Deathmania III – Pestilence, Sacred Sin, Pestifer @ RCA, Lisboa, 03-03-2018

Foi no passado sábado que se realizou no RCA a 3ª edição do festival Deathmania, tal como o nome indica é um evento dedicado ao Death Metal, óptimo para quem gosta de emoções fortes e convive bem com os estilos mais extremos do metal. A noite de chuva não impediu uma boa adesão ao evento por parte do público que se notava ser conhecedor e que sabia perfeitamente para o que ia.

Pouco para lá das nove da noite os portuenses Pestifer começam a sua actuação, um som poderoso, cru e visceral numa linhagem brutal death metal ou death/grind, sempre a ”partir” como mandam as regras. Malhas com pouca novidade nessa onda mas penso que ninguém se importou muito com isso. Fizeram o que tinham a fazer e abriram bem as hostilidades para um público ainda escasso que ia a pouco e pouco aparecendo. O disco de estreia foi editado no ano passado, ”Execration Diatribes”.

Sacred Sin, segundos no alinhamento, banda veterana da nossa cena metal, já com uma longa história cujos inícios remontam a 1991, entregaram-se bem à tarefa de prepararem o terreno para os senhores da noite. Death metal de primeira, uma bela viagem pelos vários álbuns  e pontos altos da sua carreira em jeito de “best of” e claro, pontualmente uma ou outra malha mais recente, do último trabalho “Grotesque Destructo Art”. Uma actuação coesa e profissional a destacar também uma boa presença em palco o que é sempre fixe, porque quem sabe, sabe.

Pestilence, os cabeças de cartaz, banda holandesa de death metal, veteranos na cena, mais de 30 anos de história e grandes álbuns na bagagem como ”Testimony of the Ancients” (1991) ou ”Spheres” (1993) entre outros. Editaram já este ano ”Hadeon”, disco que andam a promover. O concerto foi essencialmente na base dos seus temas mais marcantes deixando pouca coisa do novo álbum. O que chamou os fãs foram mesmo as ”velhas cantigas” e nesse ponto ninguém se pode queixar. Concerto eficaz como se queria e seria de esperar de uma banda pioneira num género em que foram inovadores. Foi também o último concerto da tour mas a entrega foi boa e não se viram quaisquer sinais de frete por parte da banda. Valeu bem esta noite no RCA, boa onda e bom ambiente como alias é normal em qualquer evento dedicado ao metal. A agressividade está apenas na força da música em si.

Reportagem por Luís Rato


 

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