Álbum do Mês – Junho 2020

Álbum do Mês - Junho 2020

Parece mentira mas já passaram quase dois meses desde que o nosso mundo se refugiou dentro de casa de forma a proteger-nos a nós próprios e também aos outros. Os concertos acabaram mas a música continuou a fluir. Tal como a vida, a música encontra sempre o seu caminho. É o nosso conforto perante situações de verdadeira calamidade pessoal em que vemos muitos dos agentes que vivem daquilo que consideramos ser essencial. Temos pena que não tenhamos mais pessoas a pensar como nós, mas só nos resta fazermos a nossa parte e como tal, temos aqui mais vinte álbuns que nos conquistaram no anterior mês. Já sabem que podem ouvir esta selecção na SFTD Radio, todos os Domingos, a partir das 21h

20 - Basement Critters – “God Save Us As. Jpeg”

Wormholedeath

O nome deste álbum é uma das coisas mais brilhantes de sempre, genial. Acutilante tal como a música em si presente no álbum de estreia dos alemães Basement Critters. Crossover raçudo e cheio de garra ao qual não se consegue resistir. Apesar de abstinência de concertos poder toldar o meu julgamento, arrisco em dizer que isto em cima do palco é coisa mais que suficiente para nos abater os (muitos) quilos que esta quarentena facilitou. Apesar disto, não quer dizer que seja uma proposta furiosa à qual não existem variações. A emocionante “Hero” é um excelente exemplo disso mesmo. Hardcore, thrash, crossover, bom!

9/10
Fernando Ferreira

19 - Mean Messiah – “Divine Technology”

Slovak Metal Army

Vamos fazer uma experiência. Fazer contas de somar, neste caso específico somar sentimentos. Peguem no sentimento que tiveram quando ouviram pela primeira o “Demanufacture” dos Fear Factory e o “Infinity” de Devin Townsend. E como é smpre perigoso enviar para o ar nomes, é importante referir que é impossível recriar esse impacto mas que “Divine Tecnhology” impressiona pela violência, pelo contraste melódico, pela forma como usa alguns dos elementos industriais para trazer ainda mais poder e groove. E aqueles refrões… parece que colam logo! É capaz de soar a notícias de ontem mas soa tão bem, que isso nem interessa. E como é curto, também é garantido que vamos dar-lhe bastantes rodagens.

9/10
Fernando Ferreira

18 - Abrams – “Modern Ways”

Atypeek Music / Sailor Records

Não há como negar a efectividade do rock. Os Abrams trazem o seu terceiro álbum e mostram que o rock é mesmo dos géneros mais imortais e mutantes que existe. Não só marcou a música desde a década de cinquenta como se foi adaptando a diversas nuances e diversas fases da música popular. Hoje poderá até andar um bocado mais pelo underground mas isso não impede que nos presenteie com pequenos tesouros como é este “Modern Ways”. Título irónico, com uma capa vintage e com música que segue estados de alma imunes a modas e tendências, usando as nossas armas preferidas, voz, guitarra, baixo e bateria.

9/10
Fernando Ferreira

17 - Caligula’s Horse – “Rise Radiant”

InsideOut Music

Não havia muitas dúvidas que a partir do momento em que os australianos Caligula’s Horse nos fossem apresentar o seu novo álbum quer ficaríamos imediatamente apaixonados por ele. Quase um amor ainda mais rápido do que à primeira vista/audição. É a confiança qe se tem em relação a alguém, confessa essa difícil de igualar. “Rise Radiant” não trai essa confiança, trazendo-nos aquela mistura maravilhosa entre o rock e o metal progressivo, sempre com um twist moderno que já antecipamos. As emoções, essas, continuam fortes como tudo, embora aqui nos pareçam mais imediatos e mais eficazes na forma como os temas entram. Fantástico e mais que recomendado, obviamente.

