Álbum do Mês – Maio 2022

20 – Violet Blend – “Demons”

Eclipse

O rótulo alternativo é capaz de ser um dos mais abragentes possíveis, onde encaixa tudo desde o mais pesado ao simplesmente esquisito. O que não é um problema nenhum se estivermos a falar destes Violent Blend que trazem uma vitalidade impressionante com este seu “Demons”. Guitarras pesadonas com uma voz bem carismática por parte de Giada Celeste Chelli que lidera as atenções e bem mas surge bem complementada pela secção rítmica e por arranjos que dão um toque extra especial a este álbum que surgirá como uma boa surpresa para todos os que gostam dos elementos tradicionais de uma canção rock – peso, excelentes refrões e linhas vocais em temas que nunca chegam aos quatro minutos. A fazer lembrar os Evanescence mas em bom.

8.5/10
Fernando Ferreira


19 – Satan – “Earth Infernal”

Metal Blade

Nada melhor do que ter uma banda clássica a surpreender-nos. Uma banda com mais de quarenta anos de carreira, ainda que tenha tido muitas interrupções e até prosseguida muitas vezes com outras designações. No entanto e tendo regressado em 2011, o seu percurso tem sido assinalável. Para já um pequeno aparte. Apesar de se tratar de uma banda que pertenceu à chamada N.W.O.B.H.M., o trabalho de guitarras até parece lembrar (muito à distância) os Voivod, com pormenores mais técnicos e não tão imediatos. E isso não é negativo embora possa causar alguma estranheza ao início. Mergulhando nestes temas, a estranheza (caso exista no causo do leitor) depressa se vai dissipar. “Earth Eternal” é um excelente álbum de heavy metal que não vai ser a próxima grande coisa de certeza mas que é uma excelente obra para acrescentar a uma carreira valorosa.

8.5/10
Fernando Ferreira


18 – Monuments – “In Stasis”

Century Media

Receita para a desilusão: chamar uma banda como os Monuments de progressiva. Vai atrair o público totalmente errado. Sim, poderemos encontrar aqui alguns dos elementos progressivos mas se há algum género no qual encaixa melhor ainda do que progressivo é simplesmente metalcore ou para ser mais simples apenas metal moderno. Temos as guitarras graves e modernas, vocalizações fantásticas onde as dinâmicas são mais que muitas mas o verdadeiro ponto de atracção são as canções são memoráveis e catchy – nem sempre uma dupla que surge junta. Poder, peso e melodia que embora andem de mãos dadas ao que se espera da banda (ou do género) não deixa de ser eficaz. E nem todos conseguem fazer isso.

8.5/10
Fernando Ferreira


17 – Skullfist – “Paid In Full”

Atomic Fire

Regresso dos canadianos Skulfist após quatro anos de silêncio. Um regresso em grande, especialmente inspirado com aquele toque clássico do heavy metal a querer puxar ao speed. Algo que a banda sempre fez muito bem e aqui esbanja classe que resulta bem em estúdio mas que nos parece que ao vivo vai arrasar por completo. Sendo um álbum curto, não tem praticamente gorduras e em pouco mais de meia hora deixa-nos completamente satisfeitos com aquilo que apresentam. Não é preciso reinventar a roda e neste caso era a última coisa que queríamos. A inspiração chega bem.

8.5/10
Fernando Ferreira
 


16 – Epitaphe – “II”

Aesthetic Death

Os Epitaphe são uma daquelas bandas que fazem um som que não é para todos. Uma mistura muito própria de death metal com um pouco de doom e com muitos laivos progressivos. Aliás, o primeiro tema, “Sycomore”, instrumental e acústico, aponta na direcção de uns Opeth (ou rock progressivo sueco) e quando se pensa que é isso mesmo que vamos ter, blastbeats a torto e direito batem-nos à porta assim como uma agressividade que não prevíamos de todo mas que não é desalinhada com o ambiente que se vai criando. Este é o segundo álbum mas tem um impacto tal que vai fazer com que se queira conhecer – para aqueles que chegaram aqui tal como nós. Reforço, não é material de fácil audição nem será algo o underground em peso vai aderir já que não é imediato. Não da maneira que se possa viralizar. E percebe-se porquê, temas bem longos onde há (ainda que não seja globalmente) uma unidimensionalidade violenta facilmente faz com que os que tenham défice de atenção desliguem da música. Conseguindo superer essa dificuldade, é mesmo uma viagem a aproveitar.

