WOM Tops – Top 20 Death/Black Thrash Metal Albums 2020

WOM Tops - Top 20 Death/Black Thrash Metal Albums 2020

O thrash metal e os seus cruzamentos com a música extrema, mais concretamente, o black e o death metal. Como tem tem sido hábito, juntamos os dois num só, não havendo uma noção de equilíbrio entre as duas facetas. Tivemos um número muito grande de candidatos para chegar a este top 20 e muitos terão ficado de fora do nosso alcance mas esta é uma selecção cheia de qualidade.

20 - Okrütnik – “Legion Antychrysta”

Ossuary Records

O primeiro contacto com uma banda que acaba de lançar o seu primeiro álbum é sempre determinante. Não é absoluto mas é sem dúvida determinante. No caso dos Okrütnik (nome que me obriga a verificar constantemente se o estou a escrever bem… e posteriormente a corrigi-lo) também é bastante positivo. A aura de metal tradicional (do heavy ao speed thrash) ajuda bastante mas por vezes a melhor das auras não se aguentar se não tiver na base músicas de grande qualidade. O black metal é mesmo a forma de expressão escolhida pela banda polaca (que também se expressa no sua língua nativa) e não é só pela capa ou pela voz de Michał Dryjański que vocifera como se tivesse acabado de ascender dos infernos mais profundos. É mesmo pelo apelo que estes oito temas trazem, sem ter preocupação de seguir qualquer corrente – não sei na realidade se assim foi, mas é o que se sente – apenas debitar um espírito malévolo que deverá coexistir nas facetas mais negras da música. E isso é atingindo em pleno. Esta foi uma excelente surpresa.

Fernando Ferreira

19 - NonExist – “Like The Fearless Hunter”

Mighty Music

Johan Reinholdz está de volta com os seus NonExist para aquele que é o seu quarto trabalho, intitulado “Like The Fearless Hunter”. Quem ouve este disco, tem mesmo de estar preparado para ficar arrasado quando acabar a audição. Pois as doze faixas que o compõe são de uma agressividade sonora tal que nos deixam de rastos, mas com um sorriso, pois se há músico com capacidade para isto é Johan. Reinholdz assumiu agora os vocais e o melhor a fazer para perceber a diferença é começar a ouvir a rasgada e destruidora “Strictly Sadistic Intent”, abertura digna que nos guia para processos por vezes sombrios, cheios de sons hardcore, punk, death, numa combinação única e fortemente conseguida. Por aqui vão surgindo participações de nomes de peso como Mikael Stanne (Dark Tranquillity), Rogga Petersson (Merciless), Chris Amott (Dark Tranquillity, ex-Arch Enemy) e Markus Johnsson (Eucharist), só para citar alguns. Não percam!

Fernando Ferreira

18 - Guerra Total – “War Is The Pursuit Of Death: A Hymnal For The Misanthrope”

Satanath Records

Os Guerra Total continuam a ser uma das grandes coisas que nos surge da América Latina. Seja em castelhano, seja em inglês, a banda colombiana continua a misturar como ninguém black, death e thrash metal numa amálgama que se torna difícil (e até inútil) de decifrar. Já há muito tempo que passou o tempo de tentar dissecar o que se passa por aqui até porque isso é bem simples de definir.  Produção crua mas bem definida assim como poder metálico como os deuses do metal estabeleceram. Tudo junto? Um álbum dos infernos.

Fernando Ferreira

17 - From Hell – “Rats & Ravens”

Fastball Music

Existem bandas e álbuns que são logo amor à primeira vista. Há outras que nos deixam na dúvida, que nos pedem mais, exigem de nós assim como nós exigimos de volta para termos a certeza. Foi o que me aconteceu com os norte-americanos From Hell. Algures entre o thrash e o death metal, há muito em “Rats & Ravens” para nos deixar entusiasmados, mas também há muito que nos parece ser demasiado. Ou em inglês, “Overkill”, o que até é apropiado. No entanto, conforme mergulhamos neste álbum é fácil perceber as suas dinâmicas que no início nos estavam algo escondidas. E depois é um vício completo. Raramente encontramos álbuns que cresçam desta forma, e caso vos aconteça algo semelhante nas primeiras audições, não se vão arrepender com o benefício da dúvida.

Fernando Ferreira

16 - Bulletbelt – “Warlords”

Impaler Records

Dos neozelandeses Bulletbelt já sabemos que podemos esperar boa coisa. Sendo a boa coisa a mistura viciante entre o black e thrash metal, com bastantes surpresas para quem espera que se trata de uma mistura literal entre os dois géneros. Há inclusive aqui temas que vão bem mais além deste espectro – “Blade On The Fire” tem um adorável tom pós-punk. Excelente bom gosto nas melodias, um trabalho de guitarra fantástico e uma secção rítmica que é a base para tudo o resto. Confesso que não os conhecia e a apresentação não poderia ter sido melhor, com um grande álbum.