9/10
Fernando Ferreira

16 - Bear – “Propaganda”

Pelagic Records

Quando falamos da mistura entre metal e hardcore, há bem mais do que o que se convencionou chamar de metalcore. Os Bear mostram (sempre mostraram) como se faz algo que supostamente deveria ser banal de uma forma bem interessante e isso é graças a uma personalidade musical bem marcante. A melodia, a visceralidade e sobretudo a mensagem não é feita para ser encaixotada numa embalagem muito bonita e espalhada pelos jovens ávidos de musiquinha bonita (ainda que supostamente pesada e agressiva). A melodia é marcante assim como a forma como os arranjos nos surgem daquela forma clássica de déjà vú – algo é tão bom que até nos parece mentira como ainda não tinha sido criado antes. Um mimo, sobretudo para quem (acha que) não gosta de metalcore.

9/10
Fernando Ferreira

15 - Throwing Bricks – “What Will Be Lost”

Tartarus Records

Bomba. Sludge/doom/pós-metal/apocalypse-now/órever! A urgência com que estas oito bombas nos castigam o cabedal é impressionante. Sendo (apenas) quase quarenta minutos, não deixamos de ter a sensação de que fomos fustigados por um furacão de requintes sádicos durante quinzes. Perdão, sado-masoquistas porque esta dor está bastante próxima do prazer. Que não se fique com a ideia, no entanto, de que é quarenta minutos a martelar no desgraçado porque há aqui umas melodias inesperadas que surgem apenas para dar aquela falsa sensação de esperança – até porque o resultado é aumentar a angústia. Tudo no bom sentido, claro. Para quem gosta de ver o mundo acabar várias vezes ao dia, recomendamos “What Will Be Lost”. Não se pere nada. Nada mesmo.

9/10
Fernando Ferreira

14 - Ruadh – “The Rock Of The Clyde”

Northern Silence Productions

Fantástico, absolutamente fantástico. “Sovereign” no ano passado encantou-nos e não seria de esperar que este ano esta one-man band (com ajuda, é certo) voltasse à carga com um trabalho igualmente bom ainda que algo diferente. O feeling do black metal melódico/atmosférico junta-se a uma certa beleza e sensibilidade celta que nos fazem entoar aos céus como se fossemos guerreiros prontos a morrer pelo nosso clã. Nada é levado ao exagero, qualquer uma destas partes que faz a soma do todo, não se evidencia ao ponto de assumur o protagonismo e é esse todo que faz com que este seja mesmo um grande álbum.

9/10 
Fernando Ferreira

13 - Sinister – “Deformation Of The Holy Realm”

Massacre Records

Os Sinister estão de volta e este poderá ser um nome que apenas os apreciadores old school do death metal faça nutrir algumas emoções mais fortes. No entanto desde há alguma parte para cá e apesar de não disvirtuarem as raízes do estilo, têm conseguido lançar trabalhos bem sólidos e poderosos. “Deformation Of The Holy Realm” é um bom exemplo disso. Furioso, com um som moderno que acrescenta (ou potencia) o groove da sua música e ao mesmo tempo aquela fórmula que nunca de ser deles. Podemos dizer que é apenas mais um disco de death metal. A questão é que os Sinister, mesmo nos seus momentos mais desinspirados, não deixaram de entregar algo que nos fizesse fazer headbang com alma. Este não é dos seus momentos mais desinspirados. Muito pelo contrário.

9/10
Fernando Ferreira

12 - Shrapnel – “Palace For The Insane”

Candlelight Records

Thraaaaaaaaaash! Fóque yé! Britânico que é para mostrar que os bifes também sabem bem como fazer abanar a cabeça. Sem perdão e frenético, podem dizer à vontade que não há mais nada a inventar, que é tentar reinventar a roda. Não interessa. Certas coisas não foram para ser mudadas e como o sol que nos sabe sempre bem quando temos frio, um bom thrash metal tem sempre capacidade para nos pôr em movimento. Isto tudo graças a bons temas, riffs e solos frenéticos. Sem soar a déjà vú nem a requentado. Só há um requisito, tem que se gostar de thrash. Caso não exista esse gosto, então não se está à altura para apreciar este terceiro álbum dos Shrapnel.

