WOM Reviews – Wretched Of The Earth / Villain Outbreak / Chronoform / Victims / Gift of Destiny / Dayseeker / King Satan / Dogs For Breakfast

WOM Reviews - Wretched Of The Earth / Villain Outbreak / Chronoform / Victims / Gift of Destiny / Dayseeker / King Satan / Dogs For Breakfast

Wretched Of The Earth – “Collapse//Rebirth”

2019 – Shove Records

“Collapse/ Rebirth” é um álbum de D-Beat e o Neocrust activista que liricamente foca-se na revolta contra a ocupação ilegal do território Havaiano, na revolução iraniana, na luta contra o fascismo e defesa das igualdades. Um disco que apresenta-nos várias camadas bastante interessantes sempre com um tom In Your Face como um grito de revolta e com uma tendência Hardcore bem demarcada ao longo das 7 músicas que o compõem.


Kū’e (parar em Havaiano), Razme mellat رزم ملت , Hechicería (feitiçaria em Espanhol), (Razme mellat a nação guerreira em Persa) e Ke’tsa (Estou indo em Sesotho), são as ofertas mais diferentes de todo o álbum, pois tal como o titulo de cada uma indica são escritas e cantadas nos idiomas mencionados.
Um grito de revolta sob forma de álbum que irrompem pelos nossos canais auditivos com uma lufada de ar fresco de sinfonias pesadas, causticas e agressivas.

Nota: 8.5/10
Review por Luís Valente

Villain Outbreak – “Uneven”

2019 – Raging Planet Records

Portugal sofre do mal da centralização e a cultura, mais concretamente a música, é apenas um dos sectores afectados. No entanto temos assistido a uma perseverança por parte de bandas que estão longe de Lisboa e do Porto que é apreciável. Os Villain Outbreak servem para ilustrar de forma perfeita este exemplo, a propósito do seu álbum de estreia, “Uneven”. A banda algarvia tem nesta estreia todos os elementos que já lhes conhecíamos (e reconhecíamos) já evidenciados no anterior EP “No Story For A Hero, Chapter 1”, aqui amplificados e evoluídos. O seu metalcore surge-nos não como um seguimento daquilo que o género já apresentou mas algo orgânico e natural que seguiu o seu próprio caminho. Peso e groove em barda e uma capacidade para fazer grandes canções. A esta altura do campeonato já é partir com um avanço de cem metros em relação à concorrência. Um álbum forte, tal como esperávamos.

Nota 8.5/10
Review por Fernando Ferreira

Chronoform – “From The Void”

2019 – Inverse Records

Apesar de ser catalogados apenas como metal moderno – que é um termo sempre mais simplista de evitar de chamar algo de metalcore – a verdade é que os finlandeses apresentam-se neste álbum de estreia com uma sonoridade que não foge muito aos trejeitos do metalcore. Dito isto, temos que dizer que acabam também por apresentar alguns toques de progressivo que favorecem em muito a música final, soando um pouco menos genérica. Estreia sólida, só falta largarem as influências e os lugares comuns que os limitam.

Nota: 6.5/10
Review por Fernando Ferreira

Victims – “The Horse And The Sparrow Theory”

2019 – Relapse Records

Impressionante trrabalho dos Victims, que apesar de durar pouco menos de meia hora, parece que dura uma eternidade. Hum… dito desta forma não parece exactamente um elogio mas a verdade é que este trabalho consegue condensar neste curto espaço de tempo aquilo que muitas bandas não conseguem chegar perto numa discografia inteira. Trata-se da estreia da veterana banda sueca na enorme Relapse e aqui continuam com a sua veia visceral de hardcore/sludge/crust bem viva. Visceral musicalmente mas principalmente em termos líricos. Um retrato cru e duro (mas verdadeiro) do mundo que nos rodeia que apresentando com esta música só ainda ganha mais força.

Nota 9/10
Review por Fernando Ferreira

Gift of Destiny – “Throttle”

2019 – Edição de Autor

Por vezes o perigo de andar com os pés em dois (ou mais sítios) ao mesmo tempo é que ou se tropeça ou acaba-se por seguir um caminho um pouco confuso demais para que quem venha atrás o consiga seguir. Os Gift Of Destiny deixam-nos numa posição semelhante. Algures entre o nu-metal, o metalcore e o thrash mais moderno (mais amigo do groove(, a mistura destes géneros todos, que até nem são assim tão distantes entre si, acabam por não trazer resultados memoráveis, sendo esse o principal problema deste trabalho. Pouco impacto duradouro na memória, infelizmente.

Nota: 5/10
Review por Fernando Ferreira

Dayseeker – “Sleeptalk”

2019 – Spinefarm Records

Interessante ver como o catálogo da Spinefarm se foi adaptando às tendências mais modernas da música pesada ode podemos encaixar estes Dayseeker. Com bastante melodia, a banda é um exemplo de como é difícil categorizar algo como metalcore ou pós-hardcore, quando as melodias, as soluções de composição são quase as mesmas. Se calhar por termos um pouco mais de ambiências e melodias, vamos arriscar que “Sleeptalk” está inserido no campo de pós-hardcore. Ah, mas será que interessa mesmo em que campo está? Algumas das tais soluções de composição pecam por serem um pouco batidas mas os resultados até são efectivos e temos em crer que este trabalho será muito bem aceite entre as novas gerações, pela forma como consegue conciliar a emoção e o (algum) peso.

Nota 6/10
Review por Fernando Ferreira

King Satan – “I Want You To Worship Satan”

2019 – Inverse Records

Apesar de sermos fãs de misturadas que transcendam os limites, por vezes limitados, do metal, há certas coisas que simplesmente não resultam (ou pelo menos simplesmente não nos convencem. Os King Satan são um deles. Apesar dos títulos e das vocalizações, não se enganem que o que temos aqui é música electrónica quase no seu estado mais puro (as guitarras sintetizadas ou os samples de guitarras distorcidas não alteram em nada o som) e ouvir isto é uma valente tortura, com alguns pontos positivos inesperados – o solo da “Fuck Yoga” soa bem mas é graças a controponto positivo em relação a tudo o resto. Continua a não ser nada que recomendemos.

Nota: 2/10
Review por Fernando Ferreira

Dogs For Breakfast – “Suiru”

2019 – Overdrive Records / Wooaaargh / Mothership Records/ Shove Records / UA!

Os Dogs For Breakfast regressam em grande com um álbum onde o seu hardcore dissonante e corrosivo nos agarra como uma maldição dos infernos e não nos larga até ter terminado. Até depois disso. Refrescante pela forma como se instala longe dos lugares comuns do hardcore e se familiariza, com grandes confianças, com a faceta mais noise. Nunca o ruído nos soou tão bem como aqui.

Nota 8/10
Review por Fernando Ferreira

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