Álbum do Mês – Julho 2020

Álbum do Mês - Julho 2020

O que seria de nós se não fosse a música? Não falo de apenas nós na World Of Metal mas de uma forma geral. Com o mundo a enlouquecer todos os dias um bocadinho mais, estaríamos perdidos se não tivessemos a boa música para nos dar alento e lucidez quando ela parece faltar tanto à nossa volta. Mais do que vinte álbuns que marcaram o nosso passado mês, estes são vinte álbuns que recomendamos para vos trazer algo mais quando parece que não há mais nada para além do ódio e estupidez generalizada. Poderá salvar-vos a vida.

20 - Tia Carrera – “Tried And True”

Small Stoned Records

Cru, vintage, rústico. Muitos adjectivos para classificar como este trabalho nos soa. E isto poderiam não ser muito positivos mas a questão é que isto nos soa muito bem. São setenta minutos instrumentais que nos fazem perder a noção do tempo. Ou qualquer tipo de noção, como provavelmente à banda quando decidiram denominar-se de Tia Carrera, aquela atriz fofinha da década de noventa que encantou mentes de jovens adolescentes como eu. Confesso que ainda assim foi uma sorte porque tal não é a moca que isto dá que no meu caso ainda calhava algo como Tonicha ou To Nicha só para manter o mesmo formato. Divago. Mas é exactamente isso. Divagação da boa. Daquela que nos faz esquecer aquilo que queriamos fazer. Durante uma semana- Sim, ando nisto há demasiado tempo, mas não consigo evitar. “Tried And True” é um título real. Realmente sábio. Tenta-se passar à frente e não se consegue, é verdade. É este o sentido. Ou então não. Não sei. Só sei que isto é uma coisa fantástica!

9/10
Fernando Ferreira

19 - IA – “initIAtion”

Edição de Autor

A capa algo manhosa não faz prever a boa surpresa que é este “initIAtion”, um trabalho que é descrevido como shamanic metal. Que até faz sentido, embora para o caro leitor não adiante nada – tudo dependerá da concepção que terá do shamanismo e/ou do metal. Podemos dizer que temos algo moderno, próximo do groove/metalcore com afinações mais graves mas sem exageros breakdowns ou algo que se pareça. Temos uma guitarra lead que orienta bem o caminho, uma voz a alternar entre o limpo e o gutural e ainda umas melodias místicas que são aquele toque de classe no final. Tudo junto? Um grande álbum de estreia.

9/10
Fernando Ferreira

18 - Stygian Crown – “Stygian Crown

Cruz Del Sur Music

Excelente boa impressão dada pelos norte-americanos Stygian Crown no seu álbum de estreia. Este trabalho auto-intitulado traz-nos, além de uma excelente capa, o bom velho feeling do doom metal com a mística do metal tradicional. Épico, com grandes melodias e embora o andamento seja lento, a música é bem eficaz a prender a nossa atenção. Conseguimos notar algumas influências de Candlemass mas não serão uma versão actualizada dos mesmos até porque a voz de Melissa é bastante única. É uma boa surpresa em todos os sentidos.

9/10
Fernando Ferreira

17 - Smackbound – “20/20”

Frontiers Music

Tenho que me render a esta nova banda finlandesa que reúne membros e ex-membros de bandas como Wintersun, Stratovarius, The Dark Element e Tracedawn, e que é encabeçada pela actiz e cantora Netta Laurenne. De uma forma geral, o tipo de melodias por aqui empregues são bastante previsíveis para quem acompanha a cena de power metal ou metal gótico e sinfónico nas últimas duas décadas. E no entanto, consegue ser bem mais do que apenas isso. Com peso, uma atmosfera moderna – alguns arranjos electrónicos que funcionam bem – e uma voz fantástica, esta estreia traz-nos todas as emoções necessárias e contraditória que este ano nos apresentou até agora. Até em momentos mais melosos como a balada comercial “The Game” (mas altamente eficaz), a coisa corre bem. Sem dúvida uma banda que é para acompanhar.

