WOM Interviews – Organização Oeste Underground Fest

Terminamos a ronda de entrevistas sobre o Oeste Underground Fest (a realizar-se já no próximo dia 2 de Novembro no Pavilhão Multiusos da Malveira), com a organização do próprio evento, composta por Miguel Bastos, Pedro Felício e Luís Sousa. A World Of Metal quis procurar saber mais sobre o festival, os desafios que têm que enfrentar e projectos para o futuro. Por Fernando Ferreira 

Olá pessoal e bem vindos ao nosso World Of Metal. Vamos começar pelo início e pela forma como nasceu o festival. O que levou ao início do Oeste Underground Fest e como é que vocês três decidiram unir esforços para tal?

Luís – Acho que esta resposta seria do Miguel e no fim penso que o que se decidiu a essa união foi por um começo de amizade meu com o Miguel e por ajudar um sonho bem antigo

Miguel – Viva, a ideia nasceu em 2015, em Março de 2019 reuni com os bombeiros da Malveira e como a minha mãe já teve vários problemas de saúde e graças a eles ainda é viva, decidi que tinha de ajudar estes homens e mulheres. O Pedro já o conheço à mais de 25 anos foi fácil, o Luis, apesar de conhecer à pouco tempo, foi ele que grandes ajudas me deu do que necessitava em palco e o convite foi feito claro.

Pedro – A união de esforços para dar início ao Oeste Underground Fest, surgiu do convite feito pelo Miguel para fazer parte da Organização do Oeste, dos longos anos de amizade que eu tenho com ele, da amizade com o Luís Miguel, do sonho antigo de organizar um festival no concelho onde vivo e do amor ao Heavy Metal nas suas variadas vertentes.

As pessoas normalmente não têm noção do que implica organizar um evento. Como foi o impacto daquela primeira edição nas vossas vidas?

Miguel – Ainda hoje tem impacto, porque tanto eu e o Luis trabalhamos por turnos e temos miúdos o que implica muito da nossa vida pessoal, porque, existe muita coisa a fazer e posso dizer que actualmente o festival ocupa-nos durante um ano.

Luís – Na primeira edição penso que não havia nenhuma noção como organizar um evento de qualquer tipo, mas como somos publico em alguns eventos e no meu caso ter tocado em alguns eventos tentamos criar as melhores condições tanto para as bandas e publico mas ainda hoje estamos a aprender e tentar melhorar o festival.

Pedro – O impacto foi positivo, dado que, foi ver a concretização de um sonho antigo com dois grandes “malucos”.

Sendo um festival onde todos os lucros angariados vão directamente para os Bombeiros Voluntários, o processo de construção de um cartaz é sempre desafiador. Quais são as principais dificuldades que encontram?

Miguel – Claro que sim, porque começamos sempre do zero e os apoios são poucos, apesar de termos apoios tanto Junta de freguesia como da Câmara municipal.

Pedro – As dificuldades tendo sido as mesmas de ano para ano, começar todos os anos do início, dado que todo o dinheiro reverte para os Bombeiros da Malveira e tentar “arranjar” um cartaz que seja apelativo a todas as pessoas que vão ao festival.

Luís – As dificuldades são sempre as mesmas, começar do zero visto ser um festival de beneficência e todo o lucro reverte para os bombeiros, mas acho que temos tentado criar um bom cartaz dentro dos nossos limites que são muitos.

Tenho noção de que organizar um evento – assim como qualquer outra coisa na vida – é sempre algo que exige evolução e aprendizagem. E nesse aspecto que mudanças já ponderam (tendo sido aplicadas ou não) fazer para que o festival cresça ainda mais?

Miguel – Existe sempre algo a melhorar, temos algumas limitações de espaço, o palco é estático não podemos fazer grandes melhorias, eu acredito que aquilo que faz um festival é a forma como as pessoas são tratadas e acima de tudo as bandas que compõem o cartaz.

Pedro – As mudanças que ponderamos é trazer bandas grandes do panorama nacional e mundial, para fazer o festival crescer a olhos vistos, mas para isso necessitamos de apoios que ainda não temos, mas com o tempo iremos de lá chegar, estamos estado a crescer e iremos crescer muito mais.

Luís – Está sempre nas nossas intenções fazer crescer o festival mas também temos noção que é um caminho longo a percorrer e que tem que ser feito com muita calma, pois ainda nos falta algum apoio e sem ele será sempre um pouco mais difícil.

Uma das coisas que sempre apreciei no Oeste Underground é a forma como os Bombeiros sempre receberam bem os fãs metálicos. Sempre foi assim desde o início, não? Mesmo sabendo que a música não é provavelmente aquela que mais apreciam…

Pedro – Sim, no início ficaram receosos mas após a primeira edição já abraçaram o projeto e agora vêm que as preocupações que tinham devido a não fazerem parte do meio e não o conhecerem bem, eram infundadas.

