Salem – “Dark Days” Review

A quantidade de nomes da década de oitenta que voltaram quase trinta anos depois é impressionante e podemos inserir estes Salem nesse mesmo grupo. Qual a relevência disso? É significativa se tivermos em conta que muitos desses regressos tentam viver à custa de glórias passadas que até nem foram assim tão significativas, lançando álbuns que, das duas uma, ou são um sombra do que eram trinta anos antes, ou então revelam precisamente que nunca foram a lado nenhum de forma justificada, não apresentando nada no presente que superasse um passado medíocre.
“Dark Days” é o segundo álbum de originais da banda britânica, que lançou a estreia apenas três anos mas cuja primeira demo foi lançada em 1981 – algo que até podemos encarar como estranho, mas aquilo que nos interessa é mesmo o som do álbum e se o mesmo justifica investir tempo e dinheiro no mesmo e a resposta é, sem qualquer tipo de hesitação, sim. Reza a lenda que a banda no início tocava algo mais perto da NWOBHM, mas aquilo que encontramos aqui é mais próximo do hard’n’heavy que, admitimos, é algo datado mas que soa muitíssimo bem.
Com as modas a ditarem que tudo o que é retro é bom, não é bem esse o encanto deste álbum. O grande segredo do sucesso deste trabalho são mesmo as músicas que, apesar de as podermos situar na década de oitenta, surgem com um cariz intemporal onde a única coisa necessária é haver amor ao género. Genuíno amor, tal como aquele que transparece em músicas como a épica “Ninth Months”, “Tormented” e “Tank”. Não será de prever que a banda conheça um sucesso esmagador, e tal é pena, já que qualidade na sua música há de certeza.
1. Not Guilty
2. Nine Months
3. Complicated
4. Lost My Mind
5. Dark Days
6. Second Sight
7. Tormented
8. Fallen Angel
9. Toy Story
10. Prodigal Son
11. Tank
Duração 52:54
Nota 7.2/10

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