pelo contrário, tinha acabado uma sequência de coisas mais pesadas e quando cheguei aqui a coisa fluir bastante bem e sem grande vontade de passar à faixa seguinte sem deixar acabar o que estava a ouvir.“Bitter Sweet” é o tema de abertura que nos abre assim as portas para aquilo que vamos ouvir em todo o álbum, sem cansar. Gostei da versatilidade da voz de Anssi, das estruturas melodiosas e por vezes melancólicas de cada música, onde guitarras são compensadas com sons eletrónicos e da forma inteligente como cada composição é pensada em pormenor refletindo aquilo que é o lado mais sombrio e frio da Finlândia.

8.5/10
Miguel Correia

Nagual – “A Glass Full Of Karma”

2020 – OrzoRock Music

“A Glass Full of Karma” é o título do segundo álbum dos italianos Nagual que apresenta 8 faixas demonstrativas das suas influências musicais, oriundas daquilo que se fazia nos anos 70/80. É um ótimo álbum de Soft Rock que soa diferente, mas bem, que é diferente, mas interessante. A música de encerramento, “Crucify”, dura 9 minutos e 38 segundos, reveladora de uma composição épica e nada cansativa. Recomendo.

8/10 
Miguel Correia

Drew Davies – “Drew Davies”

2020 – AD1

Não é muito a minha praia, mas claro, que a minha mente sempre foi aberta para vários estilos, para boa música acima de tudo. Drew Davies traz-nos um disco de indie rock bem composto, com dez temas prometedores, mas pouco inovadores. Não posso dizer que fiquei preso, mas também não é daqueles discos que vou arrumar, pois futuramente irei dar-lhe outra oportunidade. Este disco demonstra a resiliência de Davies como personagem nas suas próprias músicas e as letras estão ligadas diretamente às suas experiências como músico. Certamente que tem publico para ele.

8/10
Miguel Correia

Tanna – “Storm In Paradise”

2020 – AOR Heaven

“Storm In Paradise”, o tema-título, abre este álbum dos finlandeses da forma mais tradicional e nostálgica e possível. A identificação com a década de oitenta é imediata e provavelmente só será efectiva para quem de alguma forma está ligado à década em questão. Seja por ter vivido/nascido nela seja por apreciar a cultura da época – nomeadamente nos filmes. Claro que isso levanta questões em relação ao seu lugar nos dias de hoje e as críticas são naturais. No nosso caso, e apoiando-nos apenas na música, o carácter viscoso destes temas certamente que dá para temperar muita salada mas isso não deixa de ser azeite com qualidade. Alguns momentos constrangedores (como o início da “Silhouettes” que nos remete para o universo de um Tony Carreira ou Nel Monteiro), mas também boas melodias e bons solos. Para os aficionados, somente.

6.5/10
Fernando Ferreira

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