9/10
Fernando Ferreira

16 - Godark – “Forward We March”

Edição de Autor

Para a frente é que é caminho! O títuo mostra bem o espírito de perseverança dos Godark. A banda de Penafiel mostra que quando a paixão pela música é real, ninguém a pode parar. Gravado no ano passado nos Blind & Lost Studios com Guilhermino Martins (Serrabulho), a banda andou à procura de editora mas não encontrando a oferta que achavam que a sua música merecia, decidiram avançar por sua própria conta. Não os podemos censurar, já que esta é uma grande estreia. Death metal melódico com enorme garra e para lá de catchy. Viciante é mesmo o termo correcto, algo que fica claro na primeira audição. A sonoridade de Gotenburgo e nomes como Dark Tranquillity e até Amon Amarth poderá vir à mente mas isso não impede que sintamos identidade própria, sobretudo num tema como “Forbidden Worlds”. É um primeiro álbum que os coloca entre uma das grandes propostas nacionais de música extrema e que, apesar de todas as contrariedades, terá muito por onde evoluir.

9/10
Fernando Ferreira

15 - Sarpa – “Solivagus”

Edição de Autor

Se fossemos a contar com o númer de one-band bands que nos chegam às mãos, iríamos ficar certamente impressionados com o número. Sarpa é uma one-man band que nos chega dos E.U.A. com um black/death metal bastante dinâmico e irrequieto. Riffs pouco usuais, um bocado de dissonância que se junta a uma falta de receio de juntar ao barulho tudo o que soe bem, desde passagens acústicas até à simples forma como os temas encaixam uns nos outros, uma fluidez que quase faz com que este se sinta como um álbum conceptual, sem o ser ao certo – pelo menos assim julgo que não seja. Excelente surpresa e um projecto a acompanhar.

9/10
Fernando Ferreira

14 - Paralydium – “Worlds Beyond”

Frontiers Music

Os suecos poderão não ser uma referência no metal progressivo (já rock progressivo é uma outra questão) mas os Paralydium demonstram que têm poder para mudar isso. Este álbum de estreia apresenta-se ambicioso com um conjunto de canções que batem logo em todas as teclas correctas que o fã do género fique logo de orelhas levantadas. Podemos dizer que a base é aquela apresentada por uns Symphony X sem ter propriamente aquela orientação mais neo-clássica. Soa-nos familiar mas ao mesmo tempo refrescante, pela forma como também apresenta traços de modernidade que poderiam aparecer inesperados no início – “Into Diviny” é um exemplo mais que perfeito para isto. “Worlds Beyond” é portanto um álbum que dá muito mais do que se esperava inicialmente e ao qual os fãs de metal progressivo vão querer absorver.

9/10 
Fernando Ferreira

13 - Aversions Crown – “Hell Will Come For Us All”

Nuclear Blast

Já tinha dito que o deathcore fica sempre mais atractivo quando tenta não ser deathcore? De certeza que sim, embora não o tenha dito hoje. Está dito e é algo que os Aversions Crown nos mostram. A brutalidade está obviamente e sim temos breakdowns mas também temos muito mais que isso. Temos uma atmosfera que nos leva para longe de sons formatados ou de pensamentos de déjà vú – bem, alguma coisa vamos ter, mas é apenas para indicar que este é um trabalho bastante refrescante e é nesse espectro que “Hell Will Come For Us All”, como um álbum que consegue surpreender, mesmo inserindo-se (mais ou menos) num género que está (supostamente) condenado a andar por um beco sem saída criativo.

9/10
Fernando Ferreira

12 - Vile Creature – “Glory, Glory! Apathy Took Helm!”

Prosthetic Recods

A capa impressiona pelo asco que poderá colocar. Percebemos que essa forma é a introdução perfeita para apresentar o que se pode ouvir aqui já que o som dos Vile Creature é tudo menos amigável ao ouvido. Pelo menos aos ouvidos mais sensíveis. Já aqueles que gostam de sludge/doom arrastado e bem javardo, ficará definitivamente extasiado com este álbum. Mesmo para estes não será fácil, de certeza, mas quanto mais difícil é, mais interessante se torna a luta. Este duo mostra que o minimalismo só é minimalista com a falta de ideias porque há por aqui uma fartura de ideias (bem concretizadas) de como o silêncio deve ser preenchido. É tão bem bem preenchido que a sua ausência é quase insuportável. Visceral como poucos, mas também com constrastes (sobretudo nos dois últimos temas, com destaque para a assombrosa e angelical “Glory Glory!”) dignos de grande álbum!