Fernando Ferreira

15 - Cryptic Shift – “Visitations From Enceladus”

Blood Harvest

Apesar de já ter muitos lançamentos na sua discografia, “Visitations From Enceladus” é a estreia oficial nos álbuns dos britânicos Cryptic Shift e podemos dizer que é uma estreia muito interessante. Mais que interessante, é especial. Primeiro tenho que dizer que antes de começar a ouvir ou procurar informações sobre este lançamento, pensava que fosse mais um EP, pelo simples facto de ser composto por apenas quatro temas. Pois bem, fui bem enganado. O ambiente sci-fi remete-nos para dois nomes, Voivod e Vektor e a cacofonia gerada em alguns momentos parece que é o mesmo efeito de termos os dois a tocar ao mesmo tempo, de forma mais ou menos harmoniosa. Sim é um caos controlado ao qual não podemos fazer mais do que assistir. O início com o épico de vinte e cinco minutos é o suficiente para nos deixar presos. Tanto que os três tema seguintes são quase encarados como faixas bónus. É um álbum surpreendente com uma espécie de death/thrash técnico que não é fácil de absorver e não será para todos. Mas para quem procura será certamente uma das revelações de 2020.

Fernando Ferreira

14 - Mercyless – “The Mother Of All Plagues”

XenoKorp

Os mestres do death/thrash francês estão de volta e com um estrondo. “Pathetic Divinity” foi um bom álbum mas “The Mother Of All Plagues”, o terceiro álbum desde o regresso em 2011, está sem dúvida num outro patamar. Aliás, tal como a capa (brutal!) evidencia. E tudo isto pela simplicidade, o som forte e poderoso mas longe de se mostrar plástico e feito em série. Há todo um feeling old school que é bem vindo e recebido por estes lados. É coisa para se tornar um vício em pouco tempo. Já o é.

Fernando Ferreira

13 - Occult Burial – “Burning Eerie Lore”

Invictus Productions / Electric Assault Records / Stygian Black Hand / Temple of Mystery Records

É fácil perceber o porquê deste álbum ter sido bastante aguardado. Os canadianos Occult Burial têm trazido classe ao black/thrash metal desde o primeiro momento e “Hideous Obscure”, o álbum de estreia tem muito culpas no cartório. “Burning Eerie Lore” é aquilo mesmo que mesmo que se antecipava. Músicas uptempo, a rasgar fininho mas longe de ser tosco, apesar de ter uma aura que nos traz os tempos mais antigos do metal extremo. É um testemunho que nos leva para esses momentos mas continua a trazer algo de novo a cada vez que nos amandamos de cabeça. E acreditem, esse processo é repetido muitas vezes.

Fernando Ferreira

12 - Slaughter Messiah – “Cursed To The Pyre”

High Roller Records

Na demanda por coisas novas, por coisas excitantes, há sempre um equilíbrio que por vezes nos parece escapar. Se por um lado nos sentimos empolgados por música que nos desafia, por outro é bom recairmos e confiarmos no reconhecimento. O reconhecimento de termos uma banda que apesar de amor a tudo o que é extremo, não deixa de nos fazer gritar “thraaaaaaaaaash” bem alto. Assim é este trabalho de estreia dos belgas, que atiram o thrash metal para a lama do death e black metal e ficam com uma pomada em mãos que nos parece francamente ser a cura para todas as maleitas. Musicais ou não. “Curse to The Pyre” não encerra grandes segredos em si mas mesmo assim consegue fazer-nos fazer despertar para a vida como se fosse a primeira vez que ouvimos algo do género. Só isso quer dizer muita coisa.

Fernando Ferreira

11 -Vampire – “Rex”

Century Media Records

Os Vampire não desiludem. O seu death/black/thrash/óreva pode ser ligeiramente javardo e até arcaico para as concepções daquilo que supostamente o thrash metal é (ou que as pessoas pensam que deve ser) mas soando tão bem, o que é que interessa? Não interessa mesmo nada. Capa impressionante para um som que lhe faz jus. As ambiências old school e aquela magia que julgamos ser irrepetível, está tudo aqui, de forma natural sem soar desonesto ou oportunista – até porque mesmo que fosse, a sua recompensa seria tão limitada tendo em conta o nicho em que se insere, que não valeria apena o esforço a não ser que houvesse verdadeira paixão por trás. Facilmente um álbum ao qual lhe dedicamos valentes audições sem qualquer problema. Um vício para 2020 e além.