9/10
Fernando Ferreira

11 - Pattern-Seeking Animals – “Prehensile Tales”

InsideOut Music

O que separa um bom álbum do mau? A música. E qual a vantagem? A quantidade de questões que se levantam. Por exemplo, os Pattern-Seeking Animals compostos por membros e ex-membros dos Spock’s Beard que lançaram há menos de um ano a estreia. Poderíamos questionar-nos a razão de ser deste projecto, por ser mais um trabalho de rock progresivo clássico, por tantas outras questões que nos parecem pertinentes até deixarmos a música falar. E sim, é algo que não se enquadra na música actual. Nem mesmo no que se entende como rock progressivo actual. Mas mesmo sendo antiquado, não deixa de ser um desfile fantástico de música e de várias referências, de Genesis até aos Beatles e, claro, os Spock’s Beard. A peça central é mesmo o tema épico de quase vinte minutos, “Lifeboat”, que nos transporta por diversas fases  estados de espírito. Para quem é apreciador de rock progressivo é difícil de ficar melhor que isto.

9/10
Fernando Ferreira

10 - Asenblut – “Die Wilde Jagd”

AFM Records

A banda alemã de black thrash metal Asenblut trouxe de volta o espírito dos saqueadores históricos com seu último álbum, “Die Wilde Jagd”. Death metal melódico que se funde a elementos de black metal e heavy metal resultam num produto final muito rico e pronto para dar o salto para a ribalta. Os riffs são esmagadoramente e pesados, os vocais profundos e ásperos e a natureza geral do ritmo do heavy metal agressivo estão todos presentes e soma de forma devastadora.Há muito para explorar neste disco e com toda a certeza fans dos referidos estilos presentes, vão deliciar-se em cada faixa.Recomendo!

10/10
Miguel Correia

9 - Scarab – “Martyrs of the Storm”

Vicisulum Productions

Um dos aspetos mais positivos no “ramo de trabalho” das reviews é o de nos chegarem bandas de backgrounds extremamente diferentes que possivelmente nunca chegaríamos a ouvir por pertecerem a meios onde não costuma haver tanta divulgação da cultura “metal” por ainda ser considerada quase que taboo. Hoje temos uma banda do Egipto, que sinceramente não sei se encontra dentro dos países de taboo que referi, mas a verdade é que os Scarab já despertam a curiosidade só por serem de um país com uma mística tão pesada que decididamente influenciou a sua música – e isso nota-se no seu mais recente trabalho: Martyrs of the Storm. Spoiler: se começam a ouvir pela curiosidade que já expus acima, a verdade é que ficarão pela qualidade deste álbum. Esta banda dedica-se ao death metal e os seus temas líricos, como já dei a entender, prendem-se a temas Egípcios em cultura. Desta combinação, o que sai é um death metal muito bem trabalhado (no sentido em que não é propriamente só peso aleatório) que prende o ouvinte de início ao fim com o seu engenho e explosividade. O som no seu todo é conotado por um manto que faz lembrar a Grande Esfinge e a magnificiência desse povo ancestral, sendo que, por exemplo, na faixa intitulada de “Kingdom of Chaos” de facto são conjuradas imagens mentais do poder dos Grandes Faraós (nota: as letras podem nem sequer ter nada a ver com isso). De resto é tudo um death metal avassalador e viciante que nos faz louvar o Escaravelho. Uma metáfora que me parece adequada a isto é a seguinte: Fleshgod Apocalypse em Itália, Septicflesh e Rotting Christ na Grécia e os Scarab no Egipto (já que os três países cruzaram-se bastante durante o Classicismo). Basicamente, perfeito.

10/10
Matias Melim

8 - Lesser Glow – “Nullity”

Pelagic Records

Já estão comigo e connosco há tempos suficiente para saber que quando digo “Fim do mundo” ou algo igualmente apocalíptico, que a coisa é séria. Em termos sonoros isto é. E no caso do segundo álbum dos Lesser Glow, é um apocalipse a nível interior, ou seja, dos mais potentes e devastadores que há. Ambientes lúgubres, desespero crónico e a sensação de estar a atravessar um inferno de milénios concentrados em menos de quarenta minutos. Quarenta minutos de sludge / doom paquidérmico, tão sujo quanto inóspito. A haver algum defeito, há a forma como acaba, deixando tudo em suspenso como se depois de aprendermos a respirar esta sujidade durante quarenta minutos, o ar nos fosse retirado de repente.