9/10
Fernando Ferreira

11 - Convocation – “Ashes Coalesce”

Everlasting Spew Records

Este não é um álbum fácil. Afinal, qual álbum de funeral doom é fácil? É redundante. É por ser difícil que se gosta dele, até porque apenas os apreciadores conseguirá apreciar e desvendar essa dificuldade. “Ashes Coalesce” é o segundo álbum de originais dos finlandeses Convocation que já são um caso série de regularidade e qualidade. Para quem ficou impressionado com a estreia de 2018, “Scars Across”, poderá ficar com a nossa indicação que essa fasquia foi elevada, apesar deste ser, como já disse atrás, um disco exigente. Exige muito do ouvinte, não só a nível de atenção e concentração como até paciência. Num mundo feito de prazeres (e ódios) imediatos, e um autêntico navegar contra a maré. Valerá a pena esse exercício, quem em si só, é refrescante.

9/10
Fernando Ferreira

10 - Lamb Of God – “Lamb Of God”

Nuclear Blast

Esta é apenas uma superstição tola, é certo – até porque nem sempre faz sentido – mas aquilo que penso é que quando temos um álbum auto-intitulado, é por é alguma coisa especial. As bandas têm necessidade de marcar uma posição ou então têm extrema confiança no material em mãos. Ou então em ambas. Claro que por vezes nem a posição que querem marcar é a correcta, nem tão pouco a confiança no dito material. No caso dos Lamb Of God parece-nos que isso nã acontece. Se este não é o álbum mais inspirado, anda lá bastante perto. E para essas contas nem sequer contam as participações de Jamey Jasta dos Hatebreed ou de Chuck Billy dos Testament. Nem tem peso ser o primeiro álbum de Art Cruz, o sucessor de uma das imagens de marca da banda, Chris Adler – que a propósito, se dá bastante bem, ainda que é sóbrio no seu papel. Mais também não se pede. Sólido e sóbrio, está aqui um álbum que implora ser tocado ao vivo. Resta saber quando.

9/10
Fernando Ferreira

9 - Boisson Divine – “La Halha”

Les Acteurs De L’ Ombre

Que trabalho tão fantástico. O folk metal poderá parecer limitado pela forma como explora constantemente o mesmo tipo de sonoridades mas quando é tão bem idealizado como aquilo que podemos ouvir aqui em “La Halha”, então não há como conseguir evitar que fiquemos irremediavelmente agarrados. Os Boisson Divine cantam em francês (N.E. – na realidade cantam em gascão, um dialecto falado sobretudo no sudoeste da França) e a sonoridade/fonética da língua resulta muito bem neste contexto. As músicas em si têm dinâmica suficiente para conseguir furar com os tais lugares comuns que já se espera quando se fala em folk metal, resultando numa das mais poderosas e inesperadas propostas dentro do género. Não pode ficar muito melhor que isto.

9/10
Fernando Ferreira

8 - Orgöne – “Mos/Fet”

Heavy Psych Sounds

Eita som mais marado! Claro que o facto de estar aqui nesta listagem já indica alguma coisa sobre os nossos gostos musicais, não é verdade? Começar um disco com um tema de dezasseis minutos também indica bastante os Orgöne. Aliás, a começar pela capa. Indica que pelo menos fazem o que acham que é o mais correcto mesmo que o mais correcto seja afugentar tudo e todos. Não, a música não é má (mais uma vez, o facto de estar aqui quer dizer alguma coisa) mas é sem dúvida… aventureira, no mínimo. Temos rock progressivo, meio space, meio psicadélico, completamente janado de tal forma que é complicado encaixar onde quer que seja – isto até world music lá vai. A voz de Olga também ajuda para o feeling alucinado que se tem. São na teoria quatro temas, mas na prática são oito, com os temas “do meio” a multiplicarem-se por três e no final parece que andámos mesmo perdidos no espaço.

