WOM Reviews – Roxy Blue / Freedom Call / Beltane / March Against The Tides / Fretless / Kris Barras Band / Sonata Arctica / Northtale

Roxy Blue – “Roxy Blue”

Frontiers Records

Foi com alguma surpresa que vi na minha Dropbox um álbum dos Roxy Blue para review. Pensei, huummm será mesmo? E sim, após 25 anos da sua estreia com “Want Some”, a banda de culto que são os RB, estão aí com um novo disco na praça, pronto a ser digerido por todos aqueles que ficaram este tempo à espera, ou talvez não, do regresso da banda. “Roxy Blue” conta com todos os elementos originais aos quais se juntou Jeffrey Wade Caughron e não desilude, aliás não o podia fazer, porque quem aprovou na época o já referido “Want Some”, vai com toda a certeza fazer o mesmo agora.

10/10
Miguel Correia


Freedom Call – “Metal”

Steamhammer/SPV

Os Freedom Call começaram a sua carreira em ’98 na Alemanha. Com o passar dos anos, vieram a lançar diversos trabalhos e a sofrer várias mudanças na estrutura da banda, mudanças que roçaram com outros grandes nomes do metal, como Helloween. O seu mais recente projecto, M.e.t.a.l.,  corresponde ao 10º álbum lançado da banda e é composto por 11 faixas que transpiram aquele power metal simbolizado por melodias de sonoridades mais leves e “felizes” que criam as imagens mais clássicas deste estilo de metal: unicórnios, arco-íris e talvez uma espada ou outra (coincidentemente uma das faixas chama-se mesmo “Ace Of The Unicorn”). Com isto dito, avanço desde já que este é um álbum que não é para todos os ouvintes, eu inclusive, mas prometo que vou me focar mais na qualidade do que nos gostos pessoais, visto que a primeira de facto merece louvar. Assim sendo, este álbum é de facto uma “cornucópia” de melodias épicas e gloriosas com vocais completamente limpos e igualmente harmoniosos. Em termos da guitarra, esta funde-se com o restante conjunto de instrumento, mas tem vários momentos de solo que saem mais da caixa permitindo uma maior intensidade e por vezes até maior “maleficência”. O trabalho de bateria é estrondoso e fornece ritmos bastante viciantes que de facto trazem a todo a música desta banda uma espinha dorsal. Como não faltaria, o teclado eletrónico é usado com bastante frequência, combinando sempre bem com o som “feliz” da banda, dando ainda mais aquele aspeto épico ao álbum. É um trabalho sólido, mas não é de facto um tipo de música para todos devido à sua a toda alegria que por vezes dá a ideia de filme musical.

Nota 7/10
Matias Melim


Beltane – “Tales Of Pantheon”

Edição De Autor

Depois da estreia em 2006, chega finalmente o momento de ser editado o segundo álbum dos brasileiros Beltane. Power metal a lembrar o auge do estilo na década de noventa, em todo o seu esplendor e, também é preciso admitir, defeitos.  Produção cristalina, voz afinadinha no ponto e uma enxurrada de lugares comuns, infelizmente. Apesar das boas intenções, não há um efeito real na nossa memória em relação aos temas de “The Tales Of Pantheon”. Dúvidas não temos em relação ao seu talento como executantes. Já como compositores, há ainda trabaho a desenvolver.

Nota 5.5/10
Fernando Ferreira


March Against The Tides – “From A Realm Turned Scorned”

CD Baby

Ora aqui está algo inesperado. São trabalhos como este que fazem com que gostemos de tanto desta nossa missão auto-imposta. Sei que é um lugar comum mas tem que ser dito. E até se pode achar que este é um trabalho estranho para ter tal afirmação. Afinal estamos a falar de um projecto norueguês – uma one-man band – que além de ter um nome estranho, também é bastante próximo da sonoridade dos Dragonforce, exceptuando na voz. Bem, o nome são as iniciais do mastermind Mattias Johansson (ou seja M.A.T.T.) e a música tem realmente um pouco (ou muito) dos Dragonforce, mas a forma como está bem construída e frenética, até nos faz sentir aquela surpresa quando tivemos quando ouvimos Dragonforce pela primeira vez. Um álbum que não cansa e só isso diz tudo.