9/10
Fernando Ferreira

7 - Bait – “Revelation Of The Pure”

Les Acteurs de l’Ombre Productions

Os Bait surgem através da Les Acteurs De L’Ombre Productions e apresentam-nos um post-black metal que quase é, em muitos momentos, um black/doom metal. Ambientes sufocantes e negros que oprimem mas também nos dão combustível para nos revoltarmos contra uma desesperança crónica que é cada vez mais inevitável. Estes ambientes sobrepõem-se até a pormenores técnicos de riffs, ritmos ou seja o que for. É o sentimento (sem julgamentos de ser positivo ou negativo) a sobrepor-se a tudo o resto. Como já é sabido, nós não passamos sem este tipo de coisa. Como tal não é novidade nenhuma mais este mergulho a um novo abismo. Abismo que será bastante familiar com as vezes que vamos visitar.

9/10
Fernando Ferreira

6 - Sorcerer – “Lamenting of the Innocent”

Metal Blade Records

Apesar de uma longa carreira já iniciada no final dos anos 80, os Sorcerer são uma banda que ainda pode despercebida para alguns. É esse o meu caso, portanto além de aproveitar o tempo que perdi a não ouvir esta banda, aproveito também para fazer aqui esta review sobre o mais recente álbum dos suecos com o nome “Lamenting of the Innocent”, ainda a ser lançado dia 29 de Maio.
Claramente, este é um trabalho muito merecedor de atenção, não só pela fusão de heavy e de doom metal, que já é uma mistura particularmente interessante, mas também pela toda a sua qualidade que se revela de início ao fim do álbum percorrendo um vasto leque de tons: melancólico, confrontativo (ao estilo de heavy clássico) e épico. Além de todo o trabalho instrumental, o vocal é algo de particular espetacularidade traduzindo-se numa sonoridade perfeitamente limpa e atingindo o seu pico na faixa intituladora do álbum quando ocorre a sobreposição de mais que uma voz. Logo a seguir à qualidade vocal, vem a qualidade das cordas, mais especificamente a da guitarra, porque como é de esperar neste estilo tão envolvente, o baixo passa sempre despercebido.  Em termos da guitarra, esta desenvolve-se tipicamente em ritmos entre o lento e o moderado, sendo que os próprios solos, que são bastante numerosos, seguem sempre dentro desta linha, criando a tal aura de epicidade e de opressão que os Sorcerer tão bem mantiveram ao longo deste álbum, sempre com o seu toque de esperança. Finalizando, este á um álbum que grita o formato dos grandes clássicos que foram produzidos ainda no final do século,  deixando a sensação no ar de nostalgia que certamente irá agradar aqueles que tanto detestam algumas das novas sonoridades que têm vindo a ser produzidas em massa nos nossos tempos e querem de volta os “good ol’ days”.

9/10
Matias Meli

5 - Centinex - Death In Pieces

Agonia Records

Há certas coisas que continuam certas na vida, para além do óbvio (morte e impostos). O nosso amor ao death metal sueco é uma delas. É das poucas coisas que admitimos receber bem sem qualquer tipo de inovação. Porque na realidade não há muito mais a inovar. Distorção com gravilha, voz gutural a vociferar e uma pitada de thrash no groove – se querem saber ao que me refiro, ouçam a curtíssima instrumental “Pieces” e é exactamente isto. E apesar do que descrevi atrás parecer simples, não é. Porque estes temas também requerem a sua dose de arte, que já sabemos que os Centinex têm. Apesar de serem frequentemente esquecidos perante outros nomes (alguns que entretanto já acabaram), os Centinex provam a cada lançamento que apenas ficam melhor com a idade. Para quem gosta da morte sueca, não há melhor.