8.5/10
Fernando Ferreira


15 – Aethyrick – “Pilgrimage”

The Sinister Flame

Parece que ainda foi antes de ontem que estavamos a ficar viciados no anterior álbum dos finlandeses Aethyrick e que apenas ontem estavamos a divulgá-los como um dos álbuns de 2021 no segmento black metal melódico atmosférico e já estamos aqui a falar do seu novo álbum “Pilgrimage”. Isto depois da banda também ter figurado entre os melhores álbuns de 2020 na mesma categoria. Há aqui um padrão a registar não só na regularidade com que editam álbuns mas como também na forma como estes conseguem impressionar pela positiva. “Pilgrimage” até nem começou a insinuar-se dessa forma, culpa de uma produção crua e agreste mas foram trevas de pouca dura porque depressa se fica refém da sua capacidade de criar atmosferas memoráveis – aqueles riffs da “In The Chapel Of One Spirit” é de uma beleza melancólica única – que vai para além de valores de produção e que resulta neste contexto sem qualquer tipo de problema. No geral não é um álbum tão forte como os anteriores dois mas ainda assim com qualidade suficiente para chegar à próxima lista de 2022.

8.5/10
Fernando Ferreira


14 – Ancient Settlers – “Our Last Eclipse”

Golden Robot / Crusader

Primeiro álbum do projecto internacional que junta músicos espalhados por todos os cantos do mundo, ainda que a sua descendência seja a Venezuela. Temos inclusive um músico a residir em Portugal embora não saiba bem qual é. A dar a voz temos Antony Hämaäläinen, que também passou por bandas como Nightrage e Armageddon. A referência destas duas bandas dá logo indicação em relação ao que podemos ouvir – embora muitas vezes isso não queira dizer nada: death metal melódico e de extremo bom gosto. Com um sabor clássico – e aqui tenho que discordar da classificação metalcore que lhe deram algures no Metal Archives. Pelo menos daquilo que se pode ouvir neste álbum. Havendo algumas bandas que evoluíram por paragens mais modernas (In Flames e de certa forma Soilwork), se houver alguma aproximação será com o som mais clássico dessas bandas. Ponto forte são estes temas que vão para além dos lugares comuns (que eu adoro, atenção) dos solos e leads catchy. Um daqueles álbuns que proporciona um enorme prazer auditivo sem grande esforço.

8.5/10
Fernando Ferreira


13 – Hórus – “Broken Bounds”

Amazing Records

Mais uma nova banda nasce no panorama nacional Hórus. Mais uma que não é apenas “mais uma”. Tenho de confessar que tinha alguma curiosidade em relação à sonoridade da banda principalmente por contar com algumas caras conhecidas do underground, membros e ex-membros de bandas como Revenge For The Fallen e Invoke. Em termos de sonoridade, temos uma abordagem mais metálica e dura a um espectro metalcore no entanto esta classificação soa bastante simplista em relação ao que a banda faz. A esperada relação peso e melodia está presente mas longe da fórmula do que se poderá esperar ao mencionar o termo metalcore. Muitas outras dinâmicas estão em cima da mesa, dinâmicas essas que tornam este trabalho um dos mais interessantes que ouvimos nos últimos tempos. Sente-se todavia falta dessa mesma dinâmica um pouco nas vocalizações mas nada que reduza o impacto que “Broken Bounds” tem. Estreia a conferir.

8.5/10
Ferrnando Ferreira


12 – Beyond The Structure – “Scrutiny”

Vicious Instinct

Uma das coisas que dá mais gozo enquanto crítico de música é ter uma obra/artista que nos irrita desde o primeiro momento – por ser demasiado esquisito, demasiado previsível… demasiado qualquer coisa – e depois conquistar-nos sem fazer nada de absolutamente diferente, provando apenas que a loucura e genialidade só precisa de um pouco de convivência para ser compreendida e sentida a fundo. Foi precisamente o que aconteceu com este álbum dos Beyond Structure. Um ódio que se transformou em amor em tempo recorde graças a ser possível observar que há mais do que apenas complicar por complicar. E que esta banda que nos chega das Estónia tem talento suficiente para ser levada a sério nos meandros do death metal técnico, conseguindo produzir um álbum que vai bem mais além do que se espera e que vai surpreender todos os que lhe derem hipótese de respirar. Embora ele não vá retribuir a gentileza.