Nota 8.5/10
Fernando Ferreira


Fretless – “Damnation”

Pure Steel Records

Os Fretless são uma banda sueca de heavy metal/hard rock nascida em 2009. O seu álbum de estreia foi lançado em 2011 e é apenas em 2019 que o mundo volta a ver/ouvir um lançamento integral desta banda, sendo que entre o primeiro e o segundo houve consecutivas revelações de singles, alguns dos quais pertencentes ao mais recente álbum. Damnation, de certa forma acaba por assumir um cariz tradicional em relação ao seu heavy metal, lembrando algo daquela fase em que o metal tinha uns toquezinhos de “glam sem maquilhagem”. De uma forma mais curta, a própria banda admite apresentar semelhanças com Accept e de facto até tem algumas …. Mas vamos com calma. Este álbum é repleto de ritmos rápidos e de solos bons (não explosivos) que trazem bons momentos de headbanging, tudo isto sempre situado dentro do estilo do heavy clássico. Passando ao vocal, que assume uma certa prioridade neste álbum: ele é caracterizado por uma voz “semi-melodiosa” meia rouca e por vezes mais agressiva, contudo surgem momentos em que parece ser tentado dar aquele impacto de voz avassaladora (como é tão popular nas bandas de melodic metal) e que acaba por ficar em falta, portanto o vocal conjunto parece ser uma melhor opção. Tirando isso, o álbum é moderadamente bom mas fica-se por aí, não faz nada para se distinguir de álbuns passados e presentes dentro do mesmo género e por isso pode levar a algumas desilusões, principalmente quando nos relembramos que foram 8 anos de espera.
PS: a primeira faixa também é bastante estranha, isto porque temos sonoridades para nos “preparar para o álbum” e de repente começa uma voz digital automatizada sem emoção (ao estilo de Google Tradutor) a introduzir a banda como se estivéssemos num concerto ao vivo e termina repetindo-se com uns “Are you ready for some heavy metal?”.

Nota 6.5/10
Matias Melim


Kris Barras Band – “Light It Up”

Provogue Records

Que grande rockão! Kris Barras Band traz-nos com este “Light It Up” um grande álbum de hard rock clássico onde o blues desempenha um papel importante (e por blues, entenda-se blues rock, não propriamente aquele das origens do género) e dá a este conjunto de temas uma tonalidade que tanto é clássica como nos soa refrescante – ao mundo em que já chegámos, que uma hard rock destes nos soa exótico. Pessoal da velha guarda, não vão mais longe, têm aqui um senhor álbum!

Nota 8.5/10
Fernando Ferreira


Sonata Arctica – “Talviyö”

Nuclear Blast 

E se vos dissesse que nunca na vida tinha ouvido Sonata Arctica? Provavelmente não quereriam saber, mas seja como for fica de contexto para esta review que definitivamente me apanhou algo de surpresa, porque, apesar de nunca ter ouvido esta banda antes, já tinha ouvido falar do seu estilo que (supostamente) se associava com o power metal e o com o melódico (se não mesmo o sinfónico) e fui recebido no mais recente álbum (Talviyö) com uma mistura deste tipo de sonoridade juntamente com um certo tom Natalício. Uma coisa um pouco estranha de se dizer, eu sei, mas foi mesmo isso que estas sonoridades me transmitiram. Lá o álbum se foi desenvolvendo, oscilando sempre o power ligeiro e as melodias mais transversais nos seus estilos. Num todo o álbum, desenvolve um ambiente que toca mais no “nostálgico” que no épico, existindo solos ocasionais ao longo de toda a peça, que trazem uma energia muito necessária para equilibrar o álbum. Também se conta com o apoio de guitarra acústica, que apesar de muito bem aproveitada acaba sempre por demonstrar o tipo de ambiente que a banda pretende assumir: calmo, pouco explosivo e mediamente triste. A bateria não é alvo de excentricidades nenhumas mas o baixo ganha alguns momentos de holofote que de facto são muito positivos. Já o vocal…bem é tudo muito bonito e limpinho mas além de pouco variar no timbre, não puxa nada no que toca a inspiração (como se assume que será quando falamos neste estilo). Já deu para perceber que a minha opinião deste álbum não foi muito positiva, contudo, é a tal coisa, não é bom nem é mau, é um “meh” que infelizmente se arrasta ao longo de 11 faixas algo repetitivas, sendo que a última está a centímetros de se tornar numa música de embalar. Resumidamente: se estão á espera de uma peça com peso ou que desperte emoções em vocês, Talviyö não é um álbum para vocês.

Nota 5/10
Matias Melim


Northtale – “Welcome To Paradise”

Nuclear Blast

Tínhamos alguma curiosidade para ouvir este álbum de estreia, confesso. Os Northtale são um projecto que junta membros e ex-membros dos Circle II Circle, Jon Oliva’s Pain, Equipoise, Twilight Force, Malmsteen, entre muitos outros, destacando-se Bill Hudson, que esteve connosco recentemente no Morbid Fest, e Christian Eriksson, que também nos visitou com a sua agora ex-banda, Twilight Force, quando estes abriram para Sabaton e Accept. O power metal é clássico, a lembrar aquela mistura primordial que vai beber directamente a Deep Purple e Rainbow de Ritchie Blackmore. Entusiasmo genuíno e grandes temas fazem deste um álbum mais que recomendado.

Nota 8.5/10
Fernando Ferreira


 

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