WOM Perfil – Carlos Barbosa

Iniciamos aqui uma série de entrevistas aos H.O.S.T na nossa rubrica da WOM Perfil que tem desde o início o intuito de dar a conhecer mais profundamente os músicos que fazem parte da nossa cena. Neste caso, Carlos Barbosa era membro da banda do Porto na altura em que fizemos esta entrevista mas acabou por sair dos H.O.S.T entretanto. – Por Rosa Soares / Foto João Fitas

Conta-nos o teu percurso musical.

Juntei-me em 92 ao Filipe Moreira para formar uma banda que na altura resolvemos intitular de Fears Tomb. Gravámos a nossa primeira demotape na Rec´n´Roll nesse mesmo ano ou inícios de 93. Depois o nosso vocalista, na altura, tinha muito pouca disponibilidade e resolvemos procurar outro. Coincidentemente, os Dove estavam com algumas questões com o vocalista e o Pedro Gouveia estava de saída. Endereçámos o convite, que o mesmo aceitou “na hora”. Gravámos em 95 uma segunda demo e começaram talvez os anos mais prolíferos da banda. Nessa altura dávamos entre 20 a 30 concertos por ano.

Depois em 2000, ficamos sem baterista e vocalista e surgiu o convite ao Augusto Peixoto. Nessa altura resolvemos renomear a banda e surgiram os Cycles. Fomos para estúdio sem vocalista, mas felizmente 15 dias antes de começarem as gravações de voz, surgiu o Henrique Loureiro e gravamos o álbum. Em 2007 ou 2008 o Augusto Peixoto quis formar uma banda nova com um rumo musical ligeiramente diferente, e propôs-me, juntamente com ele, iniciar o mesmo. Assim surgiram os Head:stoned, que mantive em paralelo com os Cycles até ter ido 4 anos para Lisboa devido a um projecto profissional, e para não prejudicar as bandas, tive de abdicar de tocar com eles.Findo o projecto, regressei ao Porto em 2012, e 2 anos mais tarde, com o fim dos Head:stoned e dos Cycles, o Augusto Peixoto contactou-me e formamos os HOST, onde estou até hoje.

Quais as tuas principais influências musicais? 

In Flames, Nevermore, Arch Enemy, Dream Theater, Soilwork, Devin Townsend, Iron Maiden.

O que é que deixavas pela música e o que é que te faria deixar a música? 

Nos dias de hoje, não faria sentido ter que deixar algo pela música. Nesta fase da vida a música é um hobby e terá sempre de ser conciliada com a vida familiar e trabalho. A menos que caia do céu um contrato milionário creio que essa questão nem sequer se coloca. O que me faria deixar a música? Poderiam ser diversos motivos. Falta de tempo, horarios de trabalho incompatíveis, questões familiares, desmotivação e inatitividade da banda.

O que é que sentes, quando nos concertos, vês e ouves o público a cantar e a vibrar com a música que estás a tocar? 

É uma sensação única e indescritível. Estar a tocar, e através da reação do público perceber que estão a gostar do que estamos a fazer, é uma satisfação enorme. É essa a razão principal pela qual continuo o meu percurso musical.

Como é que vês o panorama musical actual, no que respeita ao metal? Ainda há espaço para inovar, criar?

Existe sempre espaço para inovar. Por muito que cada vez seja mais dificil ser original, há sempre margem para marcar a diferença, quer seja pela positiva, e infelizmente em certos casos, pela negativa. Por vezes a procura incessante por essa inovação leva a coisas algo ridiculas na minha opinião. Espaço para criar? É o que como músico faço todos os dias, e todos os músicos fazem o mesmo. A música é uma arte e a criação é o processo em que ela se desenvolve. 


 

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