9/10
Fernando Ferreira

4 - Forgotten Tomb – “Nihilistic Estrangement”

Agonia Records

Para muitos os Forgotten Tomb têm vindo a definhar, com uma crescente adocicação do seu som. É sempre discutível e cada um terá as suas próprias sensibilidades mas podemos dizer que há algumas flutuações de qualidade nos tempos mais recentes. Independentemente da evolução e da crítica à mesma, sem dúvida que havia entusiasmo da minha parte para receber este regresso, entusiasmo esse que foi bem recompensado com um dos álbuns mais fortes da banda italiana, talvez em dez anos. Ou mais. “Nihilistic Estrangement” traz-nos uma sensação de reconhecimento imediato, como se fosse um velho amigo ao qual estamos a voltar. E este não é um álbum bonito. É feio, desagradável, como um Inverno que não tem perdão por nós mas ainda assim, não dispensa melodias, ainda que estas sejam macabras e melancólicas. É uma boa surpresa e um álbum que acreditamos que faça muitos fãs voltar a interessar-se pelos Forgotten Tomb.

9/10
Fernando Ferreira

3 - Naglfar – “Cerecloth”

Century Media Records

Regresso em grande! Confesso que estava com grandes expectativas para este álbum. Os Naglfar sempre foram uma banda que se moveu de forma diferente nos meandros do black mais melódico. Mas a questão é que apesar do termo “melódico”, eles nunca deixaram de expressar uma enorme abrasividade na sua música. “Cerecloth” não é uma inversão de marcha nesse sentido. Poderá ser da fome, mas após umas valentes audições, quase que apetece dizer uma heresia tal como está ao nivel de um “Vittra”, intocável na discografia. O facto de obrigar a rodar compulsivamente será sem dúvida um forte indício. Valeu apena os oito anos de jejum, expectativas completamente cumpridas.

9.2/10 
Fernando Ferreira

2 - Paradise Lost – “Obsidian”

Nuclear Blast

Seria inevitável que chegássemos aqui. Desde que a banda voltou a deixar os elementos electrónicos para trás e acrescentando cada vez mais peso ao seu som, seria inevitável que chegássemos a este ponto. E ainda assim surpreendente. Isto porque conforme a banda foi tornando-se cada vez mais próxima das suas raízes death/doom, tendo como exemplo máximo “Medusa”, não se sabia bem esperar o que viria de seguida mas poderíamos prever que seria algo no mesmo sentido, mais peso monolítico ou então uma nova incursão pela melodia. Agora o inesperado (e intimamente desejado por muitos fãs) seria ver a banda aproximar-se das melodias épicas de um “Draconian Times” mas mantendo o peso melancólico de um “Shades Of God” ou um mais recentemente “Tragic Idol” ou até mesmo “Medusa”. O melhor é que não se sente que é um daqueles “regressos às raízes”. É sim um best of da banda, só que com músicas novas.

9.5/10
Fernando Ferreira

1 - Winterfylleth – “The Reckoning Dawn”

Candlelight Records

Ora aí está o que é! O regresso de uma das grandes bandas de black metal do Reino Unido. Regulares na frequência (editar um álbum de dois em dois anos) mas sobretudo na qualidade, este é um trabalho ao qual temos dificuldade em encontrar pontos negativos. Não há, simplesmente! Poderá argumentar, aquele que não gosta de black metal épico, que os temas são muito grandes, que exige muito do ouvinte e até poderá ser verdade, mas a música tem que ser assim. A música, tal como a arte em geral, tem que colocar o ouvinte na posição de intriga, tem que provocar sensaçãoes, tem que ser inesperada e de certa forma desconfortável. Não é que este álbum seja uma revolução naquilo que a banda tem apresentado. Não, é uma evolução na continuidade. No entanto, não deixa de ser surpreendente a forma como conseguem apresentar sempre temas marcantes e aos quais se tornam logo referência. Para é fã da banda, todas estas palavras são inúteis, agora para quem não os conhece e é fã de black metal épico… (o que em si já parece absurdo), é absolutamente essencial.

9.5/10
Fernando Ferreira

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