WOM Interviews – Simbiose

Simbiose é um dos grandes nomes do nosso underground. Uma força a ser reconhecida cá dentro e lá fora, com um death/grind/crust acutilante, sempre pronto a colocar o dedo na ferida. “Banalization of Evil” (um dos nossos álbuns do mês), tal como o próprio título sugere, não é excepção e é a propósito deste novo trabalho, lançado no passado dia de 1 Outubro pela Amazing Records e por esta nova era da banda que fomos falar com Jonhie, o eterno frontman dos Simbiose.

Olá Jonhie e bem vindo de volta ao nosso World Of Metal. A última vez que falámos foi numa das antevisões que fizemos do Vagos Metal Fest de 2018. Muito mudou desde então e, infelizmente, não pelo melhor. “Banalization Of Evil” é um trabalho de raiva, de revolta, não só pela óbvia mensagem do título (que já vamos falar) e de cada uma das músicas, mas principalmente pela perda do Sérgio?

Boas, é sempre um prazer falar com vocês. “Banalization of Evil “ é realmente um disco cheia de raiva e energia. Quando a perda do nosso querido Bifes, o álbum estava talvez a meio em termos de composição, teve posteriormente uma paragem óbvia e quando voltamos à composição com o novo baixista João Lavagantes, a vontade e necessidade de criar músicas e letras foi instantânea e com muita força.

Aquele período seguinte ao desaparecimento de Sérgio, entre toda a dor de terem perdido um amigo, ponderaram acabar tudo no que diz respeito aos Simbiose naquele momento?

Sim, foram muitos anos com ele e foi tudo muito rápido. Mas com a cabeça fria, achamos que não seria isso que ele queria e decidimos continuar o trabalho também começado por ele, este novo disco.

Falando de “Banalization Of Evil”, da última vez que falámos em 2018, disseram-nos que tinham algumas músicas preparadas e que em breve gravariam. Algumas dessas músicas chegaram a este álbum?

Sim, muitas delas. Como mencionei em cima, umas 4/5  músicas já estavam feitas e entraram neste disco.

Em que medida temos aqui trabalho de equipa em termos de composição? João Lavagantes participou na composição do mesmo?

Em Simbiose as músicas são feitas na sua maioria pelo nosso guitarrista Nuno Rua, é óbvio que cada um individualmente pode depois dar ideias e aperfeiçoá-las  individualmente. Neste disco inclusive , o João Lavagantes compôs uma música, a “Realidade”.

Em termos da conjugação letras/música, tenho curiosidade em conhecer o vosso processo. Primeiro surge a música e depois vão procurar tema para a mensagem lírica? Ou já têm ideias pré-definidas daquilo que querem transmitir nas letras?

Principalmente fazemos as duas de duas formas, ou vem a música e fazemos uma letra para a mesma ou quando é o Nuno Rua a trazer as Letras também , já vem a ideia geral para encaixar na música.

A produção deste álbum está poderosa, definida mas ainda assim orgânica, não ficando com aquele sabor a plástico descartável que infelizmente alguns sons têm hoje em dia. Onde é que gravaram e com quem contaram na cadeira de produtor? 

Este álbum e o anterior já foram produzidos pelo nosso guitarrista, Nuno Rua. Ele sabe bem o que quer e melhor que ninguém conhece o som que queremos. Este disco foi gravado a bateria em estúdio profissional, precisamente para não soar a plástico e ter um som acústico e tudo o resto na nossa sala de ensaio.                                              

Sabemos que têm já uma série de datas marcadas pela Europa, na Alemanha e Républica Checa e depois cá em Portugal. Há a expectativa de aumentar ainda mais esta digressão?

Sim claro, o disco está aí, nunca fomos banda de nos limitarmos a tocar só no circuito nacional e estamos sempre abertos a tocar lá fora onde este disco também vai ser editado, para ajudar a promovê lo.

O disco é editado em Portugal pela Amazing Records, com quem já trabalham a nível do booking. Foi uma escolha natural? E no resto da Europa, estão a trabalhar com outras distribuidoras/editoras, certo?

Sim, com a Amazing Records surgiu o convite de forma natural, eles começaram com a editora recentemente e fez sentido nós entramos no projecto e trabalhar cada vez mais perto. Na Europa, como já vai sendo costume são várias as editoras que se juntam e lançam os nossos discos em diferentes países. Este disco, no Brasil entramos para a Luso/Brasileira Your Poison Records, com edição também em Outubro de 2019.

Para terminar, sendo este o início de uma nova era para a banda, como é que encaram o futuro?

Como sempre encaramos , com dignidade, sinceridade e com muita vontade de tocar ao vivo e de conhecer pessoas.

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