9/10
Fernando Ferreira


11 – Erebe – “Aeon”

Silent Future Recordings

Diz o comunicado de imprensa que os Erebe são a banda indicada para quem gosta de Opeth, The Ocean, Karnivool, Katatonia e The Contortionist. Talvez, não é algo desprovido de sentido, embora destes nomes aquele que surge mais em mente – e por simpatia em relação aos ambientes criados – são mesmo os The Ocean. A ambiência é mesmo um dos pontos mais fortes disco, até parece que se consegue sentir como um elemento aparte. A musicalidade não é propriamente linear ou simples mas entranha-se facilmente e conquista-nos por dentro. A voz de Hugo Lavesque é também poderosa para esse efeito, com um sentido melódico apaixonante. Já devem ter percebido pela descrição de que esta é música para ir descobrindo, música para nos irmos descobrindo com ela e à qual podemos muito bem passar ao lado como ficar irremediavelmente caídinhos à primeira. Tanto pode acontecer como provavelmente vai acontecer. Mistura de pós-rock/metal com prog rock/metal apaixonante.

9/10
Fernando Ferreira


10 – Tranzat – “Ouh La La”

Klonosphere

Quando vi as recomendações na promo em relação a este álbum dos Tranzat, fiquei de pé atrás. Afinal o primeiro nome é Devin Townsend e normalmente quando este nome surge não tem nada a ver a não ser por um estranho sentido de esquisitice que é fácil associar ao músico canadiano. Fácil mas nem sempre com sentido. Pois bem, no primeiros momentos do terceiro álbum foi precisamente Devin Townsend que surge em mente, sobretudo pelas melodias vocais e por alguns ritmos e arranjos. No entanto não é dizer que o que se tem aqui é uma cópia descarada ao desconcertante músico – até porque isso iria sempre soar a pouco e parecer imperfeito. A banda tem o seu próprio estilo e sentidos peculiares de criatividade que vai muito além da simples esquisitice. Ou seja, não é esquisito por ser esquisito, há aqui razão para as coisas serem assim, canções complexas com melodias catchy que se entranham e que dá gosto ouvir. No momento em que parece que estamos a perceber o que estamos a ouvir, lá surge uma coisa para deixar os ouvidos em bico e quando estamos a desistir por parecer demasiado complicado, lá vem um gancho que nos captura sem dar hipótese. Quando é assim, fazer o quê a não ser deixar ir no anzol? Não há mesmo nada que se possa fazer. Prog metal esquisito? Quero!

9/10
Fernando Ferreira


9 – Twin Void – “Free From Hardtimes”

Electric Valley

Refrescante este álbum de estreia dos Twin Void. Temos o factor gingão do stoner, a abrasividade do sludge e depois uma energia punk/hardcore que se manifesta tanto no ritmo como também na própria abordagem. Algo que se torna rapidamente viciante mesmo para quem não julgava que algo de bom viesse desta abordagem. E sim se estivessemos a falar apenas na soma cega dos lugares comuns dos estilos mencionados atrás, provavelmente o resultado não seria digno de nota, mas a questão é que temos algo refrescante aos nossos ouvidos do ponto de vista criativo e mesmo que não tenhamos qualquer tipo de preocupação com esses pormenores vai soar bem, sempre. Grande álbum!