9/10
Fernando Ferreira

7 - Aleah – “Aleah”

Svart Records

Já tinhamos aqui falado de Aleah Starbridge, a cantora sul-africana que faleceu com apenas trinta e nove anos devido a cancro. Este trabalho a solo é fruto da paixão e dedicação de Juha Raivio (dos Swallow The sun), companheiro de Aleah e guitarrista dos Swallow The Sun que após ter exorcizado a sua perda através do disco “When A Shadow Is Forced Into The Light” do ano passado, se propôs a preparar, pela Svart Records, o álbum que ela tinha preparado a título póstumo assim como uma série de raridades que acabam por complementar um disco duplo de alto nível de interesse, de uma beleza rara. A voz de Aleah é como se de um anjo se tratasse e estes temas ora mais ambient, ora mais chill out ou até mesmo folk são o veículo perfeito para que ela brilhe mais uma vez. Para sempre.

9/10
Fernando Ferreira

6 - Moonlight Haze – “Lunaris”

Scarlet Records

Mais uma voz feminina. A moda pegou e ainda bem porque quando a coisa é bem feita, soa bem e é sempre bom ter algo refrescante na cena. Neste caso não se trata de uma estreia, mas sim do segundo trabalho dos Moonlight Haze, que consiste em onze faixas que nos transportam para uma viagem intemporal, cheia de grandes melodias e claro, onde a voz de Chiara Tricarico é um arraso total! A banda continuou a experimentar a mistura de samples eletrónicos com elementos sonoros imprevisíveis criando um exemplar de metal sinfónico a ter em conta. “Lunaris” é um disco que vai passar todas as barreiras.

10/10
Miguel Correia

5 - Hail Spirit Noir – “Eden In Reverse”

Agonia Records

Quatro anos é uma eternidade no reino dos Hail Spirit Noir. Durante o tempo que passou e que a banda demorou para lançar este trabalho, há mais uma mutação sonora que apresentam. Mais prog que nunca mas também com uma roupagem de música electrónica da década de oitenta que assenta que nem uma luva aqui – e poderia muito bem correr mal. A estética sonora de temas como “Alien Lip Reading” é de tal forma que parece que estamos perante uma banda sonora de um qualquer filme do Dario Argent, só que neste filme a personagem principal é mesmo a música. Sublime a forma como esta banda consegue sofrer mutações e mesmo assim não nos consegue afastar dela. Prog/Psicadélico que poderá ter pouco a ver com metal, mas sendo música tão boa como esta, o que interessa?


9/10
Fernando Ferreira

4 - Falconer – “From A Dying Ember”

Metal Blade Records

Já passaram mesmo seis anos desde “Black Moon Rising”? Parece que foi num instante mas ao mesmo tempo parece que foi uma eternidade. Só quando a mistura maravilhosa de heavy, power e folk metal nos começa a soar interiormente é que nos apercebemos o quanto sentimos falta deste tipo de coisa. A voz de Mathias Blad é única assim como a sensibilidade melódica da música cantada por ele. Aqui até nesse ponto, vão um bocado mais além, como na bonita balada “Rejoice The Adorned”. Há sempre a tendência para querer comparar com o passado e tentar enquadrar na discografia. Confesso que tive dificuldade nesse ponto, porque este é um álbum que soa a clássico, par a par com um “Chapters From A Vale Forlorn” por exemplo.

9/10
Fernando Ferreira

3 - Airbag – “A Day At The Beach”

Karisma Records

Finalmente um novo trabalho dos Airbag! É fácil perceber por esta primeira afirmação (exclamação!) de que haviam por aqui algumas expectativas. Verdade, não nego e aquilo que apetece já dizer é… expectativas cumpridas! “A Day At The Beach” – e que capa tão simples e tão maravilhosamente acutilante – é já o quinto álbum da banda norueguesa que nos traz, mais uma vez, a excelência do rock progressivo. Podemos notar que aqui temos alguma inclinação para unas paragens mais próximas de uns Riverside do que propriamente de Pink Floyd, mas o feeling geral é mesmo daquelas paisagens sonoras como só os Airbag sabem pintar. Mais cinematográfico que nunca e com aquele sentido de atmosfera fantástico, esta é mais uma viagem que queremos fazer, mais uma. E mais uma vez, a guitarra de Bjorn Riis é um fio condutor que apesar de estar de certa forma mais tímida, não deixa de se fazer sentir presente quando é necessário – a bela “Sunsets” é um excelente exemplo.