Luís – Penso que sim, mas claro a primeira edição não sabiam ao que vinham mas desde a primeira reunião abraçaram o projecto, claro que toda a mística dos amantes da música extrema foi desfeita. A coisa que nos disseram depois da primeira edição foi ver o publico utilizar os caixotes do lixo espalhados pelo recinto não haver confusões e o de pedir uma bebida e dizer um “obrigado” foi o feed back que tivemos que nos chegou dos bombeiros

Miguel – Sempre, são pessoas que nos são gratas, porque os metaleiros ajudam a corporação com este festival e para aqueles homens e mulheres que muitas vezes tem de se levantar da cama para ir ajudar um de nós, eles estão agradecidos pela ajuda que lhes damos.

A nível de apoios locais, como tem sido essa angariação? Tem havido uma evolução ao longo destas quatro edições?

Miguel – Completamente igual, infelizmente.

Luís – Tem sido um pouco difícil mas os que têm apoiado o festival desde a primeira edição continuam ao nosso lado, mas têm sido difícil mas pensamos que com o tempo viram mais apoios.

Pedro – A angariação de apoios locais não tem sido fácil, mas nós estamos prontos para ir sempre à luta e quem nos apoia deste a primeira edição, tendo mantido esse apoio, mas queremos mais sempre mais.

Hoje em dia os eventos de música pesada estão a distribuir-se um pouco para fora do país embora Lisboa e Porto continuem a ser os grandes pólos de concentração dos mesmos. Os festivais acabam por ser os eventos capazes de contrariar essa tendência. É por esse motivo importante para vós manter o festival na Malveira?

Luís – Acho que não, pensamos nisso o festival nasceu de um sonho antigo do Miguel e da gratidão para com os bombeiros da Malveira , nem pensamos nisso mas claro seria bom dar a conhecer a Malveira a Portugal e ao mundo.

Pedro – A ideia inicial partiu do Miguel e teve por base o sonho antigo dele de fazer um festival na Malveira e da gratidão dele para com os Bombeiros da Malveira, por esse motivo e para dar a conhecer a Malveira e o Concelho de Mafra, iremos manter o festival na Malveira, se fosse em Lisboa ou no Porto se calhar eramos mais um no meio de vários.

Miguel – A nossa ideia não é contrariar nada, porque existe espaço para todos e ainda bem que cada vez mais vão nascendo outros.

E ampliar o exercício de organização de eventos, já é algo que ponderaram fazer?

Pedro – Isso nunca se sabe, era uma coisa a ponderar, se fosse um evento bem delineado e bem estruturado, com os elementos desta organização a fazerem parte do mesmo, porque não.

Luís – Houve uma ou outra conversa, mas pensamos que nem é um projecto a curto ou longo prazo, pois temos as nossas vidas particulares e família mas nunca se sabe.

Miguel – Para já é algo que não estou a ponderar.

Quais as grandes dificuldades que encontram todos os anos na realização do Oeste Underground Fest e que mudanças (que não dependam de vós) é que, acontecendo, ajudariam o festival ainda mais?

Luís – Achamos que cada vez mais tanto os bombeiros junta de freguesia e câmara confiam no nosso trabalho, que desenvolvemos durante todo o ano, mas se ouve-se uma ajuda maior a nível de patrocínios seria um pouco mais fácil fazer crescer o festival e mesmo nos moldes que estamos a organizar, mas mesmo assim temos muita gente do nosso lado que gosta do trabalho desenvolvido até esta edição tanto cultural e de responsabilidade civil em ajudar uma instituição que a grande força humana é á base do voluntariado por isso vamos continuar o nosso trabalho e tentar melhorar dentro dos nossos limites.

Pedro – Temos tido ao longo destas edições o apoio da Câmara Municipal de Mafra, dos Bombeiros Voluntários da Malveira e da União de Freguesias da Malveira e São Miguel de Alcainça que confiam no nosso trabalho e nos apoiaram sempre, mas a grande dificuldade é a falta de patrocínios, se tivéssemos mais conseguíamos fazer o festival crescer.

Miguel – A grande dificuldade é encher aquele pavilhão, claro que a falta de transportes também dificulta e se houve mais seria benéfico para o festival.

Mensagem final para os nossos leitores.

Miguel – Dia 2 de Novembro apareçam, venham fazer a festa, acima de tudo venham ajudar a causa!

Luís – Apareçam apoiem a música extrema o underground nacional e os bombeiros pois eles estam sempre prontos para nos ajudar

Pedro – Não se esqueçam, apareçam no dia 2 de Novembro, no Pavilhão Multiusos da Malveira, para a 4.ª Edição do Oeste Underground Fest. Apoiem este evento. Apoiem os Bombeiros, que eles estão sempre prontos para nos ajudar.

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