9/10
Fernando Ferreira


8 – Pattern-Seeking Animals – “Only Passing Through”

InsideOut Music

É estranho pensar nesta banda como tendo apenas pouco mais de três anos quando parece que os conhecemos desde sempre. Claro que ajuda os trabalhos que lançaram até ao momento terem sido memoráveis e haver uma proximidade natural com os Spock’s Beard já que todos os membros estão ou estiveram algum momento no passado associados com a banda. O plano era a banda lançar um álbum todos os anos para ir em digressão. Compreensivilemente estiveram ausentes dos discos em 2021 mas agora esta parece ser a altura perfeita para faltar. E aquilo que trazem aqui é rock progressivo clássico, que soa a clássico mas longe de soar a déjà vú ou a algo requentado do passado. Soa fresco e numa hora de música conseguem-nos levar por diversos estados de espírito numa viagem que qualquer fã onde prog se vai querer perder.

9/10
Fernando Ferreira


7 – Urferd – “Resan”

Black Lodge

Consta que este é o projecto folk por parte do produtor e compositor de bandas como Twilight Force e Ages Daniel Beckman e para nós bastou apenas a palavra “folk” para ficarmos logo entusiasmados. E há muitas razões para se ficar entusiasmado. Em vez de optar pela vertente mais festiva, “Resan” mostra um lado mais ritualista e atmosférico do folk, que carrega tanto misticismo como aquele que a capa demonstra. As recomendações para fãs de Wardruna e Heilung não são desajustadas e este trabalho promete mesmo ser uma das grandes surpresas no campo do folk em 2022. Mais que recomendado, obrigatório!

9/10
Fernando Ferreira


6 – Ignite – “Ignite”

Century Media

Orange County é o sinónimo, e sempre será, de punk rock e hardcore) melódico. Para alguns esta variante é um insulto às fundações do estilo – embora essas fundações sejam bem mais difusas do que se possa pensar mas isso não é assunto para aqui chamado. Os Ignite são uma das referências dessa cena que em 2019 viu-se a braços com um dos piores pesadelos de qualquer banda – ficar sem frontman. E não bastasse isso, toma lá com o Covid em cima. Mas a banda californiana deu a volta por cima. Não só encontraram uma voz perfeita para continuar como ainda para os levar a um nível acima. E até poderá ser surpreendente tendo em conta que estamos a falar de Eli Santana, guitarrista dos Holy Grail e dos Huntress. Resulta perfeitamente, num álbum onde a banda está melhor que nunca e o facto de ser auto-intitulado é indicador dessa magia que é real. Hardcore/punk rock a lembrar os melhores momentos de uma cena que sempre foi rica em apresentar riffs e músicas infecciosas, tendo também uma forte mensagem política associada. Fantástico!

9/10
Fernando Ferreira


5 – Bjørn Riis – “Everything To Everyone”

Karisma

Não há hipótese, este senhor continua a ser uma garantia de boa música. De rock progressivo sempre com uma dose de melancolia musical que nos toca seja como for. E como até agora nunca nos desiludiu, seja em nome próprio seja com os Airbag, as expectativas eram bem altas para que estivesse aqui um excelente álbum mas moderadas em relação à surpresa que pudesse trazer. Posso dizer que em relação ao segundo ponto as expectativas foram superadas o que esse facto fez com que também o primeiro sofresse o mesmo destino. Nitidamente mais rockeiro, com a habitual vibe floydiana, aqui também vai buscar parte do charme que relembra uns Dire Straits, sem deixar também de ter momentos onde a melancolia e a atmosfera têm importantes papéis a desempenhar. No geral mantém o seu tom muito próprio tanto na guitarra como na voz, sendo facilmente um dos grandes álbuns de rock progressivo desta primeira metade de 2022.

9/10
Fernando Ferreira


4 – The Long Hunt – “Threshold Wanderer”

Edição de Autor

Os The Long Hunt surgem-nos com este seu terceiro álbum e deixam a questão (ou o convite) em aberto para os dois anteriores que o antecederam. A subtileza da arte é fantástica assim como a música em si. Talvez a música não seja assim tão subtil em termos de decifrar o que se está a passar – stoner/doom instrumental com alguns laivos progressivos, psicadélicos e de pós-rock. É um álbum que nos transmite múltiplas sensações e que nos traz diferentes estados de espírito. O que poderia ser surpreendente para quem tem uma ideia muito definida dos estilos em questão. O toada mais doom poderá ser um problema para quem não aprecia os andamentos mais lentos mas neste caso em concreto, quando surge, reforça mesmo as melodias e a forma como as mesmas evoluem e viajam connosco. Ou melhor, convidam-nos a viajar com elas. Um convite irrecusável. No geral, um daqueles álbuns que ficam e que marcam.

