Máquina do Tempo – Foul / Dirty Rats / The Lulls / Bad Bones / Bastian / Orthostat / War Criminal

Foul – “Of Worms”

2018 / 2019Chaos Records

Editado o ano passado pela própria banda e agora repescado pela Chaos Records, este “Of Worms” é o interessante EP de estreia dos norte-americanos Foul que inicialmente aparentam ser apenas mais uma banda de death metal e depois revelam que têm uma costela doom muito proeminente. Old school como se estivessemos em 93, este EP é uma maravilhosa viagem a um lado do death/doom que parece que já não se faz hoje em dia. Parece porque anda pelo underground tal como os Foul. Alguém tem que o fazer, felizmente para nós. Fantástico!

Nota 8/10
Fernando Ferreira


Dirty Rats – “Rock n Roll”

Slip Trick Records

O título deixa tudo em panos limpos. Aliás, até a própria foto da banda na capa deixa claro que o que temos aqui é mesmo rock, a puxar ao pesado, mas sem grandes complicações. É sabido que o hard rock, com passagem dos tempos, começou a ser visto como o novo rock’n’roll e os Dirty Rats provam bem o porquê disso acontecer. São nove temas que nos levam imediatamente para as estradas dos desertos, para os dias de calor, para os bares com mais gordura do que o estufado da vizinha e para as motos estacionadas à sua frente. É todo esse imaginário que temos em “Rock n Roll” e que, apesar dos seus limites, entretém o q.b..

Nota 6/10
Fernando Ferreira


The Lulls – “Meridian”

2018 – Edição de Autor 

Há algo de intemporal neste pequeno EP dos The Lulls. Não será exclusivamente pelo facto de terem já muita experiência, iniciada curiosamente como banda de covers dos Blink 182 – calma, o som não tem nada a ver. É principalmente por evocarem a nostalgia associada à década de oitenta como que embebida de algum do indie da década seguinte. E saudosismos aparte, funciona perfeitamente bem. Tivemos também acesso às quatro músicas sem voz, reforçando assim o lado musical fortíssimo de “Meridian”.

Nota 8/10
Fernando Ferreira


Bad Bones – “High Rollers”

2018 Sliptrick Records

Hard rock à boa e velha maneira da década de oitenta, sem grandes segredos mas altamente eficaz. Os Bad Bones têm aqui um bom regresso que não desiludiu todos os fãs das sonoridades tradicionais. Não é preciso reinventar a roda. Na maior parte das vezes a solução passa mesmo por apenas rockar muito. Quando há a paixão aqui evidenciada, os lugares comuns superam-se facilmente.

Nota 7/10
Fernando Ferreira


Bastian – “Grimorio”

2018 – Sliptrick Records

Os Bastian têm vindo a apresentar nos últimos anos bons álbuns onde o heavy/doom metal tradicional (a lembrar em muito os Candlemass na fase Robert Lowe e Mats Léven) é rei. Neste caso, nem estamos certos de estarmos a falar de uma banda ou de um projecto de Sebastiano Conti, guitarrista, que se rodeia dos restantes instrumentistas. Seja como for, a qualidade é mais que evidente e apesar de ter passado despercebido na altura, é um daqueles trabalhos que sabe sempre bem voltar.

Nota 8.5/10
Fernando Ferreira


Orthostat – “Into The Orthostat”

2016 – Edição de Autor

Do Brasil foram-nos apresentados os Orthostat que lançaram esta dema em 2016, com um som bastante old school mas que se revela altamente eficaz. Produção vintage que cria a atmosfera nostálgica da década de noventa e com temas que andam entre o death e o doom mas com maior foco sobretudo no death metal. Boa forma de começar uma carreira.

Nota 7.5/10
Fernando Ferreira


Disrated – “Celestial Abhorrence”

2018 – Edição de Autor

Fantástica capa, fantástica mesmo. Torna quase obrigatório arranjar a edição em vinil extremamente limitada. Em termos sonoros, é death metal técnico que tem uns breakdowns dispensáveis à deathcore. No entanto, por muita aversão que se tenha a este tipo de coisa, o produto final é sóbrio e extremamente apelativo. Bons temas, arranjos de luxo e instrumentistas que dão espectáculo. Breakdowns? É um pormenor apenas.

Nota 8/10
Fernando Ferreira


War Criminal – “Suffer”

2018 – Edição de Autor

Boa mistura entre hardcore e metal, com bastante garra para despejar para cima do ouvinte. Certo, temos bastantes lugares comuns, no entanto, não se trata da simples proposta onde se vai à lista e vê quantos breakdowns e quantas vozes zangadas se devem utilizar. O que está aqui sente-se como honesto e do coração. Logo aí é um avanço perante alguma da concorrência. Puro, como há poucos.

Nota 7.5/10
Fernando Ferreira


 

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