Fernando Ferreira

10 - Vulcano – “Eye In Hell”

Mighty Music

Os mestres brasileiros do black / thrash metal, que passarem por terras lusas em dezembro, estão agora de volta com “Eye In Hell”, a ser lançado mundialmente pela Mighty Music no primeiro trimestre de 2020. “Eye In Hell” não deixa os créditos por mãos alheias, pois do primeiro ao último segundo de audição o disco é de uma sonoridade pesada, veloz e furiosa com vocais excelentes, solos rápidos e épicos e a abordagem à velha escola é por demais evidente e feita com toda a maestria. Os Vulcano são uma banda que sabem o que fazem e por onde e como querem ir, pois mantêm-se fiéis aos seus princípios e os fãs agradecem. 2020 promete ser um ano em cheio no que a lançamentos discográficos diz respeito e nós agradecemos!

Miguel Correia

9 - Hemotoxin – “Restructure The Molded Mind”

Unspeakable Axe Records

Já há muito tempo que me deixei de queixar da duração dos álbuns pelo que está mais que na altura para voltar a essa temática. Ainda para mais quando se tem um álbum que tem menos de meia hora. A parte positiva é que é mesmo um senhor álbum. Death/thrash de laivos progressivos e técnicos que nos fazem ficar a aguar por mais. Se calhar o objectivo era mesmo esse. Deixar-nos a ansiar por mais. Verdade seja dita, a quantidade de coisas que se passam aqui em três minutos dava para preencher quase um álbum inteiro. Riffs intricados, mudanças de tempo, de ritmo e uma capacidade instrumental de deixar qualquer um com inveja. E com isto não se perde musicalidade embora esta não esteja ao alcance de todos. Um álbum ao qual se deve prestar várias e cuidadas audições.

Fernando Ferreira

8 - Deathcraeft – “On Human Devolution”

Edição De Autor

Excelente surpresa na forma deste álbum de estreia. Por muito que se fique desconfiado quando uma banda sem dizer nem ai nem ui lança logo um álbum de estreia – algo que até já é bastante comum hoje em dia – quando a qualidade é deste poder, não há mais nada a fazer a não ser render-nos por completo às evidências. Temos um caldeirão de diferentes influências e que todas funcionam muito bem. Death metal, black metal, metal sinfónico e até thrash metal, todos juntos – nada de novo é certo até porque um dos nomes que nos surgem são os Dragonlord de Eric Peterson. Seja como, este é um álbum que entusiasma e nos puxa, bem mais do que os seus lugares comuns poderiam prever.

Fernando Ferreira

7 - Midnight – “Rebirth By Blasphemy”

Metal Blade Records

Estreia dos Midnight pela Metal Blade e podemos dizer que é uma estreia em grande, numa das grandes casas do metal. A banda ou será melhor dizer Athenar (já que estamos a falar de uma one-man band) traz-nos aquela fusão muito própria entre o black metal e o heavy/speed/thrash metal. Sem estar especialmente polido, nem propriamente podre, o equilíbrio entre os vários mundos é atingido de forma exemplar. Já tivemos diversas formas de representação deste género, mas os Midnight continuam a conseguir atingir os melhores resultados. “Fucking Speed And Darkness” e “Cursed Possessions” são dos exemplos maiores que podemos encontrar, mas os resultados no geral são bem positivos.

Fernando Ferreira

6 - Evoke - "Seeds Of Death"

Pulverised Records

Hoje viemos celebrar o primeiro lançamento inteiro dos Evoke. Formados em 2016 na Noruega, os Evoke são um trio de thrash/speed que apresenta em Setembro o seu primeiro álbum. E é definitivamente um excelente começo para esta banda. O estilo de thrash apresentado em Seeds of Death é um mais a puxar para o old-school e fá-lo mantendo-se sempre fresco. Ritmo acelerado de bateria, trabalho de guitarra que, mais uma vez, se mantém numa vertente nostálgica na medida em que acompanha literalmente tudo com riffs e solos viciantes sem ser um daqueles casos em que assume completamente o protagonismo, e um vocal tanto rouco como limpo ao mesmo tempo. Literalmente, não há nada que desgoste neste álbum, até a capa do mesmo é excelente e encapsula a sonoridade deste álbum. É tudo um ataque de ansiedade massivo e é nisso que a banda ganha com o seu estilo rápido de metal. Este é um daqueles casos em que é recomendação máxima para ouvir de tanta energia thrash que este álbum transmite.

Matias Melim

5 - Carnosus – “Dogma Of The Deceased”

Satanath Records

É bom ver quando uma banda luta no underground até chegar ao seu álbum de estreia. Melhor ainda quando o álbum de estreia é uma bomba poderosa como esta. Os suecos Carnosus trazem-nos uma bomba de death metal meio thrash meio melódico (e atenção que quando se fala em death metal melódico, a parte da melodia deve-se exclusivamente a leads e harmonias de guitarras bem metálicas e próximas do heavy /thrash tradicional) que é um absoluto vício. Raramente temos um álbum onde ficamos completamente derreados logo à primeira e aqui podemos dizer que foi mesmo amor à primeira audição. Tudo o que deveria correr bem num álbum corre aqui. Temas que são bem construídos na forma como cativam o ouvinte (partindo-se do príncipio de que gosta de death/thrash, claro) e bem dinâmicos entre si. É tão fácil repetirmos as audições, as mesmas sucedem-se sem que se dê conta.