9/10
Fernando Ferreira


3 – Wolf – Shadowland

Century Media

Depois de uma sessão de death, doom e outros, Wolf surge como um tira-gosto excelente com o seu mais recente álbum Shadowland. Com os pés bem assentes no heavy metal (e quiçá com uns toquezinhos muito subjetivos de speedmetal), Shadowland exibe toda a sua glória de forma comparativamente suave mas com toda a pompa de uma autêntica fénix. No seu todo, o trabalho parece simples, contudo, este é um simples de tempos passados, tempos em que o trabalho médio era fenomenal e o trabalho extraordinário era verdadeiramente revolucionário. A voz assume-se no estilo mais agudo e estável, o trabalho de cordas é engenhoso e a bateria cria toda a estrutura onde todos estes elementos jazem na sua glória. Por isso, sim, “Shadowland” é um álbum obrigatório que creio que vos porá nostálgicos de tempos menos complicados onde a música era expressão pura de arte. Uma explosão muito bem controlada de heavy metal “clássico”.

10/10
Matias Melim


2 – Dawohl – “Leviathan”

Dolorem

Nos últimos anos, França tem vindo a mandar para fora muito trabalho de qualidade dentro dos géneros mais pesados do metal. Eu que o diga, nem costumo ser o maior fã do metal mais “barroco” mas por alguma razão sempre que apanho alguma coisa pesadona francesa a coisa corre bem. Este é novamente o caso. “Leviathan” é o álbum de estreia dos Dahowl, uma banda que após a sua formação em 2009 estreou-se oficialmente com o seu primeiro EP em 2014. Contudo, todos sabemos que um álbum quando é bom sabe bem melhor que um curto EP. Leviathan é um álbum que funde death e black metal numa explosão pseudo-satânica em som mas de comentário social em contéudo lírico (o próprio Leviatã não se refere nem ao monstro bíblico nem a nome satânico mas sim à tese do século XVII de Thomas Hobbes em que se apresentam argumentos a favor do estado totalitário). Contudo, em relação às letras deste álbum, fiz o mesmo que fiz em relação à minha cópia da obra…adiei a sua leitura. Não por motivos negativos, mas sim porque o álbum apresenta uma sonoridade que mantém uma relação muito saudável entre os ritmos hipnóticos e o impacto sonoro. Apesar disso, a escrita tinha que ser particularmente terrível para reduzir a pontuação que darei a este álbum, e esse não parece ser o caso já que no seu mundo de ficção até existem inspirações de outra grande obra: Brave New World de Huxley. Uma audição obrigatória de Abril.

10/10
Matias Melim


1 – Analepsy – “Quiescence

Miasma / Vomit Your Shirt /Agonia 

Chegámos a temer pelo futuro dos Analepsy por momentos. A banda portuguesa tornou-se uma sensação do underground mundial do brutal death metal com muito mérito, apoiados em lançamentos de estúdio impressionantes assim como passagens pelos palcos memoráveis. A saída e entrada de músicos é um mal que muitas bandas sofrem mas com a saída de Diogo Santana (voz e guitarra solo) ficava a dúvida de como seria o futuro da banda, sabendo que caberia a Marco Martins. Cinco anos após o álbum de estreia, temos “Quiescence”, o segundo álbum que traz uns Analepsy renovados, com Calin Paraschiv (também nos Clitgore e Necrovile) na voz e guitarra  e Léo Luyckx (também nos Brutal Sphincter e Dysrancor) na bateria, juntando-se a João Jacinto no baixo que embora sendo o primeiro disco que grava na banda, já se tinha juntado há mais tempo. Brutalidade, técnica e bom gosto musical é aquilo que esperávamos e é isso que temos. Os Analepsy cativaram-nos por se separarem dos restantes e essa sua faceta continua bem intacta sendo o melhor de vários mundos num só. Para os fãs de death metal bruto e técnico, a besta continua bem viva e melhor que nunca!

9/10
Fernando Ferreira


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