9/10 
Fernando Ferreira

2 - Atavist – “III: Absolution”

Candlelight Records

O sol pode estar a brilhar mas não temos nada por ficarmos felizes e alegres. Não, o mundo está cada vez mais cinzento, com o negativismo a crescer à nossa volta. Já não é um caso de estarmos pessimistas ou deprimidos. Todo o mundo está deprimido. E para comemorar esse triste estado das coisas, nada como colocar a rodar o terceiro álbum dos Atavist e tudo o resto vai parecer melhor. Não melhor ao ponto de nos parecer que o mundo está a brilhar como no tempo em que a inocência nos deixava cegos com a felicidade mas sim por encontrarmos conforto na melancolia e no desespero. “Absolution” não é o álbum para nos fazer esquecer os problemas e tornar tudo melhor. É o álbum que nos permite encontrar força neles, enfrentar de frente a miséria e fazer-nos ficar a apreciar a sua beleza. E tudo fica a fazer sentido.

9.5/10
Fernando Ferreira

1 - Carach Angren – “Franckensteina Strataemontanus”

Matias Melim

Os nossos amigos holandeses voltam à batalha com mais um álbum cheio de terror e mais uma vez demonstram as suas mentes contorcidas com os temas de “Franckensteina Strataemontanus”. Para aqueles que não estão tão a par de Carach Angren, eles são um trio (tecnicamente já não o são, mas este álbum ainda conta com a participação dos três suspeitos do costume) oriundo da Holanda que se dedica ao black metal sinfónico em termos instrumentais e ao conto de histórias de terror (várias de autoria própria) em termos de lyrics. Com “Franckensteina Strataemontanus”, os holandeses parecem se ter inspirado principalmente no seu álbum anterior Lammendam lançado em 2008, ou seja, acabam por assumir no geral uma sonoridade mais seca e mais pesada (contrariando tanto a sonoridade de “Dance and Laugh Amongst the Rotten” e do meu favorito, “Death Came Through a Phantom Ship”). Apesar de este estilo ser predominante há uns tantos desvios positivos por todo este caminho, não fosse a faixa-título deste álbum algo semelhante a “Pitch Black Box” do álbum anterior com os toquezinhos menos usuais – além de excelente, é uma autêntica “earworm”. Como de costume, o ponto mais alto da música de Carach para mim continua a ser o das lyrics; dei por mim a lê-las e até a ficar ligeiramente chocado (eu que leio alguns trabalhos de terror) – até exemplifico: “cérebro líquido escorrendo pelo seu nariz, vermes a serem chocados enquanto se mexem pela sua cabeça”, algo gráfico mas que se torna bem pior dado o contexto da faixa a que se refere. A parte sinfónica, também como de costume, é vital na construção do som desta banda e neste álbum demonstra-se nos seus máximos de qualidade, tanto em termos dos instrumentos como em termos da mudança de vocal para completamente limpo/melancólico na faixa “Sewn for Solitude”. Depois temos as faixas mais pesadas do lado do black como “Monster” e “Der Vampir von Nürnberg”, faixas que de facto alastram a sombra de terror e opressão espalhada por estes músicos. Basicamente, é um álbum excelente, apesar de não ser inteiramente do estilo que queria que adotassem, e volta a demonstrar que esta banda é verdadeiramente única e não “posers” ou “sell-outs” como muitos os tentaram desmanchar ao longo dos anos…por não ser “krieg”. PS: quando ouvirem este trabalho vão buscar as lyrics já que são 50% do valor deste álbum.

9.5/10
Matias Melim

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