Fernando Ferreira

4 - Vader – “Solitude In Madness”

Nuclear Blast 

Os Vader, a icónica banda Polaca assinala em 2020 os seus 28 anos de carreira com o lançamento do seu 13º álbum de originais ‘Solitude In Madness’. Qual máquina trituradora os Vader são desde há muito tempo verdadeiros mestres da dicotomia death/ thrash Metal. ‘Solitude In Madness’ é mais uma copiosa descarga de carismático e impiedoso Death Metal regado com a aceleração do Thrash tão característico da banda, onde emergem distintamente os vigorosos e intempestivos riffs e a inconfundível e magnética voz de Piotr “Peter” Wiwczarek o único membro fundador ainda presente na banda. ‘Solitude In Madness’ é mais uma irredutível prova do “bom envelhecimento” dos Vader, uma banda que tem sobrevivido com distinção às “modas” das sonoridades mais pesadas fazendo das suas origens e da sua capacidade de modernização e adaptação as suas maiores virtudes. Não obstante do típico excesso de repetibilidade e carência de originalidade ‘Solitude In Madness’ evidencia ainda assim um assinalável nível de qualidade.

Jorge Pereira

3 - Bütcher – “666 Goats Carry My Chariot”

Osmose Productions

Eu sei, vou começar pelo lugar comum de dizer que não percebo o rótulo speed metal. Lugar comum no que me diz respeito já que invariavelmente sempre que surge uma banda com esse rótulo, queixo-me sempre do mesmo. No entanto, em vez de discutir o sexo dos anjos, vou apenas dizer que os Bütcher são daquelas bandas que nos conseguem calar mesmo quando temos questões pertinentes como a referida atrás. Tudo graças a uma fórmula descomprometida e eficaz de debitar metal que tem tanto de extremo como de tradicional. Por um lado tem aquele lado mais bruto do proto-death/black metal, por outro apresenta-nos coisas que nos fazem lembrar os bons momentos do início de carreira de bandas como Iron Maiden e Slayer. E tudo isto, apesar de poder soar meio cru e podre, tem um feeling do caraças que merece estar aqui nesta lista dos melhores álbuns de Janeiro de 2020!

Fernando Ferreira

2 - Sarcator – “Sarcator”

Redefining Darkness Records

Aquele “huh” inicial da “Abyssal Angel” é a cerveja do bolo thrash metal que tanto apreciamos. E como esse é o primeiro tempo, fica-se logo apresentado. Death/black thrash a fazer lembrar o impacto que bandas como Kreator e Sodom tiveram quando os ouvimos pela primeira vez. Aliás, há muitas mais referências a surgirem aqui, em relação a esse impacto mas antes que se pense que é uma colecção de riffs roubados ou algo assim do género, quero garantir que o que temos é mesmo uma sensação de algo refrescante e algo novo. Sei que é um paradoxo perante tudo o que disse atrás mas não deixa de ser essa a sensação. A produção é poderosa mas vintage o suficiente para nos dar esse ambiente  – algo que a distorção e sobretudo o ligeiro reverb na bateria cria com excelência. Esta é uma verdadeira pérola recomendada para todos/as os/as amantes de thrash metal. Mesmo que não gostem da abordagem mais extrema, garanto que não vão ficar desiludidos/as.

Fernando Ferreira

1 - Sepultura – “Quadra”

Nuclear Blast

Não existem dúvidas nenhumas que os Sepultura atravessam uma excelente fase criativa. E isto dito por alguém que achou que Machine Messiah seria difícil de superar. Bem, “Quadra” é um disco diferente, não se pode dizer que seja uma sequela de “Machine Messiah”. Essa é parte inagualável dos Sepultura na fase de Derrick Green. Ninguém os pode acusar de não terem conceitos interessantes, independentemente da qualidade musical. E como tem sido recentemente, têm juntando as duas vertentes de forma brilhante. Se Machine Messiah tinha alguns devaneios progressivos, “Quadra” não deixa de ser aventureiro nesse aspecto (o que dizer da brilhante instrumental “The Pentagram”), mas aqui o que surpreende é a forma como conseguem integrar os coros de forma assombrosa. A cada trabalho, a cada triunfo, Andreas Kisser e os seus pares conseguem encontrar forma de nos surpreender pela positiva. É raro uma banda a caminho dos quarenta anos de carreira conseguir tamanha criatividade, mas já nos estamos a habituar nisso com os Sepultura.

Fernando Ferreira

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